Edição novembro de 2017 | Folha Espirita online

Edição novembro de 2017

FE de agosto 2017

DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Presença de armas contribui para a violência. Diga não ao “estatuto do armamento”.

    Como entender o bullying escolar

    Obra adverte para os acontecimentos na Terra

    50 anos do HEAL

    Dignidade humana em pauta

    O papel da arte espírita

    Ao encontro do necessitado

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EDITORIAL

Para onde vamos?

Cada dia que passa nos convencemos da necessidade de olharmos com mais atenção para os acontecimentos que nos cercam. As transformações batem à nossa porta de forma muito clara e a pergunta necessária que devemos fazer diz respeito às questões decorrentes de nossas escolhas.

Enquanto nos deparamos com os alertas seculares dos espíritos nos diversos textos bíblicos e também na obra de Chico Xavier, vivenciamos com contornos cinzentos a recente degradação do cenário político em nosso país, observando que os vícios milenares da humanidade ainda se configuram como chagas que expõem o que temos de pior.

Voltando as costas para os indicadores cada vez mais alarmantes da violência que cresce galopante em todos os cantos no Brasil, vemos o Senado Federal realizar consulta pública acerca do projeto da facilitação do porte de armas no País, mesmo diante de fatos tão recentes como o ataque em Las Vegas ou em Sutherland Springs, no Texas (EUA), ou mesmo a tragédia na escola em Goiânia, na qual um jovem atirou contra os seus colegas. Com tantos fatos, devemos nos perguntar: como ir contra pesquisas que indicam que o aumento do número de armas nas cidades somente incrementa o número de homicídios, não trazendo reflexos na diminuição dos demais crimes?

Ao nos debruçarmos sobre as revelações de Chico Xavier e dos benfeitores espirituais sobre os próximos passos pelos quais nosso planeta deverá passar, o uso de armas e situações delicadas como as que vemos entre potências como EUA e Coreia do Norte podem nos trazer preocupações.

Disposto a não tolerar as provocações norte-coreanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assumiu a função em janeiro deste ano, ameaçou com uma retaliação enérgica em caso de um novo teste nuclear. E assim os dirigentes lançam ameaças entre si, criando um clima de instabilidade para todo o orbe.

Dessa forma, cabe-nos cerrar fileiras e principalmente compreender que as mudanças que um dia desejamos ver em nosso planeta, mesmo que daqui a muito tempo, devem nascer em nós mesmos. O clima de violência que predomina no mundo é fruto de uma atmosfera mental que alguns de nós, encarnados e desencarnados, ainda insistimos em manter em nossas relações cotidianas, reforçando o embate, o julgamento e sobretudo a incompreensão frente ao semelhante.

Dedicamos tempo para nossas próprias necessidades e desejos, sentimo-nos agredidos quando não somos compreendidos, mas somos incapazes de voltar nossos olhos para o semelhante, construindo um mundo pautado em valores, no qual a transição planetária deve seguir para a regeneração através da conscientização, e não da dor.

Oremos, conscientizemo-nos dos riscos das pequenas atitudes em nossas vidas que permitem a ampliação da onda de violência e descaso na qual estamos imersos. Que Jesus, Nosso Mestre Maior, siga no leme a nos guiar.