{"id":3091,"date":"2022-03-31T12:11:25","date_gmt":"2022-03-31T15:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=3091"},"modified":"2026-01-23T20:17:16","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:16","slug":"tambem-somos-pilatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2022\/03\/31\/tambem-somos-pilatos\/","title":{"rendered":"Tamb\u00e9m somos Pilatos"},"content":{"rendered":"<p>Num momento de pusilanimidade, Pilatos lavou as m\u00e3os e perdeu a maior ben\u00e7\u00e3o da vida&#8230; (Marcos Prisco, no livro <em>Momentos de decis\u00e3o<\/em>, psicografia de Divaldo Franco).<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus Cristo, carregado pela turba enfurecida e delirante, fora colocado diante de P\u00f4ncio Pilatos, o Governador da Jud\u00e9ia, para que fosse confirmada sua pena de morte atrav\u00e9s da crucifica\u00e7\u00e3o. Aquela autoridade romana, mesmo afirmando tratar-se, o prisioneiro, de um homem justo e que nada pesava criminalmente contra ele, ante a press\u00e3o popular e o medo de perder o prest\u00edgio que usufru\u00eda perante o Governo de Roma, num gesto simb\u00f3lico, lavou as m\u00e3os, como a dizer fa\u00e7am dele o que quiserem, nada tenho com isso, permitindo que o cortejo macabro o conduzisse ao G\u00f3lgota, onde o Mestre fora executado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"593\" height=\"427\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/expressao-de-parar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3128\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/expressao-de-parar.jpg 593w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/expressao-de-parar-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Refletindo sobre a atitude vacilante de Pilatos, escondida nos s\u00e9culos que se passaram, podemos, perfeitamente, identific\u00e1-la ainda hoje no comportamento humano, pois com frequ\u00eancia identificamos a omiss\u00e3o das criaturas em muitas situa\u00e7\u00f5es e acontecimentos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando nos encastelamos em nossas casas, mesmo diante de tantas dores e sofrimentos que campeiam ao nosso redor, e muitas vezes bem pr\u00f3ximo de n\u00f3s, e n\u00e3o fazemos o m\u00ednimo esfor\u00e7o para aliviar, mesmo que seja um pouco, as agruras de um irm\u00e3o do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando nos deparamos com idosos sofridos, carentes, passando pela vida em grandes tormentas e n\u00e3o temos sensibilidade nem \u00e2nimo para lhe oferecer um gesto de solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando possu\u00edmos recursos financeiros equilibrados e os retemos em nosso uso pr\u00f3prio, sem nos comover com as grandes trag\u00e9dias sociais do setor econ\u00f4mico ou da sa\u00fade, que fazem in\u00fameras v\u00edtimas na fome e na dor, pelas vielas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando o abandono de uma crian\u00e7a ou de um adolescente, que deambula pela estrada da incerteza e do descaso, n\u00e3o nos preocupa, como se fosse uma realidade que n\u00e3o nos pertence.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando nos calamos diante das injusti\u00e7as, que, frequentemente, vislumbramos no contexto de uma sociedade omissa e prepotente, deixando as coisas seguirem seu rumo, entendendo que nada temos como isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando somos patr\u00f5es e n\u00e3o nos preocupamos com as necessidades dos empregados, e quando somos empregados e n\u00e3o reconhecemos a import\u00e2ncia e o valor daqueles que nos empregam.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando n\u00e3o valorizamos a fam\u00edlia como sendo o porto ancoradouro das nossas mais profundas afei\u00e7\u00f5es, desprezando as valiosas oportunidades de desenvolver o amor, a fraternidade e o respeito, junto daqueles que a vida nos presenteou.<\/p>\n\n\n\n<p>Lavamos nossas m\u00e3os quando somos fortes e n\u00e3o amparamos os fracos; quando somos inteligentes e ignoramos os menos dotados intelectualmente; quando somos ricos e menosprezamos os pobres; quando somos influentes e esquecemos os desconhecidos; quando somos famosos e n\u00e3o lembrados dos an\u00f4nimos.<\/p>\n\n\n\n<p>P\u00f4ncio Pilatos n\u00e3o se interessou por Jesus e, num gesto desprez\u00edvel, deixou de defender o Mestre, o que seria justo e correto, ficando marcado na hist\u00f3ria mundial como um vacilante, omisso e apegado ao poder tempor\u00e1rio. E n\u00f3s, que conhecemos detalhadamente esse triste epis\u00f3dio, e suas lastim\u00e1veis consequ\u00eancias, que li\u00e7\u00e3o estamos aprendendo?<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, diante de qualquer situa\u00e7\u00e3o, realidade ou acontecimento, respondamos pelos nossos deveres e responsabilidades&#8230; N\u00e3o lavemos nossas m\u00e3os. Reflitamos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed:  137 - Mulheres que escreveram a hist\u00f3ria da Doutrina Esp\u00edrita - Parte I\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/079HYD8yphWkF4c74iBb8z?si=a1de9a2e38dc4622&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna de W.A.Cuin: Tamb\u00e9m somos Pilatos. 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