{"id":1575,"date":"2021-05-03T23:07:32","date_gmt":"2021-05-04T02:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=1575"},"modified":"2026-01-23T20:17:20","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:20","slug":"o-juiz-e-o-papagaio-traz-reflexao-sobre-bondade-e-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/2021\/05\/03\/o-juiz-e-o-papagaio-traz-reflexao-sobre-bondade-e-justica\/","title":{"rendered":"\u201cThe Judge and the Parrot\u201d reflects on kindness and justice"},"content":{"rendered":"\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"662\" height=\"420\" class=\"wp-image-1711\" style=\"width: 662px;\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-ce\u0301u-de-allah-malba-taban.jpg\" alt=\"livro c\u00e9u de allah malba taban\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-ce\u0301u-de-allah-malba-taban.jpg 594w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-ce\u0301u-de-allah-malba-taban-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 662px) 100vw, 662px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p>De vez em quando, gosto de folhear os livros de <strong>Malba Tahan, <\/strong>de uma velha cole\u00e7\u00e3o que dei de presente ao meu marido h\u00e1 muito tempo. <a href=\"https:\/\/www.malbatahan.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Malba Tahan \u00e9 o pseud\u00f4nimo usado pelo iminente professor de Matem\u00e1tica Julio Cesar de Mello e Souza<\/a>, brasileiro que nasceu em 1895 na cidade do Rio de Janeiro e faleceu em 1974, tendo escrito v\u00e1rias obras, n\u00e3o somente voltadas \u00e0 Matem\u00e1tica, mas tamb\u00e9m diversos contos e f\u00e1bulas com base na antiga cultura \u00e1rabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, compartilho com os leitores uma f\u00e1bula intitulada \u201cO juiz e o papagaio\u201d, do livro <em>C\u00e9u de Allah<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A opulenta cidade de Cabul vivia, agitad\u00edssima, naquele tempo, com o boato veiculado por alguns e outros que afirmavam ser a mais pura verdade. Dizia-se que o prestigiado juiz chamado Fauzi Trevic, antes de sair de casa para o exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es no tribunal, ouvia os conselhos de um papagaio. Havia at\u00e9 quem soubesse de particularidades sobre o assunto. Falava-se que o papagaio foi trazido das montanhas por um feiticeiro famoso e vivia internado num rico aposento, longe de visitas e dos ouvidos curiosos. Os mais atrevidos diziam tratar-se de uma ave encantada, que trazia no corpo o Esp\u00edrito de um g\u00eanio. O tal papagaio devia dominar o conhecimento das leis como ningu\u00e9m, pois o magistrado era conhecido pelas senten\u00e7as not\u00e1veis que proferia.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao conhecimento do rei Nassin ben-Nassin, que se espantou com a not\u00edcia e com a possibilidade de um papagaio capaz de orientar as longas senten\u00e7as de um s\u00e1bio juiz. E resolvido a esclarecer o \u201cdiz que disse\u201d, mandou chamar o juiz Fauzi Trevic para uma audi\u00eancia. Frente a frente com a magistrado, perguntou-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Seria verdadeira aquela voz que corria pela cidade, abalando os incr\u00e9dulos e enchendo de infinito assombro os simples e os ing\u00eanuos?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Sim, \u00f3 rei Magn\u00e2nimo! \u00c9 verdadeira a voz.<\/p>\n\n\n\n<p>E continuou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 N\u00e3o devo ocultar a verdade. Todos os dias, antes de seguir para o tribunal, ou\u00e7o os conselhos de um modesto papagaio verde, de bico amarelo. Juro pelas barbas de Maom\u00e9 ser a mais pura verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>O monarca, ent\u00e3o exaltado, exclamou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 N\u00e3o creio que possa existir, sob o c\u00e9u ou sobre a terra, maravilha maior do que essa que acabais de revelar!