{"id":310,"date":"2020-10-20T15:58:16","date_gmt":"2020-10-20T18:58:16","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=310"},"modified":"2026-01-23T20:17:23","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:23","slug":"a-codificacao-da-doutrina-e-o-desenvolvimento-da-nossa-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2020\/10\/20\/a-codificacao-da-doutrina-e-o-desenvolvimento-da-nossa-moral\/","title":{"rendered":"A codifica\u00e7\u00e3o da Doutrina e o desenvolvimento da nossa moral"},"content":{"rendered":"<p>Nos 216 anos de nascimento de Allan Kardec, conversamos com Irv\u00eania L. S. Prada (foto), m\u00e9dica-veterin\u00e1ria, professora titular e pesquisadora em Neuroanatomia, ex-presidente da Comiss\u00e3o de \u00c9tica da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria da USP e integrante da AME-SP, AME-Brasil e AME-Internacional. Palestrante esp\u00edrita e autora de diversos livros, dentre eles A quest\u00e3o espiritual dos animais, um dos maiores best-sellers da FE Editora, ela escreveu ainda Espiritismo \u2013 raz\u00e3o como m\u00e9todo, mediunidade como laborat\u00f3rio, moral como objetivo, uma aula sobre a Doutrina e a obra de Kardec, sobre quem falamos abaixo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"340\" height=\"454\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Irvenia-prado_site-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-452\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Irvenia-prado_site-1.jpg 340w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Irvenia-prado_site-1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br><strong>FE \u2013 Se para a vinda de Jesus foi necess\u00e1rio que a sociedade daquela \u00e9poca absorvesse os princ\u00edpios da cultura grega, da cultura maced\u00f4nica, preparando o terreno para as ideias e verdades de Jesus, quais as bases na sociedade do s\u00e9culo XIX para a vinda do Espiritismo?<\/strong><br><strong>Irv\u00eania <\/strong>\u2013 Toda vez que o plano espiritual realiza um projeto dessa magnitude, existe tamb\u00e9m a prepara\u00e7\u00e3o cultural do ambiente onde ir\u00e1 ocorrer a proposta de uma grande mudan\u00e7a. N\u00e3o foi diferente com a Codifica\u00e7\u00e3o do Espiritismo. Costumo dizer que ele veio na \u00e9poca certa, em meados do s\u00e9culo XIX. At\u00e9 o s\u00e9culo XVII, a gente n\u00e3o podia chamar ainda o conhecimento de ci\u00eancia porque n\u00e3o estava organizado como a conhecemos hoje. Tudo estava atrelado aos interesses do Estado e do dogmatismo religioso, nada podia ser contestado. No s\u00e9culo XVII, finalmente o conhecimento conseguiu se desgarrar dos dogmas religiosos e p\u00f4de caminhar sozinho, estruturando-se como ci\u00eancia, por meio do m\u00e9todo racional. Em seguida, no s\u00e9culo XVIII, veio o Iluminismo, que trouxe o conhecimento como base do progresso humano, e, no s\u00e9culo XIX, o Positivismo, refor\u00e7ando o valor do m\u00e9todo cient\u00edfico, do conhecimento, mas com finalidade utilitarista, visando aos interesses da coletividade. Ent\u00e3o, tudo isso veio ocorrendo para que, quando eclodisse o Espiritismo codificado por Allan Kardec, a sociedade j\u00e1 tivesse uma base cultural. Nem todos estavam preparados, mas uma grande parte da coletividade estava, sim. Por essa raz\u00e3o, afirmo que o Espiritismo veio na \u00e9poca certa.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O exerc\u00edcio do livre-arb\u00edtrio \u00e9 de total responsabilidade de cada um de n\u00f3s. O que est\u00e1 certo ou errado est\u00e1 impresso na nossa consci\u00eancia. Entendermos o contexto da Doutrina, com base na ci\u00eancia, com reflex\u00e3o filos\u00f3fica e com consequ\u00eancia moral resultante da nossa decis\u00e3o, \u00e9 algo fant\u00e1stico!&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>FE \u2013 O professor Rivail tinha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica que permitia que ele tivesse total dom\u00ednio do que estava fazendo, fale-nos mais sobre isso.<br>Irv\u00eania<\/strong> \u2013 Eu gosto muito dos coment\u00e1rios que o professor Herculano Pires faz na introdu\u00e7\u00e3o de obra sobre a vida de L\u00e9on Denis, sobre o fato de que tanto ele quanto Kardec terem sido celtas, druidas. Assim, traziam o esp\u00edrito celta de promover reformas para a sociedade, particularmente no aspecto moral. Kardec veio com todo esse preparo reencarnat\u00f3rio, al\u00e9m de uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica exemplar. Ele participava dos c\u00edrculos mais altos da intelectualidade parisiense. O Espiritismo veio na \u00e9poca certa, com a pessoa certa, o que trouxe credibilidade a ele. Desde a \u00e9poca dos gregos, a ideia da aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento era a de atendimento \u00e0s necessidades humanas, o que vai desembocando no aspecto moral. Para que isso se concretizasse, e esse conhecimento pudesse desembocar nas consequ\u00eancias morais que Kardec deixou t\u00e3o bem estabelecido na Doutrina, era preciso uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica. Para que serve o conhecimento? Para que serve eu estudar tudo isso? \u00c9 para que depois, em virtude do conhecimento, eu fa\u00e7a uma reflex\u00e3o sobre o significado desse conhecimento e use isso como finalidade merit\u00f3ria para o bem de todos. E assim surgiu essa estrutura fascinante da Doutrina Esp\u00edrita, de ci\u00eancia com base na raz\u00e3o, de reflex\u00e3o filos\u00f3fica que desemboque na moral enquanto bem comum. O livro que escrevi sobre o Espiritismo \u00e9 um chamamento para que os esp\u00edritas tenham conhecimento das obras b\u00e1sicas da codifica\u00e7\u00e3o, entendendo que os valores morais nelas referidos representam fruto, consequ\u00eancia desse conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>FE \u2013 Como voc\u00ea v\u00ea o fato de Kardec ter colocado Jesus como modelo?<br>Irv\u00eania<\/strong> \u2013 Algo magn\u00edfico! Kardec foi aos Evangelhos e concluiu que o ensino moral \u00e9 comum a todos. Aproveitou desses evangelhos a quest\u00e3o moral. E isso est\u00e1 bem claro em v\u00e1rias passagens. Jesus, quando curava, sempre deixava uma recomenda\u00e7\u00e3o moral, que nem todos entendiam. Como tamb\u00e9m nos disse Emmanuel, \u201csa\u00fade \u00e9 a perfeita harmonia da alma\u201d. Mesmo com fragilidades org\u00e2nicas, o indiv\u00edduo pode estar saud\u00e1vel se o seu Esp\u00edrito estiver em harmonia. Da\u00ed surge o entendimento de que a Doutrina nos d\u00e1 sobre a verdadeira figura de Jesus como agente de autocura, o que se encontra evidente em A G\u00eanese, de Kardec, cap\u00edtulo XV.28.<\/p>\n\n\n\n<p>1 Vida e obra de L\u00e9on Denis, de Gaston Luce. Introdu\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o doutrin\u00e1ria de J. Herculano Pires. S\u00e3o Paulo, EDICEL, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista completa est\u00e1 dispon\u00edvel no programa Portal de Luz, pelo link: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jDDCri6AFy4&amp;feature=youtu.be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jDDCri6AFy4&amp;feature=youtu.be<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos 216 anos de nascimento de Allan Kardec, conversamos com Irv\u00eania L. S. 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