{"id":13245,"date":"2026-03-06T12:31:37","date_gmt":"2026-03-06T15:31:37","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/?p=13245"},"modified":"2026-03-09T12:34:31","modified_gmt":"2026-03-09T15:34:31","slug":"maldade-um-problema-do-outro-ou-nosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/2026\/03\/06\/maldade-um-problema-do-outro-ou-nosso\/","title":{"rendered":"Evil: the other person's problem or ours?"},"content":{"rendered":"<p>Diante de cenas de viol\u00eancia, guerras, abusos e injusti\u00e7as, a pergunta ressurge com for\u00e7a: de onde vem o mal? E, sobretudo, por que ele ainda parece prevalecer? A resposta confort\u00e1vel seria atribu\u00ed-lo a \u201cpessoas m\u00e1s\u201d, como se o problema estivesse sempre do lado de l\u00e1. No entanto, a reflex\u00e3o proposta nesta edi\u00e7\u00e3o convida a um movimento mais profundo: compreender que a maldade n\u00e3o \u00e9 cria\u00e7\u00e3o divina nem destino irrevers\u00edvel. \u00c9 express\u00e3o do uso inadequado do livre-arb\u00edtrio em est\u00e1gios ainda imaturos da evolu\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"548\" height=\"730\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/boneco_de_madeira_lutando_com_a_mao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13289\" style=\"width:493px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/boneco_de_madeira_lutando_com_a_mao.jpg 548w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/boneco_de_madeira_lutando_com_a_mao-225x300.jpg 225w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/boneco_de_madeira_lutando_com_a_mao-9x12.jpg 9w\" sizes=\"(max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia busca entender os mecanismos ps\u00edquicos que estruturam comportamentos agressivos ou destrutivos. A psiquiatria identifica padr\u00f5es, investiga causas e prop\u00f5e interven\u00e7\u00f5es. J\u00e1 a vis\u00e3o esp\u00edrita amplia o horizonte: o Esp\u00edrito \u00e9 criado simples e ignorante, destinado ao progresso. O mal n\u00e3o \u00e9 ess\u00eancia; \u00e9 ignor\u00e2ncia transit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o mal decorre da ignor\u00e2ncia, o progresso intelectual amplia nossa capacidade de discernir e, consequentemente, nossa responsabilidade. Em <em>The Spirits' Book<\/em>, Allan Kardec registra que o desenvolvimento da intelig\u00eancia fortalece o livre-arb\u00edtrio e aumenta a responsabilidade pelos pr\u00f3prios atos. Quanto mais compreendemos o bem e o mal, menos justific\u00e1vel se torna a omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o bem se manifesta como escolha consciente \u2013 seja na pol\u00edtica, na ci\u00eancia ou nas rela\u00e7\u00f5es cotidianas \u2013, o conhecimento encontra dire\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia pode explicar, estruturar, organizar; mas \u00e9 a \u00e9tica que define para que e para quem se constr\u00f3i. Onde o bem se torna ativo, o progresso deixa de ser apenas t\u00e9cnico e passa a ser verdadeiramente humano.<\/p>\n\n\n\n<p>In <em>The Spirits' Book<\/em>, ao tratar da Lei Moral, Kardec questiona os Esp\u00edritos sobre a predomin\u00e2ncia do mal na Terra. A resposta \u00e9 direta e desconfort\u00e1vel: o mal prevalece pela omiss\u00e3o dos bons. N\u00e3o basta n\u00e3o praticar o mal, \u00e9 preciso agir em favor do bem. Essa afirma\u00e7\u00e3o desloca o eixo da discuss\u00e3o. Se a viol\u00eancia persiste, qual \u00e9 a nossa parcela de responsabilidade? Quando nos calamos diante da injusti\u00e7a, quando relativizamos agress\u00f5es, quando alimentamos discursos de \u00f3dio, ainda que sutilmente, n\u00e3o estamos tamb\u00e9m contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio?<\/p>\n\n\n\n<p>O Espiritismo ensina que toda a\u00e7\u00e3o gera consequ\u00eancia. A Lei de Causa e efeito n\u00e3o opera como puni\u00e7\u00e3o, mas como mecanismo educativo. A dor que decorre do erro pode se tornar instrumento de transforma\u00e7\u00e3o, desde que acompanhada de consci\u00eancia. Sem reflex\u00e3o, o sofrimento apenas endurece. Com lucidez, pode regenerar. Vivemos em um mundo de provas e expia\u00e7\u00f5es, onde o bem ainda n\u00e3o \u00e9 maioria, mas isso n\u00e3o significa estagna\u00e7\u00e3o. A humanidade avan\u00e7ou em direitos, leis, ci\u00eancia e mecanismos de prote\u00e7\u00e3o coletiva. O progresso intelectual \u00e9 evidente. O desafio permanece no mesmo ponto: converter conhecimento em maturidade moral.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9: queremos acelerar esse processo ou apenas assistir? A leitura atenta de <em>The Spirits' Book<\/em>, especialmente das quest\u00f5es que tratam da Lei Moral, da liberdade e da responsabilidade individual, oferece base s\u00f3lida para essa reflex\u00e3o. Ali encontramos n\u00e3o apenas explica\u00e7\u00f5es, mas um convite: assumir a pr\u00f3pria parcela de transforma\u00e7\u00e3o. O mal n\u00e3o \u00e9 eterno. A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel. E o ritmo dessa mudan\u00e7a depende, tamb\u00e9m, das escolhas que fazemos agora.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante de cenas de viol\u00eancia, guerras, abusos e injusti\u00e7as, a pergunta ressurge com for\u00e7a: de onde vem o mal? E, sobretudo, por que ele ainda parece prevalecer? A resposta confort\u00e1vel seria atribu\u00ed-lo a \u201cpessoas m\u00e1s\u201d, como se o problema estivesse sempre do lado de l\u00e1. No entanto, a reflex\u00e3o proposta nesta edi\u00e7\u00e3o convida a um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":13291,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"edicoes":[780],"class_list":["post-13245","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial","edicoes-780"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13245"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13292,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13245\/revisions\/13292"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13245"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=13245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}