Folha Espirita online

Edição fevereiro de 2019

FE de janeiro 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Teresina prepara-se para sediar o Mednesp 2019

    Jesus e a cura espiritual

    Aborto e suas questões ético-morais

    Voluntariado e gratidão

    Curso para evangelizadores espíritas

    Fé e bom senso

    Nova revista promove a arte espírita

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EDITORIAL

O que não aprendemos com a crise

O mês de julho de 2007 entraria para a história como a data que marcaria uma profunda crise no mercado financeiro internacional. Tendo a economia americana como centro desse verdadeiro tsunami que devastou a estabilidade econômica de diversos países, a instabilidade foi causada por uma sequência de décadas em que o estímulo ao consumo, sobretudo no mercado imobiliário americano, que seguia em um ritmo acelerado em liberações de créditos com redução de exigências, o que resultou em uma inadimplência causada pela bolha imobiliária.

Especialistas indicam que essa crise, que foi impondo prejuízos em cadeia a diversos países, talvez tenha sido a maior turbulência que se seguiu após a Segunda Guerra Mundial. Dados da Standard & Poor’s mostram-nos que as perdas podem ter alcançado cifras como 265 bilhões de dólares, resultando em um fechamento de linhas de crédito e, naturalmente, desencadeando uma recessão sem precedentes. Aqui mesmo, em nosso país, sentimos a crise e, apesar de ter sido sustentada com políticas de estimulação ao crédito na época, até hoje ainda colhemos os frutos do seu impacto.

Entretanto, seria pretensão nossa avaliar quaisquer quadros de decisões econômicas, o que nos faltaria inclusive conhecimento técnico para tanto, mas, ao voltarmos nossos olhos para mais de dez anos após essa crise econômica, cabe-nos perguntar: o que aprendemos? Como uma crise que nos leva a privações, questionamentos acerca do consumo, nos transforma? Como passamos a lidar com o consumo? Com o dinheiro? Com a interconexão global?

Pois bem, parece que as lições de uma recessão não foram suficientes para que nossos olhos pudessem ver e compreendêssemos o dinheiro e a riqueza de uma forma diferente, pois é de se pasmar os resultados do relatório “Bem Público ou Riqueza Privada?” produzido pela Oxfam, organização mundial que combate a pobreza e a desigualdade, apresentado, em 21 de janeiro, no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

O relatório escancara-nos a triste realidade que o número de bilionários no mundo quase dobrou desde a crise financeira de 2007/2008 – de 1.125 em 2008 para 2.208 em 2018.

Aproximadamente metade da população do mundo (3,4 bilhões de pessoas) vivia com menos de 5,5 dólares por dia em 2018. Em contrapartida, para mais de 2 mil bilionários, a riqueza aumentou em 2,5 bilhões de dólares por dia em 2018. Assim, enquanto uma pequena minoria viu sua riqueza aumentar em mais de 12%, mais de metade do planeta viu seus mínimos recursos reduzirem ainda mais, em 11%.

Como solução a essa desigualdade e concentração cada vez maior da renda, a Oxfam sugere medidas como a igualdade de gêneros, reforma tributária e combate à sonegação fiscal, entre outras.

Mas cabe aqui nos perguntarmos: será que essas mudanças são possíveis sem que realmente existam mudanças nos valores existenciais dos homens? Podemos ver que o susto do colapso de 2007, em vez de proporcionar uma profunda reflexão sobre lidarmos com os recursos materiais com mais igualdade, fez com que a ganância de uma minoria fosse capaz de impor o sofrimento, a privação e até a extinção de milhares de vidas terrenas.

Dez anos se passaram, e não aprendemos a lição, pelo contrário, agravamos as desigualdades. O que nos demonstra ainda a imaturidade da humanidade diante das transformações morais pelas quais necessitamos passar.

Edição janeiro de 2019

FE de dezembro 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Mediunidade de cura requer estudo sério e dispensa rituais

    2019 chegou! E qual o papel do Brasil?

    Momento de transformação na Terra

    Dia de Doar engajando pessoas

    Esclarecer é nosso dever

    Estudos em torno da Codificação

    Entre o bem e o mal

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EDITORIAL

Carta de Ano Novo

“Ano Novo é também a renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens algum inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para a frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: ‘Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.’”
Emmanuel

(do livro Vida e Caminho, psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Conteúdo sindicalizado