Folha Espirita online

Edição agosto de 2020

FE de agosto 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Reabertura da casa espírita. Já é hora?

    Pandemia: Prevenção e posvenção do suicídio e acolhimento

    Pandemia: Enlouquecimento ou confusão mental?

    Pandemia: Editoras aderem ao e-book

    Transformação na prática clínica

    Empatia como agente transformador

    Viver, dignamente, em sociedade

    O que esperar da vida



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EDITORIAL

Em busca de vacinas. Para o mundo e nós mesmos.

Neste exato momento, no qual você, caro leitor, desfruta de mais uma edição da Folha Espírita, vimos ao redor do mundo centenas de pessoas trabalhando à exaustão, passando horas a fio em laboratórios, em uma corrida desenfreada pela viabilização da vacina contra a COVID-19.

Dos quatro cantos do mundo se tem notícias dos esforços empenhados para que rapidamente possa se encontrar a fórmula eficaz para nos imunizar contra o poderoso vírus que chacoalhou o mundo. Espera-se com grande ansiedade pela viabilização e produção em larga escala deste verdadeiro “antídoto” para a sociedade, aquele que vai proporcionar que a vida possa voltar ao “normal”.

Ao refletirmos sobre o momento atual, inclusive nessa edição em que compartilhamos com os leitores assuntos de grande impacto, também causados pela pandemia, como por exemplo, o adoecimento mental e até mesmo a identificação do risco de aumentos expressivos nos casos de suicídio, que já têm despertado a atenção de inúmeros serviços para auxiliar na prevenção e posvenção do mesmo, vemos que outras chagas da humanidade eclodem em meio a tanta dor e sofrimento. Uma das mais sérias a se agravar em com taxas expressivas deverá ser o aumento da desigualdade no mundo, seguido da ampliação da fome em todo o planeta.

Dados de uma pesquisa recente Oxfam, denominada O Vírus da Fome: como o coronavírus está aumentando a fome em um mundo faminto, nos mostram que estima-se o número de pessoas em situação de crise de fome para 270 milhões de pessoas em todo o mundo, um aumento de 82% em relação ao número registrado em 2019, e ainda a informação estarrecedora de que antes do final do ano, de 6,1 mil a 12,2 mil pessoas poderão estar morrendo de fome a cada dia, em decorrência dos impactos sociais e econômicos da pandemia.

Outro relatório, também Oxfam, denominado Quem Paga a Conta? - Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe, na qual se pode observar que durante a pandemia 73 bilionários da América Latina e do Caribe aumentaram suas fortunas em 17%, o que equivale a US$ 48,2 bilhões, apenas durante a pandemia – de março a junho deste ano.

Os estudos mostram de maneira contundente que a pandemia que impôs severas mudanças para todos também deverá nos impulsionar a buscarmos outras vacinas. Sim, vacinas para as doenças causadas pelo orgulho e pelo egoísmo, as maiores chagas da humanidade. E se hoje esperamos confiantes que cientistas detentores de tanto conhecimento possam ser intuídos para que a vacina possa ser descoberta, no caso dessas outras doenças não serão laboratórios superequipados, mentes brilhantes de eméritos doutores da ciência que poderão descobrir para nós. Mas essas vacinas devem nascer dentro de nós mesmos, cada qual com suas buscas, transformando-as em atos e comportamentos que um dia serão capazes de extirpar tanta desigualdade no mundo. Cerremos fileiras na certeza de que depende de cada um nós.

Para quem quiser saber mais: https://d2v21prk53tg5m.cloudfront.net/wp-content/uploads/2020/07/Informe-Virus-da-Fome-embargado-FINAL-1.pdf

Edição julho de 2020

FE de julho 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Projeto cria rede solidária entre médicos

    Os jovens e a Doutrina

    Pandemia: quando vai acabar?

    Pesquisa sobre mediunidade

    Meditação e terapias espirituais em livros

    A consulta, o toque e o despertar

    Racismo e Espiritismo



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EDITORIAL

Quando vai acabar?

Antes da pandemia, muitos de nós, acostumados com a manutenção de uma rotina na qual nos sentíamos adaptados e, de certa forma, confortáveis, íamos levando a vida. Mudanças vieram, e agora a ruptura de uma realidade estabelecida nos faz pensar em um retorno àquela situação, a de vivenciarmos aqueles hábitos que estávamos acostumados, que pareciam nos preencher, mesmo que de forma vazia, mas que clamavam por mudanças.

E agora? O que fazer? Qual deve ser o desejo a nos mover diante de tantas incertezas? O avançar do tempo em uma situação tão adversa com certeza nos coloca perante uma pressão emocional e psíquica muito grande. Sentimos medo – de contrair o coronavírus, de perder o emprego, não conseguir encontrar trabalho, não pagar as contas e tantas outras coisas. São muitas as incertezas. Com isso, vamos caminhando a passos largos para tentar, de certa forma, resolver novos problemas, com as soluções antigas, aquelas que conhecemos.

Muitos podem se refugiar no consolo abusivo do álcool e das drogas, se sentirem paralisados diante do incerto, parando de realizar e até viver. Outros podem ser impulsionados pelo sentimento de revolta. As reações podem ser as mais adversas possíveis, por isso é importante olharmos para a situação avaliando o amanhã, com base naquilo que estamos construindo hoje.

O que temos feito para nós mesmos como conquistas que não vamos perder neste momento? Temos conseguido conviver com a situação de não ter tudo em nossas mãos e de compreender que é preciso abrir mão de um controle total da vida para podermos aceitar aquilo que as leis naturais nos impõem como ferramentas de burilamento e resgate?

A maturidade espiritual que entendemos ser uma característica para avançarmos para o Mundo de Regeneração não irá brotar em nossas almas em detrimento do calendário que se aproxima do período de mudança. Essa maturidade é fruto de nossa mudança de atitude, de respostas para com a vida. Construindo novas formas de viver, seremos capazes de responder àquilo que não nos cabe mudar.

Por que não mudarmos a pergunta “quando vai acabar” para “quando vamos começar? Começar a promover em nós as mudanças de comportamento necessárias para que possamos ver em nós o ser humano, o espírita, o cristão que queremos ser, compreendendo que as aflições de agora, quando bem vivenciadas, constroem nosso
amanhã verdadeiramente feliz.

Reflitamos...

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