{"id":4249,"date":"2022-10-31T22:12:19","date_gmt":"2022-11-01T01:12:19","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4249"},"modified":"2026-01-23T20:17:12","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:12","slug":"espetaculos-com-animais-quem-se-diverte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/2022\/10\/31\/espetaculos-com-animais-quem-se-diverte\/","title":{"rendered":"Animal shows. Who's having fun?"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-em-retrospectiva-como-se-apresentava-esse-contexto\">Em retrospectiva, como se apresentava esse contexto?<\/h3>\n\n\n\n<p>Hoje eu me lembro com pesar! Quando crian\u00e7a e adolescente, l\u00e1 pelos idos de 1950 e mais alguns anos pela frente, uma das divers\u00f5es costumeiras era ir aos circos, quando chegavam \u00e0s suas cidades, e uma das atra\u00e7\u00f5es era representada por aqueles animais que n\u00e3o faziam parte do nosso dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"969\" height=\"649\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/leao_nas_argolas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4283\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/leao_nas_argolas.jpg 969w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/leao_nas_argolas-300x201.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/leao_nas_argolas-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 969px) 100vw, 969px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim, entre as apresenta\u00e7\u00f5es, elefantes enormes se equilibravam em min\u00fasculos banquinhos, grandes felinos, como tigres e le\u00f5es, saltavam atrav\u00e9s de aros em chamas, e chimpanz\u00e9s, com roupas e adere\u00e7os humanos, andavam de bicicleta e faziam toda sorte de piruetas. Ainda na ingenuidade de imaturos aprendizes na escola da vida, tudo parecia t\u00e3o divertido, mas, com a maturidade e o senso cr\u00edtico que se conquista passo a passo, vai-se percebendo que ir aos circos ainda pode ser prazeroso, para admirarmos as incr\u00edveis acrobacias dos ginastas, mas sem a participa\u00e7\u00e3o de animais!<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, j\u00e1 n\u00e3o teria a menor gra\u00e7a ir l\u00e1 para assistir ao sofrimento desses nossos irm\u00e3os, filhos do mesmo Pai que nos criou, o que tamb\u00e9m podemos dizer relativamente a qualquer outro espet\u00e1culo de divers\u00e3o que maltrate animais, como provas de rodeio, vaquejada, corridas de cavalos e de c\u00e3es, al\u00e9m da ca\u00e7a esportiva e apresenta\u00e7\u00f5es com animais marinhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">[1] Trabalho extraordin\u00e1rio tem sido realizado aqui no Brasil pelo F\u00f3rum Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Animal, sob a presid\u00eancia da bi\u00f3loga S\u00f4nia Fonseca, em v\u00e1rios setores da atividade humana de que participam animais. Quanto aos circos, o F\u00f3rum j\u00e1 conseguiu proibi\u00e7\u00e3o judicial da presen\u00e7a de animais em 12 estados (AL, ES, GO, MS, MG, PB, PR, PE, RJ, RS, SC e SP), al\u00e9m de v\u00e1rios munic\u00edpios, o que, felizmente, vem conscientizando os pr\u00f3prios circos a abandonarem a antiga pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sentir-e-pensar-para-mudar-preciso\">Sentir e pensar&#8230; Para mudar, \u00e9 preciso!<\/h3>\n\n\n\n<p>Existem dois canais para trabalharmos nesse contexto: o <em>sens\u00edvel <\/em>e o <em>intelig\u00edvel<\/em>, segundo comenta o grande fil\u00f3sofo esp\u00edrita Herculano Pires no cap\u00edtulo 3 de seu livro <a><em>O mist\u00e9rio do ser ante a dor e a morte<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Particularmente pelo \u201c<em>sentir<\/em>\u201d, n\u00e3o h\u00e1 como estabelecer empatia com esses eventos, que imp\u00f5em sofrimento a animais; e, em nosso entendimento racional, o <em>intelig\u00edvel<\/em>, com eventuais justificativas para que continuem, tamb\u00e9m n\u00e3o tem acolhimento, haja vista a grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es que hoje temos a respeito do assunto, tanto na literatura esp\u00edrita quanto na ci\u00eancia acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-animais-na-vis-o-esp-rita\">Os animais na vis\u00e3o esp\u00edrita<\/h3>\n\n\n\n<p>A Doutrina Esp\u00edrita, pioneiramente, nos esclarece sobre a verdadeira natureza dos animais, como seguem, resumidamente, exemplos de algumas cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em> (1860):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u201cOs animais t\u00eam [s\u00e3o] Esp\u00edritos e s\u00e3o inteligentes\u201d (597).