{"id":13164,"date":"2026-02-06T15:49:22","date_gmt":"2026-02-06T18:49:22","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/?p=13164"},"modified":"2026-02-07T09:24:27","modified_gmt":"2026-02-07T12:24:27","slug":"o-verdadeiro-amor-nao-nasce-do-desamor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2026\/02\/06\/o-verdadeiro-amor-nao-nasce-do-desamor\/","title":{"rendered":"El verdadero amor no nace del desamor"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos em um mundo marcado pela hiperconectividade, no qual a exposi\u00e7\u00e3o constante a not\u00edcias, fatos e conte\u00fados nas redes sociais nos submete a um volume avassalador de informa\u00e7\u00f5es. Essa avalanche informacional, embora nos traga conhecimento, tamb\u00e9m nos confronta diariamente com cenas de viol\u00eancia, crimes e situa\u00e7\u00f5es profundamente perturbadoras. N\u00e3o se trata de negar a realidade desses acontecimentos, tampouco de minimizar sua gravidade. <strong>Faz-se necess\u00e1rio<\/strong>, contudo, refletir sobre o impacto que essa exposi\u00e7\u00e3o excessiva exerce sobre nossas emo\u00e7\u00f5es, comportamentos e rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"726\" height=\"484\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jovem_-irritada_com_o_computador.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13167\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jovem_-irritada_com_o_computador.jpg 726w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jovem_-irritada_com_o_computador-300x200.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jovem_-irritada_com_o_computador-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 726px) 100vw, 726px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Muitos dos conte\u00fados que consumimos s\u00e3o impulsionados por interesses midi\u00e1ticos, que priorizam o sensacionalismo e a audi\u00eancia. <strong>Assim<\/strong>, a viol\u00eancia transforma-se em espet\u00e1culo, alimentando um ciclo de indigna\u00e7\u00e3o, medo e, por vezes, \u00f3dio. Diante disso, \u00e9 fundamental questionarmos: <strong>at\u00e9 que ponto somos influenciados por essas narrativas?<\/strong> E, mais importante,<strong> como reagir de forma consciente e construtiva<\/strong> diante de tamanha desarmonia?<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, casos que chocaram a opini\u00e3o p\u00fablica foram amplamente comentados, revelando n\u00e3o apenas a brutalidade dos atos cometidos, mas tamb\u00e9m a aus\u00eancia de compaix\u00e3o e empatia por parte de muitos. S\u00e3o atitudes repugnantes, que ferem profundamente os princ\u00edpios do respeito \u00e0 vida e \u00e0 dignidade do ser humano \u2013 <strong>Esp\u00edrito em evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>, parte da obra divina. Naturalmente, n\u00e3o devemos compactuar com tais comportamentos. <strong>Entretanto<\/strong><strong>, <\/strong>\u00e9 igualmente necess\u00e1rio observar como reagimos a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>A indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel, mas n\u00e3o pode nos conduzir a atitudes igualmente violentas. Em nome do amor ao pr\u00f3ximo, n\u00e3o podemos nos tornar agentes de mais desamor. A transforma\u00e7\u00e3o moral de que a humanidade tanto necessita n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada pela imposi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a nem pela vingan\u00e7a. A resposta que devemos oferecer precisa estar alicer\u00e7ada em mudan\u00e7as profundas e duradouras, capazes de conduzir \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia em nossas vidas,<strong> e n\u00e3o \u00e0 sua perpetua\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante de fatos que dominam a m\u00eddia e inflamam as redes sociais, \u00e9 comum observarmos rea\u00e7\u00f5es pautadas no \u00f3dio, na vingan\u00e7a e em julgamentos precipitados. No entanto, como j\u00e1 foi sabiamente dito, se o mundo fosse regido pela lei do<strong> \u201colho por olho, dente por dente\u201d, todos acabar\u00edamos cegos e desdentados. Esse n\u00e3o \u00e9 o caminho ensinado por Jesus.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Mestre nos orientou a amar o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos e, mais ainda, a amar at\u00e9 mesmo os nossos inimigos. Ele jamais nos incitaria a crucificar moralmente, seja em pra\u00e7a p\u00fablica, seja no ambiente digital, aqueles que erram. Como nos ensina <em>El Evangelio seg\u00fan el espiritismo<\/em>, <strong>\u201cAmai os vossos inimigos. Fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam\u201d<\/strong><strong> (<\/strong>cap. XII, item 7).