14 de May de 2026

Generic selectors
Exact match
Search in title
Search the content
Post Type Selectors
Search in Editions
Search in Old Editions
Search in News and Podcasts

14/05/2026

Generic selectors
Exact match
Search in title
Search the content
Post Type Selectors
Search in Editions
Search in Old Editions
Search in News and Podcasts

The codification of the Doctrine and the development of our morals

Nos 216 anos de nascimento de Allan Kardec, conversamos com Irvênia L. S. Prada (foto), médica-veterinária, professora titular e pesquisadora em Neuroanatomia, ex-presidente da Comissão de Ética da Faculdade de Medicina Veterinária da USP e integrante da AME-SP, AME-Brasil e AME-Internacional. Palestrante espírita e autora de diversos livros, dentre eles A questão espiritual dos animais, um dos maiores best-sellers da FE Editora, ela escreveu ainda Espiritismo – razão como método, mediunidade como laboratório, moral como objetivo, uma aula sobre a Doutrina e a obra de Kardec, sobre quem falamos abaixo:


FE – Se para a vinda de Jesus foi necessário que a sociedade daquela época absorvesse os princípios da cultura grega, da cultura macedônica, preparando o terreno para as ideias e verdades de Jesus, quais as bases na sociedade do século XIX para a vinda do Espiritismo?
Irvênia – Toda vez que o plano espiritual realiza um projeto dessa magnitude, existe também a preparação cultural do ambiente onde irá ocorrer a proposta de uma grande mudança. Não foi diferente com a Codificação do Espiritismo. Costumo dizer que ele veio na época certa, em meados do século XIX. Até o século XVII, a gente não podia chamar ainda o conhecimento de ciência porque não estava organizado como a conhecemos hoje. Tudo estava atrelado aos interesses do Estado e do dogmatismo religioso, nada podia ser contestado. No século XVII, finalmente o conhecimento conseguiu se desgarrar dos dogmas religiosos e pôde caminhar sozinho, estruturando-se como ciência, por meio do método racional. Em seguida, no século XVIII, veio o Iluminismo, que trouxe o conhecimento como base do progresso humano, e, no século XIX, o Positivismo, reforçando o valor do método científico, do conhecimento, mas com finalidade utilitarista, visando aos interesses da coletividade. Então, tudo isso veio ocorrendo para que, quando eclodisse o Espiritismo codificado por Allan Kardec, a sociedade já tivesse uma base cultural. Nem todos estavam preparados, mas uma grande parte da coletividade estava, sim. Por essa razão, afirmo que o Espiritismo veio na época certa.

“O exercício do livre-arbítrio é de total responsabilidade de cada um de nós. O que está certo ou errado está impresso na nossa consciência. Entendermos o contexto da Doutrina, com base na ciência, com reflexão filosófica e com consequência moral resultante da nossa decisão, é algo fantástico!”

FE – O professor Rivail tinha formação acadêmica que permitia que ele tivesse total domínio do que estava fazendo, fale-nos mais sobre isso.
Irvênia
– Eu gosto muito dos comentários que o professor Herculano Pires faz na introdução de obra sobre a vida de Léon Denis, sobre o fato de que tanto ele quanto Kardec terem sido celtas, druidas. Assim, traziam o espírito celta de promover reformas para a sociedade, particularmente no aspecto moral. Kardec veio com todo esse preparo reencarnatório, além de uma formação acadêmica exemplar. Ele participava dos círculos mais altos da intelectualidade parisiense. O Espiritismo veio na época certa, com a pessoa certa, o que trouxe credibilidade a ele. Desde a época dos gregos, a ideia da aquisição do conhecimento era a de atendimento às necessidades humanas, o que vai desembocando no aspecto moral. Para que isso se concretizasse, e esse conhecimento pudesse desembocar nas consequências morais que Kardec deixou tão bem estabelecido na Doutrina, era preciso uma reflexão filosófica. Para que serve o conhecimento? Para que serve eu estudar tudo isso? É para que depois, em virtude do conhecimento, eu faça uma reflexão sobre o significado desse conhecimento e use isso como finalidade meritória para o bem de todos. E assim surgiu essa estrutura fascinante da Doutrina Espírita, de ciência com base na razão, de reflexão filosófica que desemboque na moral enquanto bem comum. O livro que escrevi sobre o Espiritismo é um chamamento para que os espíritas tenham conhecimento das obras básicas da codificação, entendendo que os valores morais nelas referidos representam fruto, consequência desse conhecimento.


FE – Como você vê o fato de Kardec ter colocado Jesus como modelo?
Irvênia
– Algo magnífico! Kardec foi aos Evangelhos e concluiu que o ensino moral é comum a todos. Aproveitou desses evangelhos a questão moral. E isso está bem claro em várias passagens. Jesus, quando curava, sempre deixava uma recomendação moral, que nem todos entendiam. Como também nos disse Emmanuel, “saúde é a perfeita harmonia da alma”. Mesmo com fragilidades orgânicas, o indivíduo pode estar saudável se o seu Espírito estiver em harmonia. Daí surge o entendimento de que a Doutrina nos dá sobre a verdadeira figura de Jesus como agente de autocura, o que se encontra evidente em A Gênese, de Kardec, capítulo XV.28.

1 Vida e obra de Léon Denis, de Gaston Luce. Introdução e revisão doutrinária de J. Herculano Pires. São Paulo, EDICEL, 1978.

A entrevista completa está disponível no programa Portal de Luz, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=jDDCri6AFy4&feature=youtu.be

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Take advantage of this offer!

Get to know Editora FE's productions

Assinatura Open Sites