Edição março de 2018 | Folha Espirita online

Edição março de 2018

FE de março 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Pioneira na inserção da espiritualidade na Medicina, AME-SP completa 50 anos

    Obra traz reflexões sobre os animais

    Seria xenoglossia?

    Plano de aula na evangelização

    As reclamações no nosso dia a dia

    Brasil entre os melhores países

    Simples aritmética

Se você é assinante da versão online, clique na imagem ao lado para ler a edição atual.

Se ainda não é assinante, assine agora mesmo aqui e ganhe de brinde o livro O Legado de Marlene Nobre.



EDITORIAL

Meio século da Medicina espiritual

Com uma alegria imensa vemos a Associação Médico-Espírita de São Paulo (AME-SP) chegar a meio século de existência, capitaneando um movimento que a cada dia cresce e ganha mais adeptos e importância.

O Mednesp, o congresso de Medicina e Espiritualidade, nasceu com a entidade, que desde 1991 passou a promovê-lo a cada dois anos, no formato em que o conhecemos hoje. Foi a partir dele que, em 1995, nasceu a AME-Brasil, durante a realização do terceiro Mednesp, promovido pela AME-SP, e depois a AME-Internacional, em 1999.

Assim como as demais AMEs, a associação vem trabalhando nos fundamentos da Medicina espiritual, trocando experiências e ideias, a fim de mudar o paradigma da saúde, colocando como fundamento a espiritualidade.

A construção desse conhecimento médico-espírita ocorre por meio de estudos e pesquisas que comprovem o paradigma espírita – entre outros princípios, a sobrevivência da alma, a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação, a constituição do ser humano em corpo físico, corpos sutis e espírito – demonstrando sua contribuição para o progresso da Ciência e da Medicina como um todo, dada a importância de que se revestem, evidenciando o caráter bio-psico-sócio-espiritual de cada individualidade. Dessa forma, está atrelado à área educacional, pois visa levar esses conceitos à universidade e contribuir, efetivamente, para a mudança do paradigma materialista da Ciência, vigente até o presente momento.

Faz parte, igualmente, de seus objetivos, difundir o ideal médico-espírita, por meio de simpósios, congressos, vídeos, boletins e outros meios de comunicação, e vivê-lo no ambiente hospitalar e ambulatorial, não se reduzindo exclusivamente ao atendimento médico.

O médico espírita tem de trabalhar pelo próprio exercício da profissão. Mas ele tem a visão mais ampla da vida espiritual. Sabe que o paciente é formado de corpo mental e de espírito, portanto é um indivíduo completo.

Já avançamos muito, mas a mudança de paradigma se faz de maneira lenta, gradual. Ela é, no entanto, inevitável. A construção da espiritualidade na Medicina veio para ficar. Aos poucos, os preconceitos vão sendo vencidos e os novos conceitos passam a ser incorporados pela maioria das instituições de saúde, beneficiando, em muito, a vida no planeta. Mas, como dizia Marlene Nobre, uma das fundadoras da entidade, é preciso paciência. E, sobretudo, tolerância e compreensão, porque, como dizia Einstein, é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.