{"id":4536,"date":"2023-02-02T11:51:22","date_gmt":"2023-02-02T14:51:22","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4536"},"modified":"2026-01-23T20:17:11","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:11","slug":"indigenas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2023\/02\/02\/indigenas-brasileiros\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p>Certamente, estudamos os povos ind\u00edgenas na escola, por\u00e9m, diante da atual realidade, com tantas not\u00edcias e informa\u00e7\u00f5es, h\u00e1 necessidade de retomarmos o assunto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/tribo_do_xingu.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4551\" width=\"649\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/tribo_do_xingu.jpg 600w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/tribo_do_xingu-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 649px) 100vw, 649px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Primeiramente, \u00e9 importante esclarecer que atualmente devemos usar o termo \u201cind\u00edgena\u201d, pois \u201c\u2018\u00edndio\u2019 \u00e9 um termo gen\u00e9rico, que n\u00e3o considera as especificidades que existem entre os povos ind\u00edgenas, como as especificidades lingu\u00edsticas, culturais e mesmo a especificidade de tempo de contato com a sociedade n\u00e3o ind\u00edgena [&#8230;] Em contrapartida, \u2018ind\u00edgena\u2019 \u00e9 uma palavra que significa \u2018natural do lugar em que vive\u2019. O termo exprime que cada povo, de onde quer que seja, \u00e9 \u00fanico\u201d (Santos, 2022), explica M\u00e1rcia Mura, doutora em Hist\u00f3ria Social pela USP.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos dos povos ind\u00edgenas, nos referimos aos <em>primeiros habitantes do Brasil<\/em>. Eles eram os moradores<strong> <\/strong>originais, estavam aqui quando os portugueses chegaram, em 1500. \u201cNo contexto do territ\u00f3rio brasileiro, as evid\u00eancias mais precisas apontam que a presen\u00e7a humana remonta 12 mil anos antes do presente\u201d. Essa penetra\u00e7\u00e3o, segundo o ge\u00f3grafo Aziz Nacib Ab\u2019S\u00e1ber, aconteceu na Amaz\u00f4nia, pois a regi\u00e3o possu\u00eda vastos corredores de clima semi\u00e1rido, o que facilitava a locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, uma descoberta desafia os pesquisadores. Existem vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos que apontam a possibilidade de presen\u00e7a humana na regi\u00e3o do atual Piau\u00ed h\u00e1 cerca de 43 mil anos. Contudo, os pesquisadores n\u00e3o possuem outra evid\u00eancia que sustente isso como um fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que, quando os portugueses chegaram, havia entre cinco e sete milh\u00f5es de ind\u00edgenas. Num primeiro momento, os contatos entre ind\u00edgenas e brancos foram razoavelmente cordiais e marcados pelo escambo, ou seja, a troca de produtos. Quando os portugueses implantaram o sistema colonial e pretenderam transformar os ind\u00edgenas em escravos agr\u00edcolas, segregou-os nos engenhos e privou-os da ca\u00e7a, da pesca e da luta contra os inimigos. Assim, instalou-se o conflito entre brancos e ind\u00edgenas que segue at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que eram chamados de \u00edndios?O termo \u201c\u00edndio\u201d foi estabelecido por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, genov\u00eas que chegou na Am\u00e9rica em 1492, acreditando que havia chegado na \u00cdndia. A palavra \u201c\u00edndio\u201d demonstra o desconhecimento dos europeus com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura ind\u00edgena, pois se utilizaram de um mesmo termo para designar diferentes povos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) entende os \u00edndios como os povos e comunidades que possuem uma <em>liga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com as sociedades antepassadas<\/em><strong> <\/strong>que viveram no territ\u00f3rio brasileiro antes da chegada dos portugueses\u201d (Silva, 2020). \u201cEntre&nbsp; os&nbsp; povos&nbsp; ind\u00edgenas&nbsp; existem&nbsp; alguns&nbsp; crit\u00e9rios&nbsp; de&nbsp; autodefini\u00e7\u00e3o mais aceitos, embora n\u00e3o sejam \u00fanicos e nem excludentes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Continuidade hist\u00f3rica com sociedades pr\u00e9-coloniais: ou seja, a descend\u00eancia direta de povos que habitavam o Brasil antes de 1500.