Folha Espirita online

Edição abril de 2019

FE de janeiro 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    O que nos ensina o episódio de Suzano

    Os brasileiros e a felicidade

    A migração pela sobrevivência

    Uma rede social formada apenas por cérebros?

    Momo e os perigos da internet

    Novos caminhos para pesquisa em espiritualidade

    Para ter filhos do bem é preciso dar exemplo

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EDITORIAL

Juventude pelo clima

“Se fatos não importam mais, se políticos não escutam os cientistas, por que eu deveria ir à escola?” Esse foi o questionamento que motivou a sueca Greta Thunberg, de 16 anos, a protestar sozinha na frente do parlamento sueco em prol de um debate sobre as mudanças climáticas. A voz da garota, que em agosto do ano passado faltou por três semanas na escola para protestar pelo cumprimento do acordo de Paris sobre o clima, ecoou, levando às ruas, no último mês, estudantes de mais de 10 mil escolas, de 105 países, que deixaram a sala de aula para chamar a atenção sobre o meio ambiente.

O movimento Juventude pelo Clima deixou um recado ao mundo, ao alertar que crianças e adolescentes são apontados como os “líderes do futuro”, mas pode ser que não haja futuro para liderar. Assim, resolveram constranger os líderes e políticos com a determinação de mostrar a importância da batalha pelo meio ambiente. Quando alguém desmerece as manifestações por serem lideradas por jovens, a estudante sueca somente responde que as crianças não deveriam estar fazendo isso. “Não deveríamos sentir que nosso futuro está ameaçado a ponto de precisar faltar às aulas para lutar por isso”, responde, acrescentando que “é um fracasso das gerações anteriores que não fizeram nada”.

Na pergunta 705 de O Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Kardec, ao questionar a espiritualidade: “Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, recebe uma resposta que exemplifica bem o que vivemos: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se (...)”

Você já parou para pensar como está nossa relação com o ambiente em que vivemos? E o que temos a ver com a emissão de carbono na atmosfera, o consequente aquecimento global, a produção exagerada de lixo e um possível esgotamento dos recursos naturais no nosso planeta? Acredita que não tem nada a ver com isso? Cada um de nós é responsável por tudo isso que está aí. Se não frearmos o modelo de desenvolvimento que temos adotado, acabaremos padecendo junto com a Terra. Assim, não importa se nossas ações possam parecer pequenas diante do universo, mas, se elas acontecerem, influenciarão as do nosso vizinho e, muito provavelmente, de toda uma sociedade.

É preciso lembrar que a questão ambiental está fortemente associada a modelos de desenvolvimento, a um projeto de civilização. O meio ambiente somos nós, o meio que nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. Nossa qualidade de vida depende da forma como estabelecemos essa relação. Que sigamos em frente nas mudanças que se fazem necessárias para garantir que as próximas gerações tenham um futuro promissor!

Edição março de 2019

FE de janeiro 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    O nosso papel no combate à corrupção por um país melhor

    Os direitos humanos e as lições do Cristo

    Nunca desistir e sempre se levantar

    O amor e a solidariedade

    Santos ganha república para idosos

    A proximidade de julho de 2019

    Guia da gentileza melhora o dia a dia

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EDITORIAL

O amor e a solidariedade, por Ricardo Boechat

Em 23 de fevereiro, Veruska Seibel Boechat, viúva do jornalista Ricardo Boechat, que desencarnou em um acidente de helicóptero em 11 de fevereiro, deixando um vazio nos lares brasileiros, publicou em suas redes sociais um texto recente, escrito pelo marido, que fala sobre o amor e a solidariedade. Como homenagem àquele que foi a nossa voz em muitos momentos, reproduzimos o texto, que traz uma reflexão sobre aquilo que devemos ser e viver.

“Dizem os sábios que os primeiros registros a respeito do amor surgiram ainda na pré-história. Os estudiosos admitem que, em algum momento, por volta de 1.500.000 antes de Cristo, esse sentimento sublime aflorou no coração de nossos mais remotos ancestrais, ou foi por eles, então, percebido. Desde então, a força do amor vem inspirando os homens em suas mais profundas crenças e criações. Sua densidade infinita levou-nos à devoção de deuses, concebidos ante a certeza de que algo tão elevado só poderia ter surgido de instância divina. Na nossa escala de valores, naquilo que cultivamos, geração após geração, ele é a fonte e a razão da própria vida. Sem o alimento que ele fornece, nem religiões, nem artes, nada, enfim, existiria. Esse protagonismo, entretanto, merece uma provocação. O tempo nos fez, também, evoluir. E aquilo em que nos transformamos permite que nos perguntemos se o amor, a despeito do tanto que é e sempre foi, seria, de fato, a mais elevada expressão do que somos como espécie. Será o amor o sentimento que mais nos caracteriza? Aquele que melhor nos distingue dos outros seres da Natureza? Se ele surge espontaneamente; se não depende de nossas decisões quando floresce ou morre, pode, então, estar no topo dos valores que reverenciamos? Nada contra o amor, claro. Sou um apaixonado crônico. Mas penso que essa primazia não cabe a ele e, sim, à solidariedade. Esta é, também, um sentimento. E um sentimento que não existe sem o amor. Mas a solidariedade vai além. É o sentimento associado à ação. É o que floresce como amor, porque somos o campo fértil dessa semente, mas que prospera se estendemos a mão ao próximo, àquele que precisa de nós. É o ato racional, e, por isso mesmo, essencialmente humano. É o gesto de estender a mão, de acolher o semelhante, de dividir o pão. Sermos solidários é demonstrar capacidade de transformar o amor em atos. É fazermos jus ao que temos de melhor.”

“Sermos solidários é demonstrar capacidade de transformar o amor em atos”

Conteúdo sindicalizado