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando um ato de viol\u00eancia nos choca, devemos, antes de tudo, observar as rea\u00e7\u00f5es que ele desperta em n\u00f3s. \u00c9 preciso sermos ju\u00edzes de nossas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, avaliando se estamos sendo movidos pelo leg\u00edtimo desejo de justi\u00e7a ou pelo impulso da vingan\u00e7a. A justi\u00e7a divina n\u00e3o necessita da interven\u00e7\u00e3o violenta do ser humano. As leis humanas, por sua vez, devem continuar a se aperfei\u00e7oar, buscando aproximar-se cada vez mais dos princ\u00edpios de equidade e amor que regem as leis divinas. <strong>N\u00e3o nos cabe<\/strong>, por\u00e9m, empunhar armas \u2013 f\u00edsicas ou simb\u00f3licas \u2013 para julgar e condenar. Nosso papel \u00e9 outro: <strong>sermos instrumentos da paz<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da enxurrada de coment\u00e1rios e rea\u00e7\u00f5es desmedidas que tomam conta do espa\u00e7o p\u00fablico, o convite que se faz \u00e9 para que cada um de n\u00f3s se torne um agente de transforma\u00e7\u00e3o. Que a paz que desejamos para o mundo comece em n\u00f3s, conforme nos ensinou o Cristo. Que a extin\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia tenha in\u00edcio em nossa decis\u00e3o \u00edntima de n\u00e3o cultivar o \u00f3dio, a vingan\u00e7a e o desejo de retalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a individual \u00e9 o primeiro passo para uma transforma\u00e7\u00e3o coletiva. \u00c9 por meio dela que poderemos, um dia, construir uma psicosfera planet\u00e1ria na qual atos de viol\u00eancia contra os seres vivos n\u00e3o mais encontrem sustenta\u00e7\u00e3o vibrat\u00f3ria. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio orar n\u00e3o apenas por aqueles que sofrem a viol\u00eancia e a injusti\u00e7a, mas tamb\u00e9m por aqueles que as cometem. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o nossos irm\u00e3os, igualmente necessitados de corre\u00e7\u00e3o, amparo e exemplos que n\u00e3o estejam pautados na viol\u00eancia, mas no amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ensinamento de Jesus que merece ser incorporado a essa reflex\u00e3o \u00e9 o dos esc\u00e2ndalos. Ele nos alertou de que esc\u00e2ndalos haveriam de surgir, <strong>mas ai daqueles por quem eles viessem<\/strong>. Essas situa\u00e7\u00f5es de profunda revolta coletiva, que nos fazem sentir agredidos pela brutalidade dos atos cometidos, s\u00e3o justamente os esc\u00e2ndalos caracter\u00edsticos do per\u00edodo de provas e expia\u00e7\u00f5es pelo qual a Terra ainda transita. Vivemos uma fase de transi\u00e7\u00e3o espiritual intensa, em que for\u00e7as resistentes \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o lutam para se manter, apesar do avan\u00e7o moral inevit\u00e1vel que se anuncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 preciso reafirmar: <strong>j\u00e1 estamos em transi\u00e7\u00e3o<\/strong>. E essa transi\u00e7\u00e3o nos conduz a caminhos de maior proximidade com o amor, a compaix\u00e3o e a verdadeira justi\u00e7a \u2013 aquela que n\u00e3o se imp\u00f5e pela for\u00e7a, mas que se manifesta pela transforma\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Como nos lembra <em>El libro de los esp\u00edritus<\/em>, <strong>\u201cOs maus s\u00e3o, por vezes, os mais numerosos, mas n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a sen\u00e3o enquanto os bons forem t\u00edmidos\u201d<\/strong>(quest\u00e3o n. 932). Que n\u00e3o sejamos t\u00edmidos em nossa bondade, mas ativos na propaga\u00e7\u00e3o da paz. Que nossas vibra\u00e7\u00f5es, palavras e a\u00e7\u00f5es estejam pautadas no amor, <strong>e n\u00e3o no desamor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E que, como ensina ainda <em>El Evangelio seg\u00fan el espiritismo<\/em>, <strong>\u201cA afabilidade e a do\u00e7ura s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o da caridade\u201d<\/strong>(cap. IX, item 7). Que saibamos ser af\u00e1veis e doces, mesmo diante da dor, para que nos tornemos verdadeiros instrumentos da regenera\u00e7\u00e3o que j\u00e1 se anuncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Que Deus nos aben\u00e7oe e nos fortale\u00e7a em nossa caminhada.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos em um mundo marcado pela hiperconectividade, no qual a exposi\u00e7\u00e3o constante a not\u00edcias, fatos e conte\u00fados nas redes sociais nos submete a um volume avassalador de informa\u00e7\u00f5es. 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