<\/li>\n\n\n\n<li>Sistemas sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos bem definidos: os povos ind\u00edgenas possuem formas de organiza\u00e7\u00e3o distintas das da sociedade nacional. Essas formas ind\u00edgenas n\u00e3o s\u00e3o padronizadas, mas marcadas pela diversidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Identificar-se como diferentes da sociedade nacional: a autoidentifica\u00e7\u00e3o, como vimos, \u00e9 um crit\u00e9rio importante para que um povo ou pessoa possa ser classificado como ind\u00edgena\u201d (Brasil, 2006. p. 27).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo Silva (2020), \u201cAt\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, a utiliza\u00e7\u00e3o dos termos \u2018\u00edndio\u2019 ou \u2018ind\u00edgena\u2019 era considerada por muitos povos ind\u00edgenas como uma ofensa, uma vez que lembrava todo o hist\u00f3rico de mortandade e escravid\u00e3o causadas pelos portugueses e porque tais termos eram associados a coisas negativas na mentalidade popular por conta da desinforma\u00e7\u00e3o e do preconceito. O surgimento do <em>movimento ind\u00edgena<\/em>, a partir dessa d\u00e9cada, fez com que esses termos passassem a ser vistos como <em>nomea\u00e7\u00f5es que geram identidade<\/em>, pois foram utilizados para construir alian\u00e7as entre os diferentes povos, no sentido de unir for\u00e7as para lutar pela garantia dos seus direitos no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Povos ind\u00edgenas no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo censo realizado no Brasil mostra que existem 897 mil ind\u00edgenas, distribu\u00eddos entre as 305 etnias existentes e por todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. Essas etnias s\u00e3o divididas pelos especialistas em quatro grandes grupos, estabelecidos com base no seu dialeto: Macro-J\u00ea, Tupi, Karib e Aruak. Ainda assim, existem determinadas etnias que possuem dialetos que n\u00e3o se encaixam nas caracter\u00edsticas de nenhum desses troncos. Dentre eles, podemos destacar dois troncos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Macro-J\u00ea:<\/em> Bor\u00f3ro, Guat\u00f3, J\u00ea, Karaj\u00e1, Kren\u00e1k, Maxakali, Ofay\u00e9, Rikbaktsa e Yat\u00ea.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Tupi:<\/em> Arik\u00e9m, Awet\u00ed, Jur\u00fana, Maw\u00e9, Mond\u00e9, Munduruk\u00fa, Purobor\u00e1, Ramar\u00e1ma, Tupar\u00ed e Tupi-Guarani.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As 10 principais tribos ind\u00edgenas no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA), \u201cas tribos que mais se destacam pelo n\u00famero de habitantes s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Guarani: origin\u00e1rios do tronco da fam\u00edlia lingu\u00edstica tupi-guarani, os guaranis somam cerca de 85 mil habitantes no pa\u00eds. Eles vivem em diversos estados do Brasil e est\u00e3o divididos em tr\u00eas grupos: kaiow\u00e1, mbya e \u00f1adevaesse.<\/li>\n\n\n\n<li>Ticuna: pertencente \u00e0 fam\u00edlia lingu\u00edstica ticuna, apresenta cerca de 50 mil habitantes que est\u00e3o na Amaz\u00f4nia, sobretudo \u00e0s margens do Rio Solim\u00f5es. Eles s\u00e3o considerados o maior grupo ind\u00edgena que vive na regi\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Caingangue: proveniente do tronco da fam\u00edlia lingu\u00edstica macro-j\u00ea, os caingangues re\u00fanem cerca de 45 mil pessoas. Est\u00e3o em quatro estados do Brasil: S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<\/li>\n\n\n\n<li>Macuxi: da fam\u00edlia lingu\u00edstica Karib, os macuxis encontram-se, em grande parte, no estado de Roraima. Cerca de 30 mil ind\u00edgenas vivem em aldeias e pequenas habita\u00e7\u00f5es isoladas pelo estado.<\/li>\n\n\n\n<li>Guajajara: oriundos do tronco da fam\u00edlia tupi-guarani, os 27 mil guajajaras existentes moram no estado do Maranh\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Terena: da fam\u00edlia lingu\u00edstica aruak, h\u00e1 cerca de 26 mil pessoas dessa etnia no territ\u00f3rio brasileiro. Encontram-se nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo.