Folha Espirita online

Edição novembro de 2018

FE de novembro 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Trabalho - Sustento para o corpo sem sofrimento para a alma

    O cuidado paliativo na atenção à saúde

    A semeadura é livre; a colheita, obrigatória

    Somos o mármore da obra de Deus

    Campanha Mundial do Evangelho em Casa

    Comunicação não violenta, o caminho

    O exemplo da Dona Cida do Pênfigo

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EDITORIAL

Orai e vigiai

Encerradas as nossas eleições presidenciais, com a participação de mais de 140 milhões de brasileiros no segundo turno, mais de 57 milhões escolhendo o candidato eleito e outros 47 milhões optando pelo candidato que ficou em segundo lugar, além de outros 42 milhões que votaram em branco, nulo ou se abstiveram, é hora de uma profunda reflexão e vigilância, pois precisamos começar uma nova e importante etapa de vibrações positivas a partir de nossos corações cristãos.

O Brasil não merece conviver com o ódio, com a raiva ou com outro sentimento que gere divisões, desuniões ou desequilíbrios. Nós, os espíritas, sabemos muito bem o que a ofensa e as atitudes impensadas e geradas pela violência constroem em nossa vida espiritual.

É certo que, por enquanto, não encontramos sistema político melhor que a democracia plena, aquela que resulta da escolha pela maioria de um povo. Portanto, seja de qual lado estivermos, não devemos nos esquecer do respeito ao próximo. Não podemos nos desequilibrar com provocações, seja partindo de nós ou de outros contra nós, pois sabemos muito bem de onde elas se originam.

É chegada a hora de superarmos as divergências políticas para continuar a construção de uma sociedade mais justa e evoluída com base nos sentimentos cristãos, conectada diretamente com os princípios da Doutrina Espírita. E, para isso, temos o dever de não propagar sentimentos de ódio, vingança ou maledicência.

Oremos e muito para que o novo Governo acerte, pois inúmeros irmãos nossos só contam com os serviços públicos ou com os serviços sociais privados que, na sua imensa maioria, são prestados por anônimos abnegados que se dedicam incansavelmente ao voluntariado. 

É nosso dever nos manter em vigilância, para que ninguém, governo ou não, coloque em risco as grandes conquistas adquiridas nestes mais de 500 anos de Brasil, desde a descoberta da terra conhecida como sendo o coração do mundo e a pátria do Evangelho. Nestes mais de meio milênio, passamos por momentos difíceis em nossa pátria, o que exigiu muito de grandes e conscientes espíritos que atuaram na política no combate ao arbítrio e as injustiças, tendo muitas vezes de arcarem com a própria existência corpórea para que tivéssemos liberdade e respeito aos direitos e garantias individuais. Sejamos gratos e saibamos reconhece-los hoje e sempre! 

Que esse novo momento da nossa evolução terrena sirva para lembrarmos dos exemplos de grandes espíritas que serviram na política brasileira, como Bezerra de Menezes, Cairbar Schutell, Freitas Nobre e tantos outros confrades.
Que a reconhecida evolução obtida até aqui não fique estagnada e muito menos retroceda. Que estejamos atentos e vigilantes para que o amor ao próximo seja sempre a primeira engrenagem a mover as nossas ações.

Edição outubro de 2018

FE de outubro 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Amor e reencarnação escrevem a história de Espelho da Vida

    O momento exige equilíbrio

    Tolerância para as divergências

    Perante os outros

    Mensagens renovadoras

    Maria Antonia e o valor da prece

    Curados, mas não iluminados



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EDITORIAL

O momento exige equilíbrio

Prestes a vivenciarmos mais uma festa da democracia, momento especial que exige serenidade e reflexão na escolha dos melhores projetos para o Brasil e representantes políticos de nosso povo, deparamo-nos com um País dividido, imerso na intolerância e no desequilíbrio.

É hora de escolhermos os nossos deputados, senadores, governadores e presidente. Reconquistamos a democracia! Não há espaço para guerra por divergência de visões e opiniões, para o desrespeito à crença do outro. Cada qual tem a sua evolução e acredita na sua verdade. Não podemos exigir do outro o que ele não tem para dar. Respeitemos o grau evolutivo de cada um. Os kardecistas têm de dar o exemplo no respeito e na aceitação das diferenças de pensamentos e escolhas. Alcançamos o poder de escolher os nossos governantes e os nossos legisladores. Essa grande conquista não aconteceu para brigarmos ou para nos dividirmos.

Temos o compromisso de procurar candidatos que se aproximem do nosso modo de pensar. Se alguns de nossos irmãos escolhem políticos com quem não nos identificamos, saibamos respeitar em vez de criticar, ofender e até chegar ao cúmulo de ser intolerantes. Não podemos admitir que alguém seja perseguido por causa de suas ideias, seja quem for e de que partido for.

O Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho, trazido por Humberto de Campos, só poderá ser alcançado quando nos enxergarmos no próximo, ou seja, quando não quisermos que façam com os outros o que não queremos que façam conosco. Portanto, o espírita precisa exemplificar através de ações e de obras, começando por respeitar as opiniões diferentes, porque ninguém é proprietário da verdade.

Temos de agir com serenidade, escolher os candidatos dentre aqueles que professem os mesmos valores que nós e que, se eleitos, os defendam. Espírita não vota em quem defende o aborto e a sua ampliação legal. O candidato na sua essência deve possuir e cultivar alguns princípios básicos, como ser preparado intelectualmente, ter espírito público por vocação, servir ao coletivo e não se servir dele, ter uma conduta elogiável na apresentação pessoal, ser pacífico, mas muito firme na defesa de suas crenças e compromissos com a espiritualidade, e jamais alguém que defenda questões que violentam os princípios da Doutrina Espírita.

A nossa consciência é o primeiro filtro e o primeiro juiz de nossas ações. Os instrumentos disponíveis hoje neste mundo tecnológico permitem saber o que cada candidato pensa em relação a cada assunto, o que nos ajuda a definir nossos votos. Respeitemos as escolhas de cada um, como queremos que os outros respeitem as nossas escolhas, sem nos esquecer que somos responsáveis e responderemos pelo voto que daremos. Que Deus nos ilumine na escolha do que for melhor para o Brasil.

Conteúdo sindicalizado