{"id":8753,"date":"2025-10-30T10:54:54","date_gmt":"2025-10-30T13:54:54","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=8753"},"modified":"2026-01-23T20:17:00","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:00","slug":"ninguem-e-culpado-pela-nossa-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2025\/10\/30\/ninguem-e-culpado-pela-nossa-dor\/","title":{"rendered":"Nadie tiene la culpa de nuestro dolor"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cSegundo o modo de ver terreno, a m\u00e1xima: Buscai e achareis, \u00e9 semelhante a esta outra: Ajuda-te e o c\u00e9u de ajudar\u00e1&#8221; (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, item 2)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na Terra, via de regra, o homem lamenta os ferimentos que o atormentam e se equivoca ao atribuir suas dores \u00e0 culpa alheia. Dentro da justi\u00e7a divina, ningu\u00e9m paga o que n\u00e3o deve. Se temos motivos para sofrer, se h\u00e1 raz\u00f5es \u00edntimas que nos fazem verter l\u00e1grimas, isso, obviamente, n\u00e3o tem origem na conduta daqueles que seguem conosco pelas estradas da vida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"749\" height=\"499\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Homem_infeliz_e_deprimido.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8811\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Homem_infeliz_e_deprimido.jpg 749w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Homem_infeliz_e_deprimido-300x200.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Homem_infeliz_e_deprimido-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 749px) 100vw, 749px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sendo herdeiros de n\u00f3s mesmos, experimentamos hoje o reflexo do que fizemos e fomos ao longo do tempo, por meio das sucessivas reencarna\u00e7\u00f5es. Dizer o contr\u00e1rio seria imputar ao pr\u00f3ximo uma culpa indevida, ao mesmo tempo em que estar\u00edamos afirmando que Deus \u00e9 injusto, pois Suas leis possibilitariam um padecimento que n\u00e3o nos \u00e9 devido. N\u00e3o, as leis naturais s\u00e3o sumamente justas e plenas de amor. N\u00f3s \u00e9 que ainda n\u00e3o aprendemos a conhecer os mecanismos do C\u00f3digo Divino, cheio de l\u00f3gica e raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em vez de prosseguirmos na lamenta\u00e7\u00e3o, procuremos usar a mesma for\u00e7a para reconhecer o acerto da vida em nos proporcionar as mais variadas oportunidades de aprimoramento interior, pela supera\u00e7\u00e3o dos nossos limites. Acomodar no pensamento a ideia de que sofremos muito e de que a nossa felicidade depende da a\u00e7\u00e3o daqueles que vivem conosco \u00e9, incontestavelmente, um grande erro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sofremos apenas o que merecemos e seremos felizes na medida do nosso entendimento das Leis de Deus, que afirmam a cada instante ser imprescind\u00edvel fazer aos outros aquilo que desejamos para n\u00f3s mesmos. Na express\u00e3o \u201cajuda-te e o c\u00e9u te ajudar\u00e1\u201d est\u00e1 o manual norteador dos nossos passos, pois ela nos revela a necessidade de movimentarmos as pr\u00f3prias for\u00e7as na solu\u00e7\u00e3o dos problemas que nos afligem.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, n\u00e3o precisamos dos outros para conquistar a felicidade \u2013 mesmo que de forma relativa \u2013, mas, sim, da paz de consci\u00eancia que nos assegure estarmos vivendo dentro dos preceitos apontados pelo Evangelho de Jesus, especialmente no \u201camai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante nossas dificuldades e ang\u00fastias, evitemos procurar culpados, no intento de transferir ao pr\u00f3ximo os desequil\u00edbrios que residem em nosso \u00edntimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em realidade, apresentamo-nos hoje, nesta encarna\u00e7\u00e3o, trazendo conosco o aprendizado e a evolu\u00e7\u00e3o espiritual adquiridos ao longo dos s\u00e9culos. Se ainda n\u00e3o somos melhores e n\u00e3o conseguimos viver em harmonia, \u00e9 porque n\u00e3o logramos adotar uma conduta mais afinizada com as s\u00e1bias li\u00e7\u00f5es do Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiamos, pois, com firmeza e determina\u00e7\u00e3o, buscando a paz e a felicidade, e as acharemos. Ajudemo-nos com coragem, e o \u201cc\u00e9u\u201d, representado pelos Esp\u00edritos Benfeitores, nos amparar\u00e1 nessa empreitada.<\/p>\n\n\n\n<p>Confiemos!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Referencia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a>KARDEC, Allan. <strong>O Livro dos Esp\u00edritos.<\/strong> Traducci\u00f3n de Guillon Ribeiro. 93. ed. Bras\u00edlia, DF: FEB, <\/a>2019. Disponible en: <a href=\"https:\/\/www.febnet.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/WEB-Livro-dos-Esp%C3%ADritos-Guillon-1.pdf\">https:\/\/www.febnet.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/WEB-Livro-dos-Esp%C3%ADritos-Guillon-1.pdf<\/a>. Acesso em: 29 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSegundo o modo de ver terreno, a m\u00e1xima: Buscai e achareis, \u00e9 semelhante a esta outra: Ajuda-te e o c\u00e9u de ajudar\u00e1&#8221; (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, item 2) Na Terra, via de regra, o homem lamenta os ferimentos que o atormentam e se equivoca ao atribuir suas dores \u00e0 culpa alheia. 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