<\/li><li>\u201c[eles] reencarnam e evoluem\u201d (599 e 601).<\/li><li>\u201cIntelig\u00eancia \u00e9 atributo essencial do Esp\u00edrito\u201d (24).<\/li><li>\u201cA intelig\u00eancia do homem e a dos animais emanam de um princ\u00edpio \u00fanico\u201d (606a).<\/li><li>\u201cH\u00e1 ent\u00e3o dois elementos gerais do Universo: a mat\u00e9ria e o Esp\u00edrito? Sim, e acima de ambos Deus, o Criador, o pai de todas as coisas\u201d (27).<\/li><li>\u201cQue se deve pensar da destrui\u00e7\u00e3o, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a seguran\u00e7a tra\u00e7am? Da ca\u00e7a, por exemplo, quando n\u00e3o objetiva sen\u00e3o o prazer de destruir sem utilidade? Predomin\u00e2ncia da bestialidade sobre a natureza espiritual [&#8230;] uma viola\u00e7\u00e3o da lei de Deus. Os animais n\u00e3o destroem mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre-arb\u00edtrio, destr\u00f3i sem necessidade. Prestar\u00e1 contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos\u201d (735).<\/li><li>\u201cCrer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes [os animais], sem futuro, seria blasfemar contra a sua bondade, que se estabelece sobre todas as suas criaturas\u201d (607a).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>A G\u00eanese<\/em> (1868):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u201cOs animais agem por instinto e tamb\u00e9m por intelig\u00eancia\u201d (III. 11 a 13).<\/li><li>\u201cCorpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros Esp\u00edritos humanos, necessariamente pouco avan\u00e7ados, que vieram encarnar-se na Terra [&#8230;] provavelmente pouco diferindo do macaco em sua forma exterior, e tamb\u00e9m quanto \u00e0 sua intelig\u00eancia\u201d (XI. 15 e 16).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Mecanismos da mediunidade<\/em> (1959)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u201cOs animais pensam em ondas fragment\u00e1rias\u201d.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>No mundo maior<\/em> (1947)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u201cO c\u00e9rebro \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o sagrado de manifesta\u00e7\u00e3o da mente, em tr\u00e2nsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana\u201d.<\/li><li>\u201cA cris\u00e1lida da consci\u00eancia, que reside no cristal a rolar na corrente do rio, a\u00ed se acha em processo liberat\u00f3rio\u201d.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-literatura-esp-rita-e-acad-mica-em-linhas-convergentes\">Literatura esp\u00edrita e acad\u00eamica em linhas convergentes<\/h3>\n\n\n\n<p>A literatura acad\u00eamica, particularmente desde a d\u00e9cada de 1960, vem confirmando as informa\u00e7\u00f5es que acabamos de analisar, constantes da literatura esp\u00edrita, com exce\u00e7\u00e3o das referentes ao Esp\u00edrito. Hoje os cientistas j\u00e1 referem os animais como \u201cseres sencientes\u201d, isto \u00e9, reconhecem que eles t\u00eam sensibilidade, intelig\u00eancia e mem\u00f3ria, al\u00e9m da capacidade de sofrimento f\u00edsico e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma importante contribui\u00e7\u00e3o a esse conhecimento foi prestada pelo bi\u00f3logo americano Gregory Bateson (1979), que ressignificou o conceito de mente no contexto acad\u00eamico, definindo-a como o \u201cprocesso cognitivo de manifesta\u00e7\u00e3o da vida\u201d.Ele argumenta que todo ser vivo \u201csabe\u201d sobreviver, alimentar-se, reproduzir a esp\u00e9cie e fugir de agentes aversivos, portanto, o \u201csaber\u201d de cada um vai corresponder \u00e0 sua mente, mais expandida ou menos, segundo seu est\u00e1gio evolutivo do momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas publica\u00e7\u00f5es importantes foram surgindo em seguida, com refer\u00eancia a atributos mentais dos animais, como <em>Os drag\u00f5es do \u00c9den<\/em>, de Carl Sagan (1977), <em>Animal Minds<\/em>, de Donald Griffin (1994); <em>A vida emocional dos animais<\/em>, de Masson e McCarthy (1997); <em>O parente mais pr\u00f3ximo<\/em>, de Roger Fouts (1998); <em>The Prehistory of the Mind<\/em>, de Steven Mithen (1999); e <em>C\u00e3es sabem quando seus donos voltam para casa<\/em>, de Rupert Sheldrake (1999).