<\/p>\n\n\n\n<p>E o juiz continuou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Vejo-me for\u00e7ado a dizer-vos \u00f3 Rei, que meu amigo papagaio s\u00f3 sabe pronunciar duas palavras e com esse limitad\u00edssimo vocabul\u00e1rio consegue me orientar, com seguran\u00e7a e clareza, todas as minhas senten\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Com duas palavras! Que palavras m\u00e1gicas s\u00e3o estas, que servem de dois far\u00f3is, no meio dos oceanos das leis? \u2013 Questionou o rei.<\/p>\n\n\n\n<p>Respondeu o digno magistrado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Bondade e justi\u00e7a! Justi\u00e7a e bondade. Eis as palavras que ou\u00e7o todos os dias do meu fiel papagaio.<\/p>\n\n\n\n<p>Interessante o que ele, o juiz, complementa em sua resposta. Ele disse:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Quando estudo as causas, sobre as quais sou obrigado a votar e decidir, esfor\u00e7o-me, por ser bom e procuro se justo.<\/p>\n\n\n\n<p>O papagaio, na verdade, trata-se da consci\u00eancia do magistrado, e notem que ele se refere \u00e0 ave como \u201cmodesto papagaio verde de bico amarelo\u201d, ou seja, a consci\u00eancia despojada de qualquer adorno, condecora\u00e7\u00f5es, t\u00edtulos e opul\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Era apenas a consci\u00eancia de um homem, filho de Deus, ciente das suas limita\u00e7\u00f5es que se esfor\u00e7ava todos os dias em ser bom e justo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-evangelho-segundo-o-espiritismo\"><em>O Evangelho segundo o Espiritismo<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p>Exatamente como temos em <em>O Evangelho segundo o Espiritismo<\/em>, cap. VII ,\u201cSede perfeitos\u201d, onde encontramos a rela\u00e7\u00e3o de todas as virtudes que caracterizam o homem de bem, e a benevol\u00eancia e a justi\u00e7a figuram entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o encontraremos um ser humano sequer, sobre a face da Terra, que re\u00fana todas as qualidades do homem de bem. Nesse sentido, no mesmo cap\u00edtulo, sob o t\u00edtulo, \u201cOs bons esp\u00edritas\u201d, encontramos uma li\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a para todos n\u00f3s, quando diz que se reconhece o verdadeiro esp\u00edrita pela sua transforma\u00e7\u00e3o moral e pelos esfor\u00e7os que faz para domar suas m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o magistrado da f\u00e1bula, mesmo sendo reconhecido como um homem justo, declara humildemente que todos os dias <strong>se esfor\u00e7a<\/strong> para ouvir o que diz seu papagaio. Interessante que ao final da hist\u00f3ria o autor termina com a seguinte exclama\u00e7\u00e3o: \u201cPor Allah, senhor dos mundos vis\u00edveis e invis\u00edveis, seguissem todos os reis, ministros e magistrados, o conselho daquele papagaio, e a felicidade desceria sobre os povos e a paz reinaria entre as na\u00e7\u00f5es!\u201d<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Veja: <a href=\"https:\/\/www.malbatahan.com.br\/\">https:\/\/www.malbatahan.com.br\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.malbatahan.com.br\">www.malbatahan.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Evangelho segundo o Espiritismo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De vez em quando, gosto de folhear os livros de Malba Tahan, de uma velha cole\u00e7\u00e3o que dei de presente ao meu marido h\u00e1 muito tempo. Malba Tahan \u00e9 o pseud\u00f4nimo usado pelo iminente professor de Matem\u00e1tica Julio Cesar de Mello e Souza, brasileiro que nasceu em 1895 na cidade do Rio de Janeiro e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1612,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[376,373,375,372,374,221],"edicoes":[327],"class_list":["post-1575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educa-a-tua-alma","tag-ca-e-bondade","tag-ceu-de-allah-de-malba-tahan","tag-justi","tag-livro-ceu-de-allah","tag-reflexao-espirita","tag-sandra-marinho","edicoes-566-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1575"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1712,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1575\/revisions\/1712"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1575"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=1575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}