Folha Espirita online

Edição julho de 2020

FE de julho 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Projeto cria rede solidária entre médicos

    Os jovens e a Doutrina

    Pandemia: quando vai acabar?

    Pesquisa sobre mediunidade

    Meditação e terapias espirituais em livros

    A consulta, o toque e o despertar

    Racismo e Espiritismo



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EDITORIAL

Quando vai acabar?

Antes da pandemia, muitos de nós, acostumados com a manutenção de uma rotina na qual nos sentíamos adaptados e, de certa forma, confortáveis, íamos levando a vida. Mudanças vieram, e agora a ruptura de uma realidade estabelecida nos faz pensar em um retorno àquela situação, a de vivenciarmos aqueles hábitos que estávamos acostumados, que pareciam nos preencher, mesmo que de forma vazia, mas que clamavam por mudanças.

E agora? O que fazer? Qual deve ser o desejo a nos mover diante de tantas incertezas? O avançar do tempo em uma situação tão adversa com certeza nos coloca perante uma pressão emocional e psíquica muito grande. Sentimos medo – de contrair o coronavírus, de perder o emprego, não conseguir encontrar trabalho, não pagar as contas e tantas outras coisas. São muitas as incertezas. Com isso, vamos caminhando a passos largos para tentar, de certa forma, resolver novos problemas, com as soluções antigas, aquelas que conhecemos.

Muitos podem se refugiar no consolo abusivo do álcool e das drogas, se sentirem paralisados diante do incerto, parando de realizar e até viver. Outros podem ser impulsionados pelo sentimento de revolta. As reações podem ser as mais adversas possíveis, por isso é importante olharmos para a situação avaliando o amanhã, com base naquilo que estamos construindo hoje.

O que temos feito para nós mesmos como conquistas que não vamos perder neste momento? Temos conseguido conviver com a situação de não ter tudo em nossas mãos e de compreender que é preciso abrir mão de um controle total da vida para podermos aceitar aquilo que as leis naturais nos impõem como ferramentas de burilamento e resgate?

A maturidade espiritual que entendemos ser uma característica para avançarmos para o Mundo de Regeneração não irá brotar em nossas almas em detrimento do calendário que se aproxima do período de mudança. Essa maturidade é fruto de nossa mudança de atitude, de respostas para com a vida. Construindo novas formas de viver, seremos capazes de responder àquilo que não nos cabe mudar.

Por que não mudarmos a pergunta “quando vai acabar” para “quando vamos começar? Começar a promover em nós as mudanças de comportamento necessárias para que possamos ver em nós o ser humano, o espírita, o cristão que queremos ser, compreendendo que as aflições de agora, quando bem vivenciadas, constroem nosso
amanhã verdadeiramente feliz.

Reflitamos...

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