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, apareceu um documento significativo, a <em>Declara\u00e7\u00e3o de Cambridge<\/em>, assinada por vinte e seis neurocientistas liderados pelo Dr. Philip Low, da Stanford University, EUA, em que manifestam conhecimento de que mam\u00edferos, aves e mesmo alguns invertebrados, como os polvos, t\u00eam consci\u00eancia, justificando que as mesmas estruturas que no c\u00e9rebro humano s\u00e3o ativadas para a manifesta\u00e7\u00e3o dessa faculdade tamb\u00e9m existem nesses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, pesquisas sobre o funcionamento do c\u00e9rebro dos animais, no referente ao seu papel na intera\u00e7\u00e3o com a mente, t\u00eam sido efetuadas pela Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional (RMF), como a de Andics <em>et al<\/em>. (2014), que estudaram a marca\u00e7\u00e3o de \u00e1reas cerebrais em c\u00e3es ao ouvirem diferentes tipos de sons, inclusive a voz carinhosa do tutor. Concluem que \u201cas \u00e1reas de percep\u00e7\u00e3o e de processamento da voz tamb\u00e9m existem nos c\u00e3es, com padr\u00e3o funcional semelhante ao apresentado pelos seres humanos, dados que elucidam como eles podem entrar em sintonia com os sentimentos dos seus cuidadores\u201d.Isso condiz com o enunciado de Calderaro a respeito do papel do\u201cc\u00e9rebro como \u00f3rg\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o da mente, em tr\u00e2nsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana\u201d (Luiz, 1947, cap. 3).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-da-informa-o-reflex-o-humanos-e-animais-em-lados-opostos\">Da informa\u00e7\u00e3o \u00e0 reflex\u00e3o: humanos e animais em lados opostos?<\/h3>\n\n\n\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es que vimos, contidas tanto em obras da Doutrina Esp\u00edrita quanto na literatura acad\u00eamica, nos levam a perceber que, evolutivamente, n\u00e3o existe uma real separa\u00e7\u00e3o entre seres humanos e os outros animais, pois a ess\u00eancia de todos \u00e9 a mesma, qual seja, o <em>princ\u00edpio espiritual<\/em>, que, na fase humana \u00e9 chamado convencionalmente de <em>Esp\u00edrito <\/em>(<em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, 606a).<\/p>\n\n\n\n<p>Perante o argumento de que, para chegar a essa fase humana, o <em>princ\u00edpio inteligente<\/em> sofreu uma transforma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 de se considerar que isso n\u00e3o aconteceu de repente, mas, sim, mediante processo que durou muito tempo, n\u00e3o menos de um milh\u00e3o de anos. Segundo dados da Antropologia (Neves, 2020), o <em>Australopithecus<\/em> (<em>austral<\/em> = sul, <em>pithecus<\/em> = macaco) viveu h\u00e1 3,2 milh\u00f5es de anos, sendo que das v\u00e1rias esp\u00e9cies do g\u00eanero humano que desse tronco surgiram, a primeira que se pode realmente considerar \u201chumana\u201d, o <em>Homo eretus<\/em>, teria vivido h\u00e1 cerca de 1,8 milh\u00e3o de anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-ainda-existe-subjuga-o-e-explora-o\">Por que ainda existe subjuga\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p>O conhecimento apresentado abre nossos horizontes para compreendermos que n\u00e3o existe motivo razo\u00e1vel para esse modelo de subjuga\u00e7\u00e3o e de explora\u00e7\u00e3o a que o ser humano ainda sujeita os animais, situa\u00e7\u00e3o que moralmente se agrava em se tratando de divertir-se \u00e0 custa do sofrimento deles. Em <em>A G\u00eanese<\/em>, cap. 3, encontramos explica\u00e7\u00e3o para esse comportamento: \u201c[<em>&#8230;<\/em>] A fonte de propens\u00e3o para o mal tem princ\u00edpio no instinto de conserva\u00e7\u00e3o, quando ainda (nos seres primitivos) n\u00e3o existe o contrapeso do senso moral. O mal \u00e9 relativo e a responsabilidade \u00e9 proporcional ao progresso realizado\u201d.