<\/li>\n\n\n\n<li>Yanomami: da fam\u00edlia lingu\u00edstica yanomami, esse grupo re\u00fane cerca de 26 mil pessoas nos estados do Amazonas e Roraima.<\/li>\n\n\n\n<li>Xavante: origin\u00e1rios do tronco da fam\u00edlia lingu\u00edstica macro-j\u00ea, os xavantes t\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o de 18 mil habitantes, que est\u00e3o concentrados em reservas ind\u00edgenas no estado do Mato Grosso.<\/li>\n\n\n\n<li>Potiguara: pertencem ao tronco da fam\u00edlia lingu\u00edstica tupi-guarani. Os potiguaras somam cerca de 18 mil pessoas nos estados da Para\u00edba, Cear\u00e1, Pernambuco e Rio Grande do Norte.<\/li>\n\n\n\n<li>Patax\u00f3: da fam\u00edlia lingu\u00edstica patax\u00f3, esse grupo re\u00fane cerca de 12 mil pessoas nos estados da Bahia e Minas Gerais\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O assunto \u00e9 t\u00e3o rico que deixamos para a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da <em>Folha Esp\u00edrita<\/em> a cultura dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BRASIL. <em>O \u00edndio brasileiro:<\/em> o que voc\u00ea precisa saber sobre os povos ind\u00edgenas no Brasil de hoje. Bras\u00edlia, DF: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Diversidade; LACED\/Museu Nacional, 2006. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000154565\">https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000154565<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">FELLET, Jo\u00e3o. \u201cDia do \u00cdndio\u201d: estudo revela 305 etnias e 274 l\u00ednguas entre povos ind\u00edgenas do Brasil. <em>BBC Brasil<\/em>, 3 jul. 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-36682290#:~:text=Segundo%20o%20instituto%2C%20h\u00e1%20cerca,falam%20ao%20menos%20274%20l%C3%ADnguas\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-36682290#:~:text=Segundo%20o%20instituto%2C%20h\u00e1%20cerca,falam%20ao%20menos%20274%20l%C3%ADnguas<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">PREFEITURA DE SANTOS.<em> Roteiro de estudos<\/em>. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.santos.sp.gov.br\/?q=file\/46365\/download&amp;token=FrFUyYVN#:~:text=Guarani%3A%20origin%C3%A1rios%20do%20tronco%20da,%3A%20kaiow%C3%A1%2C%20mbya%20e%20%C3%B1adevaesse\">https:\/\/www.santos.sp.gov.br\/?q=file\/46365\/download&amp;token=FrFUyYVN#:~:text=Guarani%3A%20origin%C3%A1rios%20do%20tronco%20da,%3A%20kaiow%C3%A1%2C%20mbya%20e%20%C3%B1adevaesse<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">QUADRO geral dos povos. [2023?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Quadro_Geral_dos_Povos\">https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Quadro_Geral_dos_Povos<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SANTOS, Emily. \u00cdndio ou ind\u00edgena? Entenda a diferen\u00e7a entre os dois termos. <em>G1<\/em>, 19 abr. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/2022\/04\/19\/indio-ou-indigena-entenda-a-diferenca-entre-os-dois-termos.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/2022\/04\/19\/indio-ou-indigena-entenda-a-diferenca-entre-os-dois-termos.ghtml<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SILVA, Daniel Neves. <em>Povos ind\u00edgenas do Brasil<\/em>. [2022?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/brasil\/o-indigena-no-brasil.htm\">https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/brasil\/o-indigena-no-brasil.htm<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SILVA, Daniel Neves. <em>\u00cdndios \u2013 os primeiros habitantes do Brasil<\/em>. [2020?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/escolakids.uol.com.br\/historia\/indios-os-primeiros-habitantes-do-brasil.htm\">https:\/\/escolakids.uol.com.br\/historia\/indios-os-primeiros-habitantes-do-brasil.htm<\/a>. Acesso em: 30 jan. 2023. SPOSITO, Fernando. <em>Nem cidad\u00e3os, nem brasileiros:<\/em> ind\u00edgenas na forma\u00e7\u00e3o do Estado nacional brasileiro e conflitos na Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo (1822-1845). S\u00e3o Paulo: Alameda Editorial, 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certamente, estudamos os povos ind\u00edgenas na escola, por\u00e9m, diante da atual realidade, com tantas not\u00edcias e informa\u00e7\u00f5es, h\u00e1 necessidade de retomarmos o assunto. 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