Edição setembro de 2017

FE de agosto 2017

DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Um olhar espírita sobre a transexualidade

    A gratidão e o amadurecimento espiritual

    Espiritualidade e qualidade de vida

    Transformação de crianças e adolescentes

    Maratona do progresso

    O amor que Jesus amou

    Autocontrole

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EDITORIAL

Quanto tempo mais para nos reconhecermos iguais?

No último mês, mais uma vez acompanhamos de perto a comoção e o engajamento da nossa sociedade em torno do assunto da violência contra a mulher. É lamentável que o resgate de um tema tão relevante e decisivo para a nossa transformação moral ainda encontre níveis de atraso tão altos.

Também em agosto, no dia 7, comemoramos a criação da Lei Maria da Penha, que, em 2006, deu à sociedade brasileira algo concreto para tentar por fim a essa violência. Para celebrar a data, o Instituto Maria da Penha lançou uma campanha para chamar atenção sobre os números da violência contra a mulher no Brasil. O site “Relógios da Violência” faz uma contagem, minuto a minuto, do número de mulheres que sofrem esse problema em todo o País. E ainda traz muitas informações sobre o que é a violência doméstica, como prevenir e combater. A iniciativa tem como objetivo incentivar as denúncias de agressão, que podem ser físicas, psicológicas, sexuais, morais e até patrimoniais. As pessoas que quiserem participar podem acessar o site e compartilhar os dados da campanha sobre a violência contra a mulher nas redes sociais, com a hashtag #TáNaHoraDeParar.

Mas, afinal, quanto tempo ainda precisaremos para realmente promover uma transformação em nossa sociedade nesse sentido? O século XIX, no qual Kardec traz a lume a Codificação da Doutrina, já revelava em sua essência o convite para a renovação do pensamento humano acerca da igualdade entre homens e mulheres. Pode-se dizer que o Codificador se colocara já como um dos feministas de sua época, e não se isentou de comentar sobre a questão de mudanças ao publicar artigos na Revista Espírita. Em comentários em jornais, ele dizia que a condição da igualdade não deveria dizer respeito a uma definição dos homens, mas a uma condição da natureza que não faz nenhum ser superior ao outro.

Na questão 817 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec perguntou aos espíritos: “São iguais perante Deus o homem e a mulher e tem os mesmos direitos?” E os espíritos responderam com outra pergunta: “Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?”

Não temos dúvida que a transformação moral pela qual necessitamos passar não haverá de tolerar quaisquer indícios de uma desigualdade com quem quer que seja. A única forma de romper a condição ainda rudimentar e egoísta para passar a um novo ser do mundo de regeneração é definitivamente lutar contra qualquer tipo de desigualdade e violência.

Edição agosto de 2017

FE de agosto 2017

DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Inteligência artificial comprova estilo diferenciado de autores na psicografia de Chico Xavier

    Ecologia e cura de enfermidades

    Dia dos Pais, Dia de Deus

    A dor do luto

    A ansiedade e o AVC

    Culpa como fator de aprendizado

    Valores da riqueza e da pobreza

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EDITORIAL

Chico Xavier, a mais importante e cristalina expressão mediúnica que o mundo já conheceu

A pesquisa realizada pela Stilingue, cujo resultado é apresentado na capa desta edição da Folha Espírita, é mais uma demonstração da mais importante e cristalina expressão mediúnica que o mundo já conheceu, a de Chico Xavier. A constatação de estilo diferenciado de cada um dos autores André Luiz, Emmanuel e Humberto de Campos nos textos psicografados pelo médium, via inteligência artificial, corrobora várias outras feitas sobre a obra de Chico e que comprovam a sobrevivência da alma.

Uma delas é a pesquisa realizada por Paulo Rossi Severino, saudoso diretor deste jornal, e a Associação Médico-Espírita de São Paulo (AME-SP) que se propuseram, em 1974, a analisar parte das mensagens recebidas pelo médium, com demonstração dos dados corretos referidos nas psicografias, alguns dos quais, em muitos casos, eram desconhecidos dos próprios parentes encarnados.

“Com a observação mais acurada dos fatos e a nossa vinculação maior à vida íntima de cada família, constatamos a riqueza de informações que as cartas-mensagens veiculam, surgindo, então, o desejo de colaborar com a realização de uma pesquisa baseada nesse valioso manancial de evidências que sugere a sobrevivência do espírito. Essas refletiam-se, claramente, na emotividade intensa dos familiares do comunicante quando a mensagem era lida pelo médium”, declarou Severino na introdução do livro A Vida Triunfa, da FE Editora, que traz os resultados da pesquisa.

A mediunidade de Chico Xavier sempre despertou a necessidade de conhecimento. Em 1978, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos da América (Nasa) realizou importante pesquisa sobre os dons do médium. O engenheiro eletrônico Paul Hild permaneceu seis dias em Uberaba (MG), cidade onde o médium residia, utilizando uma aparelhagem capaz de captar, segundo declarou, “sons emitidos por espíritos no espaço”. Reportagem publicada pela Folha Espírita em junho de 1978 concluiu sobre a pesquisa: “Tudo isso deve ser observado, tendo em vista que o espírito, transfixando o tempo, transfixa o espaço e o grande problema da exploração do espaço interplanetário é um problema de tempo.”

Um trabalho mais recente e que merece ser destacado é o de Alexandre Caroli Rocha e Denise Paraná, que também se dedicaram, em trabalho de pós-doutorado, em parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a estudar cartas psicografadas pelo médium.

Sejam elas quais forem, as pesquisas realizadas sobre o trabalho mediúnico de Chico Xavier trazem um pouco das incalculáveis consequências para o progresso humano e o encontro com os outros mundos, evidentemente habitados.

Conteúdo sindicalizado