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O longa-metragem O advogado de Deus propõe reflexão sobre justiça divina e reencarnação

Chega aos cinemas em 16 de abril o longa-metragem O advogado de Deus, novo filme do diretor Wagner de Assis. A produção é inspirada na obra homônima da médium Zíbia Gasparetto, lançada em 1998, e traz ao centro da narrativa uma questão que atravessa séculos de reflexão espiritual: afinal, existe justiça divina?

O filme é estrelado por Nicolas Prattes, que interpreta Daniel, um jovem advogado idealista e inicialmente cético. Ao aceitar defender um cliente envolvido em uma disputa de herança, ele se vê confrontado com acontecimentos que remetem a vidas passadas, incluindo conflitos que atravessam gerações e envolvem antigos desafetos.

Segundo Wagner de Assis, que também assina o roteiro, a história dialoga com inquietações contemporâneas. “Com tantas injustiças ao nosso redor, a existência de outras vidas e realidades coloca a questão da justiça dos homens sob outro entendimento”, afirma o diretor.

Leis humanas e leis divinas

A trama combina investigação, suspense e romance, mas tem como eixo central o encontro entre dois sistemas de justiça: o jurídico e o espiritual. Daniel passa a ter intuições e sonhos que revelam ligações com o passado, levando-o a compreender que determinados conflitos não começam nem terminam em uma única existência.

A narrativa se aproxima de princípios clássicos da Doutrina Espírita, como a reencarnação e a Lei de Causa e Efeito, ampliando a compreensão do sofrimento humano para além de uma única vida. Ao defender aquele que teria sido seu adversário em outra existência, o protagonista é conduzido a rever suas convicções e a perceber que justiça divina não se confunde com punição, mas, sim, com aprendizado e reparação.

O desenrolar dos acontecimentos sugere que conhecer as leis espirituais não significa abandonar as responsabilidades terrenas, mas exercê-las com maior consciência moral.

Cinema espírita em expansão

O longa é uma produção da Cinética Filmes, com coprodução da Sony Pictures International Productions e codistribuição da Sony Pictures e Film Connection. No elenco, além de Nicolas Prattes, estão Lorena Comparato, Danilo Mesquita, Beth Goulart, Eucir de Souza, Letícia Braga e Henri Pagnoncelli.

Wagner de Assis já é conhecido do público por adaptações anteriores, como Kardec e Our Home, este baseado na obra psicografada por Chico Xavier. Seus trabalhos têm contribuído para consolidar um espaço cada vez mais relevante do cinema de temática espiritual no cenário nacional.

Serviço

Título: O advogado de Deus

Estreia: 16 de abril, nos cinemas

Direção e roteiro: Wagner de Assis

Elenco principal: Nicolas Prattes, Lorena Comparato, Danilo Mesquita e Beth Goulart

Produção: Cinética Filmes

Coprodução: Sony Pictures International Productions

Codistribuição: Sony Pictures e Film Connection

Baseado na obra de: Zíbia Gasparetto

Ficha técnica

Uma produção Cinética Filmes e Sony Pictures International Productions

Nicolas Prattes como Daniel

Danilo Mesquita como Alberto

Lorena Comparato como Lídia

Lucas Leto como Rubinho

Eucir de Souza como José Luiz Camargo

Letícia Braga como Lanira

Henri Pagnoncelli como Antônio Camargo

Gisele Froes como Alice de Almeida

Augusto Madeira como Antônio de Almeida

Helga Nemetik como Josefa

Catarina Saibro como Juçara

Participação especial de Beth Goulart como Maria Júlia Camargo

Direção de fotografia: Kika Cunha

Som Direto: PC Azevedo

Direção de arte: Clara Rocha

Figurino: Pilar Salgado

Produção de elenco: Viviane Avila

Edição: Pedro Silveira

Desenho de som: PC Azevedo

Trilha sonora original: Marcelo Manga

Efeitos visuais: Zeca Esperança

Produção executiva: Adriano Lírio

Produção: Richard Ávila

Produção, roteiro e direção: Wagner de Assis

Justiça divina sob a ótica espírita

In The Gospel according to Spiritism, Allan Kardec afirma que a verdadeira justiça divina se manifesta pela Lei de Causa e Efeito, oferecendo ao Espírito novas oportunidades de aprendizado e reparação. Ao propor que conflitos do presente possam ter raízes em existências anteriores, O advogado de Deus dialoga com essa compreensão, convidando o espectador a refletir sobre responsabilidade, livre-arbítrio e transformação moral – fundamentos que permanecem centrais na visão espírita sobre a vida e seus desdobramentos.

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