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O significado do senso moral consta em <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, quest\u00e3o n. 629, relativamente \u00e0 pergunta que Kardec fez aos Esp\u00edritos benfeitores: \u201cQue defini\u00e7\u00e3o se pode dar \u00e0 moral? A moral \u00e9 a regra da boa conduta e, portanto, da distin\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal [&#8230;]. O homem se conduz bem quando faz tudo tendo em vista o bem e para o bem de todos, porque ent\u00e3o observa a lei de Deus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maravilhosa a explica\u00e7\u00e3o de que a moral, que contempla nossas escolhas, encontra-se no \u201cfazer o bem e para o bem de todos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-em-espet-culos-com-animais-todos-se-divertem\">Em espet\u00e1culos com animais, todos se divertem?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que os animais n\u00e3o se divertem, pelo contr\u00e1rio, sofrem, o que caracteriza o evento como impr\u00f3prio. Na tentativa de sensibilizar particularmente colegas m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios a respeito de evid\u00eancias de que os animais sofrem tanto f\u00edsica quanto mentalmente ao participarem desses eventos, em 2002, publiquei, com colaboradores, um artigo (Prada <em>et al<\/em>., 2002), referindo situa\u00e7\u00f5es com e sem a ocorr\u00eancia de les\u00f5es nos animais, pois, mesmo na aus\u00eancia de ferimentos, pode acontecer que eles sofram mentalmente, como no caso de se sentirem subjugados e obrigados a situa\u00e7\u00f5es alheias ao repert\u00f3rio de comportamentos pr\u00f3prios da sua esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 guisa de exemplo, touros, cavalos e \u00e9guas que participam das provas de montaria, em rodeios, j\u00e1 entram na pista exibindo pulos exagerados, tor\u00e7\u00f5es do corpo e corcovos, comportamento que nunca se v\u00ea quando eles se encontram pastando calmamente, em condi\u00e7\u00f5es naturais. Ainda, em parceria com colega, tem sido emitidos pareceres t\u00e9cnicos<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> a respeito de provas de rodeio e vaquejada, que s\u00e3o encaminhados para setores jur\u00eddicos compondo solicita\u00e7\u00f5es do F\u00f3rum Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Animal em benef\u00edcio dos animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-small-font-size\"><a>[2] Para entendimento sobre o desenvolvimento do senso moral, desde as mais fases mais primitivas da humanidade, <\/a>ver: <em>Evolu\u00e7\u00e3o em dois mundos<\/em> (LUIZ, 1958). [3] Veja os Pareceres T\u00e9cnicos de das m\u00e9dicas-veterin\u00e1rias Irv\u00eania Prada e Vania Plaza Nunes: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/104809987567496\/photos\/a.231144624934031\/399395341442291\/\">https:\/\/www.facebook.com\/104809987567496\/photos\/a.231144624934031\/399395341442291\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nova-proposta-para-corre-o-da-rota\">Nova proposta para corre\u00e7\u00e3o da rota<\/h3>\n\n\n\n<p>No livro <a><em>Conduta esp\u00edrita<\/em> (Luiz<\/a>, 1960a, cap. 33), encontramos s\u00e1bia li\u00e7\u00e3o que, em resumo, assim se apresenta quanto ao tema em quest\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais dom\u00e9sticos ou selvagens, aves e peixes, a t\u00edtulo de recrea\u00e7\u00e3o [&#8230;]. H\u00e1 divertimentos que s\u00e3o verdadeiros delitos sob disfarce [&#8230;]. Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal [&#8230;]. Opor-se ao trabalho excessivo dos animais [&#8230;]. No socorro aos animais doentes, usar os recursos terap\u00eauticos poss\u00edveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza medi\u00fanica que aplique a seu pr\u00f3prio favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos. Apoiar, quanto poss\u00edvel, os movimentos e as organiza\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o aos animais, atrav\u00e9s de atos de generosidade crist\u00e3 e humana compreens\u00e3o. Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posi\u00e7\u00e3o de necessidade perante a lei. \u201cTodas as vossas coisas sejam feitas com caridade\u201d [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa atitude \u00e9 de gratid\u00e3o perante tantos ensinamentos que Esp\u00edritos luminosos, tanto no \u00e2mbito esp\u00edrita quanto da ci\u00eancia acad\u00eamica, nos trouxeram a respeito do que somos e do que s\u00e3o os outros animais, \u00e0 custa do que passamos a entender que \u201cn\u00e3o somos donos do mundo, apenas pertencemos a ele!