{"id":5408,"date":"2024-02-02T13:16:37","date_gmt":"2024-02-02T16:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=5408"},"modified":"2026-01-23T20:17:08","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:08","slug":"deixar-ir-nao-e-descaso-e-sim-sabedoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2024\/02\/02\/deixar-ir-nao-e-descaso-e-sim-sabedoria\/","title":{"rendered":"Dejar ir no es negligencia, sino sabidur\u00eda"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 dif\u00edcil quando, sem mais nem menos, algu\u00e9m muito pr\u00f3ximo, que partilhava conosco projetos e ideais, passa a ter um comportamento diferente. Tomado por outras demandas, come\u00e7a, pouco a pouco, a se distanciar. Ent\u00e3o, na \u00e2nsia de resgatar o velho companheirismo, buscamos, muitas vezes, sem sucesso, os mesmos sinais de concord\u00e2ncia e afinidade. Quando isso acontece, ficamos muito chateados e, dependendo do n\u00edvel da sintonia que t\u00ednhamos, sofremos enormemente com a inevit\u00e1vel separa\u00e7\u00e3o. Simplesmente n\u00e3o sabemos como lidar com tal situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/maos_deixando_partir.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5437\" width=\"831\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/maos_deixando_partir.jpg 708w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/maos_deixando_partir-300x206.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 831px) 100vw, 831px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Luiz nos fala sobre esse tema no livro <em>Estude e viva<\/em>, psicografado por Chico Xavier: \u201cNesses dias, em que o rosto dos entes amados se revela diferente, \u00e9 natural que apreens\u00f5es e perguntas imanifestas nos povoem o Esp\u00edrito. Abstenhamo-nos, por\u00e9m, tanto de feri-los, atrav\u00e9s do coment\u00e1rio desairoso, quanto de interpretar-lhes as diretrizes inesperadas \u00e0 conta de ingratid\u00e3o. \u00c9 prov\u00e1vel que as Leis Divinas estejam a cham\u00e1-los para a incumb\u00eancia de compromissos que, transitoriamente, n\u00e3o se afinam com os nossos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, por mais que fiquemos indignados, devemos ter consci\u00eancia de que n\u00e3o conhecemos a ess\u00eancia da Provid\u00eancia Divina. Somos seres individuais, cada qual com sua bagagem trazida de vidas passadas. Por essa raz\u00e3o, cada um de n\u00f3s arca com compromissos pr\u00f3prios que v\u00e3o exigir o afastamento tempor\u00e1rio de pessoas e de experi\u00eancias com as quais est\u00e1vamos vinculados, mas que por um motivo maior ficar\u00e3o adiados.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos alcance para compreender a extens\u00e3o das leis divinas. Assim, \u00e9 melhor agir como recomenda o mentor e nos calarmos antes de ferir a pessoa querida e, sobretudo, procurar n\u00e3o julgar sua op\u00e7\u00e3o, pois, como alerta-nos Andr\u00e9 Luiz:\u201c[&#8230;] o passado \u00e9 um meirinho (juiz) infal\u00edvel convocando-nos \u00e0 retifica\u00e7\u00e3o das tarefas que deixamos imperfeitamente cumpridas para tr\u00e1s, no campo de outras exist\u00eancias [&#8230;]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, se de fato amamos a pessoa compelida a buscar outros rumos diferentes dos nossos, n\u00e3o devemos maldiz\u00ea-la ou desejar que se frustre na sua nova empreitada. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 nosso dever nos esfor\u00e7armos para transmitir tranquilidade a ela, fazendo-a confiar em n\u00f3s a despeito do tempo e da dist\u00e2ncia. Tamb\u00e9m devemos desejar sinceramente que ela tenha sucesso nos seus novos encargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente, isso n\u00e3o seja simples, porque o nosso primeiro impulso \u00e9 dizer: \u201cTomara que se arrependa, que n\u00e3o d\u00ea nada certo&#8230; a\u00ed, sim, ela vai valorizar a nossa amizade, o meu apre\u00e7o&#8230;\u201d. No entanto, se o nosso prop\u00f3sito \u00e9 nos melhorarmos espiritualmente, devemos desejar ao outro o que gostar\u00edamos que o outro nos desejasse, se estiv\u00e9ssemos no seu lugar. \u00c9 s\u00f3 lembrarmo-nos de quando \u00e9ramos adolescentes e t\u00ednhamos aquele ou aquela amigo(a) do peito. Faz\u00edamos tudo juntos, estud\u00e1vamos, passe\u00e1vamos e particip\u00e1vamos, muitas vezes, da intimidade familiar de um e de outro. De repente, na mudan\u00e7a de ciclo na educa\u00e7\u00e3o, quando cada qual foi para universidades diferentes, por exemplo, diversificando-se assim, o foco de cada um, a separa\u00e7\u00e3o foi inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, a amizade resiste ao tempo, mas n\u00e3o com aquele grau de comprometimento de antes, pois cada um assumiu novos compromissos no amadurecimento das experi\u00eancias pessoais. Por fim, guardemos o que nos aconselha o nobre autor: \u201c[&#8230;] \u00e0 vista disso, pois, toda vez que cora\u00e7\u00f5es queridos n\u00e3o mais nos comunguem sintonia e conviv\u00eancia, se alguma sugest\u00e3o menos feliz nos visita a cabe\u00e7a, entremos, de imediato, em ora\u00e7\u00e3o, no \u00edntimo da alma, rogando ao Senhor nos ilumine o entendimento, a fim de que n\u00e3o falhemos para com eles, no aux\u00edlio da fraternidade e no apoio de ben\u00e7\u00e3o [&#8230;]\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil quando, sem mais nem menos, algu\u00e9m muito pr\u00f3ximo, que partilhava conosco projetos e ideais, passa a ter um comportamento diferente. Tomado por outras demandas, come\u00e7a, pouco a pouco, a se distanciar. Ent\u00e3o, na \u00e2nsia de resgatar o velho companheirismo, buscamos, muitas vezes, sem sucesso, os mesmos sinais de concord\u00e2ncia e afinidade. 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