Folha Espirita online

Edição julho de 2017

FE de maio 2017

DESTAQUES DESSA EDIÇÃO:

    Esquecimento do passado: entre as leis dos homens e a de Deus

    Ecologia e cura de enfermidades

    Mundo de regeneração e meio ambiente

    Ciência, saúde e espiritualidade

    Pesquisas sobre mediunidade no Reino Unido

    O testamento vital e a bioética

    Entre o passado e o presente

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EDITORIAL

“É muito difícil escolher quem foi maior”

Quem foi maior? O homem Chico Xavier ou a obra que ele realizou? Passados 15 anos da desencarnação de Chico Xavier, completados em 30 de junho, acreditamos que essa frase, grafada por Marlene Nobre, em julho de 2002, fazendo referência a 8 de julho de 1927, data em que o labor mediúnico de Francisco Cândido Xavier teve o seu início, quando ele tinha 17 anos, faz todo sentido.

Se pensarmos somente em números, notamos que na produção do médium ao longo de sua vida – 450 livros – poderiam estar ainda contabilizadas as cartas e orientações espirituais, em média, 600 por sessão, às segundas-feiras, sextas-feiras e sábados, tanto em Pedro Leopoldo como em Uberaba, durante mais de seis décadas. Também não poderiam estar estimados os milhões de pessoas que atendeu nas sessões públicas e particulares, e nas longas filas de autógrafos, comuns nas festas de divulgação do livro espírita. Do mesmo modo, é impossível relacionar os suicídios, assassinatos e abortos que evitou, e o número de pessoas que sustentou, com a força de sua bondade genuína.

O Chico Xavier, homem, deixou sua marca, e sua relação com o povo brasileiro era muito profunda e afetuosa. Seu trabalho de abnegação foi reconhecido, tendo sido eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos. Chico exerceu uma liderança diferente, toda calcada na humildade, à procura do amor e da compreensão que muitos e muitos janeiros não conseguiram extinguir.

Nosso saudoso diretor, Paulo Rossi Severino, certa vez disse que Chico era um professor fora de série, um legítimo intérprete de Jesus, aquele que o ensinara a transformar espinhos em flores, pedras em pão, desacato em perdão, desequilíbrio em harmonia, agressividade em benevolência, e a força do amor que tudo transforma na vida, na difícil arte do bem viver.

Ao observarmos que já se passaram 15 anos de sua desencarnação, podemos nos perguntar: será que já conseguimos nos dar conta da grandiosidade desse espírito abnegado que nos exemplificou com tanta clareza a verdadeira expressão de ser um cristão? Talvez precisaremos de mais gerações para realmente compreender a importância do médium mineiro na história da humanidade. Muitos estudos e constatações deverão surgir e a obra de Chico e sua vida se entrelaçarão em uma verdadeira expressão do Amor do Criador em nossas vidas.

Para concluir e homenagear nosso querido Chico, relembramos as palavras de Marlene Nobre, em seu último livro, que nos faz refletir sobre a importância da compreensão acerca da convivência com ele, que deve ser para nós sempre motivo de vigilância: “Chico tinha o dom de fazer as pessoas se sentirem únicas. Por essa razão, creio que os que conviveram com ele têm de ser vigilantes e cautelosos, tomando bastante cuidado para não se deixarem iludir, julgando-se privilegiados e importantes. Para isso é preciso que se vacinem permanentemente contra o personalismo.” Que ele, Chico, receba de nossos corações a gratidão eterna por tanto nos amar e ensinar, e que possamos prosseguir fiéis aos ideais cristãos seguindo seus passos.

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