\u201d (Capra; Steindl-Rast; Matus, 1991), cabendo-nos a responsabilidade de sempre \u201cescolher o bem, e para o bem de todos\u201d(<em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, quest\u00e3o n. 629).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-refer-ncias\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">ANDICS, Atilla <em>et al<\/em>. Voice-sensitive regions in the dog and human brain are revealed by comparative fMRI. <em>Current Biology<\/em>, v. 24, n. 5, p. 574-578, 2014. Doi: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2014.01.058\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2014.01.058<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BATESON, Gregory. <em>Mind and Nature. A Necessary Unity.<\/em> New York: E. P. Dutton, 1979.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">CAPRA, Fritjof; Steindl-RAST, David; MATUS, Thomas. <em>Pertencendo ao universo:<\/em> explora\u00e7\u00f5es nas fronteiras da ci\u00eancia e da espiritualidade. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">KARDEC, Allan. <em>A G\u00eanese: <\/em>os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo. Araras, SP: IDE, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. <em>O livro dos Esp\u00edritos.<\/em> Araras, SP: IDE, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">LUIZ, Andr\u00e9 (Esp\u00edrito). <em>Conduta esp\u00edrita.<\/em> Psicografado por Waldo Vieira. Rio de Janeiro: FEB, 1960a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. <em>Mecanismos da mediunidade. <\/em>Psicografado por Francisco C\u00e2ndido Xavier e Waldo Vieira. Rio de Janeiro: FEB, 1960b. (Cole\u00e7\u00e3o A Vida no Mundo Espiritual, 11).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. <em>Evolu\u00e7\u00e3o em dois mundos<\/em>. Psicografado por Francisco C\u00e2ndido Xavier e Waldo Vieira. Rio de Janeiro: FEB, 1958. (Cole\u00e7\u00e3o A Vida no Mundo Espiritual, 10).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. <em>No mundo maior<\/em>. Psicografado por Francisco C\u00e2ndido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, 1947. (Cole\u00e7\u00e3o A Vida no Mundo Espiritual, 5).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">NEVES, Walter. A saga da humanidade. <em>Canal USP<\/em>, 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLAudUnJeNg4sUpVQaygeymsa8fVsZjkCb\">https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLAudUnJeNg4sUpVQaygeymsa8fVsZjkCb<\/a>. Acesso em: 20 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">PIRES, J. Herculano. <em>O mist\u00e9rio do ser ante a dor e a morte<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paideia, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">PRADA, Irv\u00eania L. S. <em>et al. <\/em>Bases metodol\u00f3gicas e neurofuncionais da avalia\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancia de dor\/sofrimento em animais. <em>Revista de Educa\u00e7\u00e3o Continuada<\/em>, v. 5, fasc. I, p. 1-13, 2002. Doi: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.36440\/recmvz.v5i1.3278\">https:\/\/doi.org\/10.36440\/recmvz.v5i1.3278<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em retrospectiva, como se apresentava esse contexto? Hoje eu me lembro com pesar! Quando crian\u00e7a e adolescente, l\u00e1 pelos idos de 1950 e mais alguns anos pela frente, uma das divers\u00f5es costumeiras era ir aos circos, quando chegavam \u00e0s suas cidades, e uma das atra\u00e7\u00f5es era representada por aqueles animais que n\u00e3o faziam parte do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":4281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"edicoes":[564],"class_list":["post-4249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","edicoes-584-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4249"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4284,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4249\/revisions\/4284"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4249"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=4249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}