{"id":8030,"date":"2025-04-08T11:49:01","date_gmt":"2025-04-08T14:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=8030"},"modified":"2026-01-23T20:17:03","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:03","slug":"a-tragedia-do-morador-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2025\/04\/08\/a-tragedia-do-morador-de-rua\/","title":{"rendered":"La tragedia del vagabundo"},"content":{"rendered":"<p>\u201c<em>Vinde a mim, todos v\u00f3s que estais aflitos e que estais sobrecarregados, e eu vos aliviareis<\/em>\u201d (Mateus 11:28-30).<\/p>\n\n\n\n<p>Um Esp\u00edrito bastante sofrido compareceu \u00e0 sess\u00e3o medi\u00fanica destinada a socorrer criaturas desencarnadas em processos de profundos sofrimentos. Acolhido com fraternidade, respeito e educa\u00e7\u00e3o \u2013 normas da institui\u00e7\u00e3o que abrigava semanalmente aquele trabalho de amor \u2013, se encorajou a pedir ajuda ao irm\u00e3o que dialogava com ele:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"765\" height=\"469\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/maos_sujas_de_pobre_mendigo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8057\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/maos_sujas_de_pobre_mendigo.jpg 765w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/maos_sujas_de_pobre_mendigo-300x184.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/maos_sujas_de_pobre_mendigo-600x368.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2013 Estou precisando de socorro, n\u00e3o aguento mais andar, veja como est\u00e3o meus p\u00e9s, minhas pernas&#8230; n\u00e3o consigo mais pisar no ch\u00e3o&#8230; tudo d\u00f3i muito, estou cansado, h\u00e1 muitos anos estou nessa vida. Pelo amor de Deus, me socorre&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Sim, meu irm\u00e3o, para isso estamos aqui, em nome de Deus&#8230; Seja bem-vindo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Andei muito pelo mundo. De cidade em cidade, dormindo embaixo de marquises, toldos, casas abandonas, em cima de papel\u00e3o, passando fome e, \u00e0s vezes, at\u00e9 agredido por pessoas que me expulsavam de onde eu me abrigava.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Estamos compreendendo suas afli\u00e7\u00f5es, meu irm\u00e3o, e nesta casa que o abriga agora voc\u00ea n\u00e3o ser\u00e1 maltratado, muito pelo contr\u00e1rio, como dissemos, voc\u00ea \u00e9 bem-vindo. Mas, meu irm\u00e3o, diante do relato que faz, queremos saber por que viveu dessa forma? Por qual motivo chegou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o em que est\u00e1, em que vislumbramos imenso sofrimento ao mesmo tempo em que percebemos certo equil\u00edbrio em seu racioc\u00ednio?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Sabe, meu amigo, eu era um jovem trabalhador e vivia com certa tranquilidade. Encontrei uma jovem na minha comunidade e nos apaixonamos. Formamos um casal, como tantos outros, repletos de sonhos e planos. Nos casamos e tudo ia muito bem, pois minha companheira engravidou e descobrimos que ter\u00edamos duas meninas. A gravidez seguia seu curso, e n\u00f3s dois e a fam\u00edlia cont\u00e1vamos os dias que nos separava da chegada das g\u00eameas, quando a minha esposa sofreu um mal s\u00fabito, que n\u00e3o deu tempo de socorr\u00ea-la, tendo morte imediata. Com ela morreram tamb\u00e9m as duas crian\u00e7as que viriam enfeitar o nosso lar. Diante dessa trag\u00e9dia, meu irm\u00e3o, eu sucumbi. Vendi tudo que tinha, sa\u00ed pelo mundo, mesmo diante da insist\u00eancia de familiares que me aconselhavam a n\u00e3o fazer isso. Mas n\u00e3o suportei tal rev\u00e9s e fui embora, sa\u00ed sem dire\u00e7\u00e3o, consumindo os recursos financeiros que tinha arrecadado at\u00e9 que acabaram. Da\u00ed para frente, me tornei uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua sem nunca ter coragem, vontade e for\u00e7as para a supera\u00e7\u00e3o do que acabo de narrar. Agora, n\u00e3o aguento mais, pe\u00e7o socorro&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Meu irm\u00e3o \u2013 disse o dialogador \u2013, nos sensibilizamos muito com a sua dolorosa hist\u00f3ria, mas procure observar que voc\u00ea est\u00e1 deitado em um leito hospitalar, pois se encontra num pronto-socorro espiritual. Veja que seus p\u00e9s, suas pernas e suas m\u00e3os n\u00e3o est\u00e3o mais feridas e n\u00e3o tem mais dores pelo carpo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Mas&#8230; o que aconteceu, onde estou, tudo mudou repentinamente, n\u00e3o estou entendendo nada&#8230; me explique, por favor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Quem vai explicar tudo, meu irm\u00e3o, \u00e9 esse casal que se aproxima de voc\u00ea&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 M\u00e3e, pai, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, eu os deixei h\u00e1 muitos anos, como est\u00e3o aqui?<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse instante, os pais abra\u00e7aram aquele filho que se perdeu pelos caminhos tortuosos da vida, depois de ver partir sua esposa e suas futuras filhinhas. Contaram a ele que j\u00e1 havia terminado seus dias na Terra e que estava agora no mundo espiritual. A partir daquele instante, passaram a cuidar do filho amado, objetivando ajud\u00e1-lo no soerguimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando encontramos criaturas deambulando pelas ruas, maltrapilhas, indiferentes, sofridas, quase sempre fazemos a ideia de que s\u00e3o pessoas desocupadas, vadias e perigosas. Umas at\u00e9 s\u00e3o muito problem\u00e1ticas, mas atr\u00e1s de algumas delas talvez se encontrem certas situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas que n\u00e3o puderam ou conseguiram superar e, no desequil\u00edbrio, fizeram a op\u00e7\u00e3o por uma vida de indiferen\u00e7a e abandono de si mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Reflexionemos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVinde a mim, todos v\u00f3s que estais aflitos e que estais sobrecarregados, e eu vos aliviareis\u201d (Mateus 11:28-30). Um Esp\u00edrito bastante sofrido compareceu \u00e0 sess\u00e3o medi\u00fanica destinada a socorrer criaturas desencarnadas em processos de profundos sofrimentos. Acolhido com fraternidade, respeito e educa\u00e7\u00e3o \u2013 normas da institui\u00e7\u00e3o que abrigava semanalmente aquele trabalho de amor \u2013, se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8059,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"edicoes":[637],"class_list":["post-8030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","edicoes-637"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8030"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8060,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8030\/revisions\/8060"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8030"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=8030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}