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O caminho da paz

O Apóstolo Pedro disse: “Busque a paz e siga-a”.

Todos nós ansiamos pela paz. Fazemos passeatas, mobilizamos amigos, engajamo-nos em campanhas... No entanto, lembra o benfeitor Emmanuel: “Há muita gente que busca a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.”

Eis a dificuldade: seguir o caminho da paz. Nosso Mestre Jesus já nos alertara quanto aos nossos descaminhos, quando afirmou: “A minha paz vos deixo. A minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá.” Realmente, a paz do Cristo é diferente da paz do mundo. Durante milênios, até os dias de hoje, temos chamado de período de paz aquele em que nos preparamos para novas guerras, em completo desacordo com os ensinamentos do Cristo.

Editorial de março

Lázaro e o dom de recomeçar

As ações do Cristo deixaram marcas profundas na história humana. Com Ele, iniciou-se um novo modelo de civilização, até hoje não implantado em nosso planeta e que tem seus fundamentos no amor. Durante os três anos de sua missão terrena, extravasou esse sentimento sublime na compreensão dos erros e misérias humanas, desdobrando-se em curas incontáveis, que se constituíram no testemunho vivo de sua compaixão pela humanidade. Falando a Madalena, modificou-lhe a conduta sexual imprópria, fortalecendo nela o anseio da aquisição do verdadeiro amor; hospedando-se em casa de Zaqueu, retificou-lhe os pensamentos, reforçando-lhe as tendências altruístas na distribuição da riqueza. Com a ressurreição de Lázaro, porém, o Senhor deixou lições que até hoje surpreendem. Nas anotações de João consta o momento em que Lázaro, após sair do túmulo, ouve Jesus proclamar: “Desligai-o e deixai-o ir.” (João, capítulo 11, versículo 44).
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