Edição outubro de 2018 | Folha Espirita online

Edição outubro de 2018

FE de outubro 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Amor e reencarnação escrevem a história de Espelho da Vida

    O momento exige equilíbrio

    Tolerância para as divergências

    Perante os outros

    Mensagens renovadoras

    Maria Antonia e o valor da prece

    Curados, mas não iluminados



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EDITORIAL

O momento exige equilíbrio

Prestes a vivenciarmos mais uma festa da democracia, momento especial que exige serenidade e reflexão na escolha dos melhores projetos para o Brasil e representantes políticos de nosso povo, deparamo-nos com um País dividido, imerso na intolerância e no desequilíbrio.

É hora de escolhermos os nossos deputados, senadores, governadores e presidente. Reconquistamos a democracia! Não há espaço para guerra por divergência de visões e opiniões, para o desrespeito à crença do outro. Cada qual tem a sua evolução e acredita na sua verdade. Não podemos exigir do outro o que ele não tem para dar. Respeitemos o grau evolutivo de cada um. Os kardecistas têm de dar o exemplo no respeito e na aceitação das diferenças de pensamentos e escolhas. Alcançamos o poder de escolher os nossos governantes e os nossos legisladores. Essa grande conquista não aconteceu para brigarmos ou para nos dividirmos.

Temos o compromisso de procurar candidatos que se aproximem do nosso modo de pensar. Se alguns de nossos irmãos escolhem políticos com quem não nos identificamos, saibamos respeitar em vez de criticar, ofender e até chegar ao cúmulo de ser intolerantes. Não podemos admitir que alguém seja perseguido por causa de suas ideias, seja quem for e de que partido for.

O Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho, trazido por Humberto de Campos, só poderá ser alcançado quando nos enxergarmos no próximo, ou seja, quando não quisermos que façam com os outros o que não queremos que façam conosco. Portanto, o espírita precisa exemplificar através de ações e de obras, começando por respeitar as opiniões diferentes, porque ninguém é proprietário da verdade.

Temos de agir com serenidade, escolher os candidatos dentre aqueles que professem os mesmos valores que nós e que, se eleitos, os defendam. Espírita não vota em quem defende o aborto e a sua ampliação legal. O candidato na sua essência deve possuir e cultivar alguns princípios básicos, como ser preparado intelectualmente, ter espírito público por vocação, servir ao coletivo e não se servir dele, ter uma conduta elogiável na apresentação pessoal, ser pacífico, mas muito firme na defesa de suas crenças e compromissos com a espiritualidade, e jamais alguém que defenda questões que violentam os princípios da Doutrina Espírita.

A nossa consciência é o primeiro filtro e o primeiro juiz de nossas ações. Os instrumentos disponíveis hoje neste mundo tecnológico permitem saber o que cada candidato pensa em relação a cada assunto, o que nos ajuda a definir nossos votos. Respeitemos as escolhas de cada um, como queremos que os outros respeitem as nossas escolhas, sem nos esquecer que somos responsáveis e responderemos pelo voto que daremos. Que Deus nos ilumine na escolha do que for melhor para o Brasil.