{"id":4683,"date":"2023-04-01T12:53:27","date_gmt":"2023-04-01T15:53:27","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4683"},"modified":"2026-01-23T20:17:10","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:10","slug":"violencia-espiritualidade-e-educacao-integral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2023\/04\/01\/violencia-espiritualidade-e-educacao-integral\/","title":{"rendered":"Violencia, espiritualidad y educaci\u00f3n integral"},"content":{"rendered":"\n<p>A escola pode e deve ser um lugar de seguran\u00e7a para toda a comunidade, mas \u00e9 preciso que haja uma interven\u00e7\u00e3o o quanto antes, como aponta a recente pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Unicamp. Nos \u00faltimos 21 anos, pelo menos 23 escolas sofreram ataques de alunos e ex-alunos. Desse total, sete aconteceram no segundo semestre do ano passado. Dois ocorreram neste ano, ou seja, nove dos 23 ataques registrados em duas d\u00e9cadas, 39% do total aconteceram nos \u00faltimos nove meses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia_x_escola.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4685\" width=\"632\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia_x_escola.jpg 555w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia_x_escola-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O saldo dessa triste realidade \u00e9 de 36 mortos: 24 s\u00e3o de estudantes, cinco de professoras, dois de funcion\u00e1rios e cinco de autores dos atentados. No \u00faltimo ataque, em 27 de mar\u00e7o, a professora Elisabeth Tenreiro foi morta a facadas por um aluno de 13 anos na Escola Thomazia Montoro, na Vila S\u00f4nia, Zona Oeste de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das respons\u00e1veis pela pesquisa feita na Unicamp, a professora Telma Vinha, que coordena um grupo sobre \u00c9tica, Diversidade e Democracia na escola p\u00fablica, enxerga na prolifera\u00e7\u00e3o dos ataques a escolas uma \u201csitua\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia grav\u00edssima, de alta complexidade\u201d. Em entrevista ao jornal <em>Estad\u00e3o<\/em>, declarou que os alunos e ex-alunos que atacam escolas exibem perfis machistas e mis\u00f3ginos, restringem seus relacionamentos e encontram acolhida em comunidades m\u00f3rbidas das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, nem os professores nem as pol\u00edcias sabem lidar com problemas de viol\u00eancia que combinam conflitos na escola e articula\u00e7\u00e3o nas redes sociais. \u201cSe os primeiros conflitos fossem resolvidos do jeito certo e n\u00e3o ignorados ou s\u00f3 punidos pela escola, isso poderia ser diferente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4684\" width=\"661\" height=\"415\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia.jpg 625w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/violencia-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de uma pol\u00edtica nacional de media\u00e7\u00e3o de conflitos, com forma\u00e7\u00e3o de professores para atuar com conversas, redes de ajuda de colegas da mesma idade e interven\u00e7\u00f5es individuais, \u00e9 preciso lidar com a \u201cradicaliza\u00e7\u00e3o da juventude\u201d. \u201cA raiva do menino \u00e9 exacerbada e funciona muito como c\u00e2mara de eco em plataformas da Internet. Se antes tinha que entrar em <em>deep web <\/em>para ter acesso, hoje \u00e9 muito mais f\u00e1cil, est\u00e1 no Twitter, WhatsApp, Tik Tok, Discord\u201d, diz ela, que explica que os adolescentes s\u00e3o estimulados a cultivar o \u00f3dio e ensinados sobre agir para praticar ataques. \u201cN\u00e3o adianta s\u00f3 dizer que o pai tem de acompanhar a Internet. Imagina que pai de escola p\u00fablica sabe o que \u00e9 Discord?