Folha Espirita online

Edição setembro de 2020

FE de setembro 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Lições da pandemia: uma visão de 2050, por Fritjof Capra

    Universidade lança portal inédito com manuscritos de Kardec

    A energia sexual na obra espírita: escolhas e consequências

    Seremos melhores pós-pandemia

    Uma oração substitui o abraço!

    Processos obsessivos na relação médico-paciente

    Aborto: as duas vidas importam



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EDITORIAL

“Seremos melhores pós-pandemia”

Esta afirmação se faz presente para mais de 73% de brasileiros entrevistados em pesquisa realizada pelo Datafolha em agosto. Quando perguntada se “depois da pandemia você vai se tornar uma pessoa melhor, igual ou pior do que era antes”?, a grande maioria dos mais de 2 mil brasileiros entrevistados respondeu enfaticamente que acreditava que seriam melhores.

Uma das entrevistadas, a fisioterapeuta respiratória Raquel Vasques Escobar, declarou: “Estávamos vivendo de uma forma muito automatizada”. E reforçou, em matéria publicada na Folha de S.Paulo, sobre a pesquisa: “Viver em uma situação em que você não tem controle te convida a olhar para isso. O caos gera mudanças”.

No capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no item 19, encontramos uma bela passagem assinada por Santo Agostinho, que nos esclarece, ao falar da Progressão dos Mundos, que a evolução acontece de forma constante e que “quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso.”

Será que não estamos realmente diante de um destes degraus? É sabido e reportado em nossa história que grandes saltos tecnológicos da humanidade acontecem após um momento de muito sofrimento e necessidade. Não há dúvidas que o momento no qual vivemos também entrará para as páginas dos livros como um momento de descobertas e mudanças na ciência, haja visto a corrida de pesquisas em busca da vacina contra o novo coronavírus. Mas, estamos diante de mudanças mais profundas, capazes de tocar de forma única cada ser. Um despertar para uma consciência de nossa responsabilidade de como impactamos a vida de nossos semelhantes, de nosso planeta.

Em todo canto, as mudanças sinalizadas para um “novo normal” acenam para valores novos, comportamentos menos centrados no personalismo, uma valorização mais acentuada da vida e de tudo que a cerca. Citamos na introdução à matéria do físico Fritjof Capra, uma resposta de Chico Xavier no livro Plantão de Respostas – vol. II, quando perguntado: O que a Doutrina Espírita pode dizer a respeito do fim dos tempos, isto é, como ocorrerá a transformação do planeta em planeta de provas e expiações para o de regeneração? E responde: “através da busca da espiritualização, superação das dores e construção de uma nova sociedade, a humanidade caminha para a regeneração das consciências. Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este é o caminho”.

Que o despertar de mais e mais “Raquel” possa acontecer, tendo como norte a ser seguido as escolhas por um mundo onde a fraternidade e a caridade possam ser as grandes alavancas para nosso progresso espiritual.

Edição agosto de 2020

FE de agosto 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Reabertura da casa espírita. Já é hora?

    Pandemia: Prevenção e posvenção do suicídio e acolhimento

    Pandemia: Enlouquecimento ou confusão mental?

    Pandemia: Editoras aderem ao e-book

    Transformação na prática clínica

    Empatia como agente transformador

    Viver, dignamente, em sociedade

    O que esperar da vida



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EDITORIAL

Em busca de vacinas. Para o mundo e nós mesmos.

Neste exato momento, no qual você, caro leitor, desfruta de mais uma edição da Folha Espírita, vimos ao redor do mundo centenas de pessoas trabalhando à exaustão, passando horas a fio em laboratórios, em uma corrida desenfreada pela viabilização da vacina contra a COVID-19.

Dos quatro cantos do mundo se tem notícias dos esforços empenhados para que rapidamente possa se encontrar a fórmula eficaz para nos imunizar contra o poderoso vírus que chacoalhou o mundo. Espera-se com grande ansiedade pela viabilização e produção em larga escala deste verdadeiro “antídoto” para a sociedade, aquele que vai proporcionar que a vida possa voltar ao “normal”.

Ao refletirmos sobre o momento atual, inclusive nessa edição em que compartilhamos com os leitores assuntos de grande impacto, também causados pela pandemia, como por exemplo, o adoecimento mental e até mesmo a identificação do risco de aumentos expressivos nos casos de suicídio, que já têm despertado a atenção de inúmeros serviços para auxiliar na prevenção e posvenção do mesmo, vemos que outras chagas da humanidade eclodem em meio a tanta dor e sofrimento. Uma das mais sérias a se agravar em com taxas expressivas deverá ser o aumento da desigualdade no mundo, seguido da ampliação da fome em todo o planeta.

Dados de uma pesquisa recente Oxfam, denominada O Vírus da Fome: como o coronavírus está aumentando a fome em um mundo faminto, nos mostram que estima-se o número de pessoas em situação de crise de fome para 270 milhões de pessoas em todo o mundo, um aumento de 82% em relação ao número registrado em 2019, e ainda a informação estarrecedora de que antes do final do ano, de 6,1 mil a 12,2 mil pessoas poderão estar morrendo de fome a cada dia, em decorrência dos impactos sociais e econômicos da pandemia.

Outro relatório, também Oxfam, denominado Quem Paga a Conta? - Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe, na qual se pode observar que durante a pandemia 73 bilionários da América Latina e do Caribe aumentaram suas fortunas em 17%, o que equivale a US$ 48,2 bilhões, apenas durante a pandemia – de março a junho deste ano.

Os estudos mostram de maneira contundente que a pandemia que impôs severas mudanças para todos também deverá nos impulsionar a buscarmos outras vacinas. Sim, vacinas para as doenças causadas pelo orgulho e pelo egoísmo, as maiores chagas da humanidade. E se hoje esperamos confiantes que cientistas detentores de tanto conhecimento possam ser intuídos para que a vacina possa ser descoberta, no caso dessas outras doenças não serão laboratórios superequipados, mentes brilhantes de eméritos doutores da ciência que poderão descobrir para nós. Mas essas vacinas devem nascer dentro de nós mesmos, cada qual com suas buscas, transformando-as em atos e comportamentos que um dia serão capazes de extirpar tanta desigualdade no mundo. Cerremos fileiras na certeza de que depende de cada um nós.

Para quem quiser saber mais: https://d2v21prk53tg5m.cloudfront.net/wp-content/uploads/2020/07/Informe-Virus-da-Fome-embargado-FINAL-1.pdf

Conteúdo sindicalizado