Edição junho de 2018 | Folha Espirita online

Edição junho de 2018

FE de março 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Mediunidade ou doença mental? Como identificar

    O mapa genético da depressão

    Victor Hugo e as sessões espíritas

    Manuel Quintão, o descobridor de Chico Xavier

    Conteúdo Programático de Evangelização Infantil

    Um caso de obsessão

    Ante a iminência do suicídio

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EDITORIAL

Aprovação do aborto na Irlanda

Com muito pesar, 26 de maio entrou para a história como o dia em que, por meio de um referendo, a Irlanda aprovou a legalização do aborto no país. Com a marca expressiva de 66,4% dos votos, os irlandeses decidiram pela mudança da Oitava Emenda de sua Constituição, que vigorava desde 1983, e previa a garantia à igualdade de direito à vida entre o feto e a gestante. Vale dizer que essa era uma das mais rigorosas leis antiaborto do mundo.

Mais de 2 milhões de cidadãos irlandeses compareceram às urnas para registrar sua escolha, e o “sim” foi predominante em mais de dois terços dos eleitores. Na prática, o referendo autoriza o parlamento a elaborar uma lei que prevê o aborto legal para todas as mulheres nas primeiras 12 semanas de gravidez, e, até a 24ª semana de gestação, mulheres irlandesas serão autorizadas a interromper a gravidez em situações que coloquem em risco sua vida ou saúde, e ainda em casos em que o feto não tenha chance de sobrevivência fora do ventre materno.

A legalização do aborto foi motivada por uma justificativa completamente equivocada de que a sociedade irlandesa mudou e tem se tornado mais jovem e cosmopolita, que avança para romper um passado religioso e muito conservador, e a mudança se faz necessária para suportar o avanço do feminismo global, motivando mulheres de outros países a lutar pelos seus “direitos”. Além disso, levou-se em conta a migração anual de irlandesas que se dirigiam à Inglaterra e País de Gales para realizar o aborto, locais nos quais o ato é suportado pela lei.

Destacamos aqui um trecho do livro A Vida Contra o Aborto, de Marlene Nobre, que nos permite compreender a origem da vida através de perguntas e respostas com cunho científico, em que os anatomistas Keith L. Moore, T. V. N. Persaud e Mark G. Torchia atestam: “O desenvolvimento humano é um processo contínuo que começa quando o ovócito de uma mulher é fertilizado por um espermatozoide de um homem. O desenvolvimento envolve muitas modificações que transformam uma única célula, o zigoto (ovo fertilizado), em um ser humano multicelular.” Para eles, o zigoto e o embrião inicial são organismos humanos vivos, nos quais já estão fixadas as bases do indivíduo adulto.

Estamos diante de uma tragédia existencial anunciada, em que o orgulho e o egoísmo humano insistem em imperar mesmo diante das comprovações científicas e, sobretudo, da transformação moral em curso em todo o nosso planeta. Oremos para os milhares de espíritos que trazem em sua programação a reencarnação em solo irlandês e serão abatidos pela violência do aborto legalizado. Sem dúvida o porvir reserva à Irlanda um resgate coletivo de grandes proporções.