\u201d, aponta a pesquisadora. \u201c\u00c9 at\u00e9 ingenuidade propor esse tipo de coisa diante da complexidade do que est\u00e1 acontecendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c\u00c9 preciso cultivar a religiosidade e a espiritualidade.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das coisas que voc\u00ea v\u00ea claramente \u00e9 o problema de flexibiliza\u00e7\u00e3o das armas, que favorece muito a letalidade do ataque. Em muitos dos casos que ocorreram no Brasil, usaram armas de parentes. Tem de haver mudan\u00e7a no sentido de n\u00e3o s\u00f3 a diminui\u00e7\u00e3o das armas, dos calibres, como responsabilizar o dono da arma. Outra coisa s\u00e3o as plataformas da Internet. Voc\u00ea fica chocado se entra em plataformas, como o Twitter. Os meninos colocam claramente o que v\u00e3o fazer. As pessoas v\u00e3o sendo cooptadas. Se voc\u00ea denuncia para a plataforma, ela n\u00e3o sabe o que fazer. Elas (as plataformas digitais) t\u00eam de ser responsabilizadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Papel dos dirigentes esp\u00edritas<\/h3>\n\n\n\n<p>O que n\u00f3s dirigentes e coordenadores de movimentos de inf\u00e2ncia e juventude temos reparado ao longo dos anos \u00e9 que a cada ano o n\u00famero de crian\u00e7as e jovens tem diminu\u00eddo sensivelmente nos grupos esp\u00edritas. \u00c9 fundamental que nos conscientizemos do problema, busquemos detectar as causas e iniciemos um movimento coordenado a fim de que a mensagem consoladora possa chegar at\u00e9 eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo atual n\u00e3o precisa de r\u00f3tulos religiosos, ou gestos meramente mec\u00e2nicos que lan\u00e7amos m\u00e3o durante a semana. \u00c9 preciso cultivar a religiosidade e a espiritualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o intelectual ou profissionalizante, a sa\u00fade f\u00edsica, a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e outras propostas pedag\u00f3gicas s\u00e3o de suma import\u00e2ncia, mas isso s\u00f3 n\u00e3o basta, \u00e9 preciso ir al\u00e9m, semear na terra f\u00e9rtil dos rec\u00e9m-reencarnados a bandeira da caridade, da solidariedade, da n\u00e3o viol\u00eancia, para que possam defrontar-se com os problemas b\u00e1sicos da vida em sociedade. Se for preciso, devemos convocar a fam\u00edlia como um todo, alertarmos pais e respons\u00e1veis para a import\u00e2ncia do cultivo dos ideais superiores da vida, da mentalidade crist\u00e3. O \u00f3dio, a falta de di\u00e1logo e a intoler\u00e2ncia, frutos da civiliza\u00e7\u00e3o materialista, n\u00e3o oferecem bases para a educa\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos em frente, o caminho \u00e9 longo, mas precisamos dar os primeiros passos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">INSTITUTO DE ESTUDOS AVAN\u00c7ADOS (IDEA). <em>Home<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.idea.unicamp.br\">http:\/\/www.idea.unicamp.br<\/a>. Acesso em: 31 mar. 2023. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">VINHA, Telma. Ataque em escola de SP: \u2018Vai acontecer de novo, s\u00f3 n\u00e3o se sabe onde\u2019, diz especialista. [Entrevista cedida a] Renata Cafardo. <em>Estad\u00e3o<\/em>, 27 mar. 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/educacao\/vai-acontecer-de-novo-so-nao-se-sabe-onde-diz-especialista-em-violencia-nas-escolas\/\">https:\/\/www.estadao.com.br\/educacao\/vai-acontecer-de-novo-so-nao-se-sabe-onde-diz-especialista-em-violencia-nas-escolas\/<\/a>. Acesso em: 31 mar. 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escola pode e deve ser um lugar de seguran\u00e7a para toda a comunidade, mas \u00e9 preciso que haja uma interven\u00e7\u00e3o o quanto antes, como aponta a recente pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Unicamp. Nos \u00faltimos 21 anos, pelo menos 23 escolas sofreram ataques de alunos e ex-alunos. 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