{"id":8982,"date":"2026-01-05T09:35:09","date_gmt":"2026-01-05T12:35:09","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=8982"},"modified":"2026-01-23T22:03:21","modified_gmt":"2026-01-24T01:03:21","slug":"as-tecnologias-humanas-do-amor-e-perdao-em-tempos-de-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/es\/2026\/01\/05\/as-tecnologias-humanas-do-amor-e-perdao-em-tempos-de-ia\/","title":{"rendered":"Tecnolog\u00edas humanas del amor y el perd\u00f3n en tiempos de IA"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><em>As tecnologias humanas do amor e perd\u00e3o em tempos de IA<\/em><\/h1>\n\n\n\n<p>Atualmente, muitos acreditam que a Intelig\u00eancia Artificial (IA) substituir\u00e1 a intelig\u00eancia humana, o que, por\u00e9m, exp\u00f5e uma vis\u00e3o materialista (Miguens, 2019), visto que est\u00e1 apoiada na ideia de <em>consci\u00eancia<\/em> como consequ\u00eancia da \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d e do crescimento das estruturas cerebrais (Satinover, 2008).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"830\" height=\"466\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/rosto_feminino_mescrado_com_tecnologia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9007\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/rosto_feminino_mescrado_com_tecnologia.jpg 830w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/rosto_feminino_mescrado_com_tecnologia-300x168.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/rosto_feminino_mescrado_com_tecnologia-768x431.jpg 768w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/rosto_feminino_mescrado_com_tecnologia-18x10.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 830px) 100vw, 830px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia puramente f\u00edsica, contudo, n\u00e3o resolve quest\u00f5es como a da \u201cconsci\u00eancia, emo\u00e7\u00e3o e vontade\u201d, pois, conforme questiona Miguens (2019), como seria \u201cposs\u00edvel que os meus pensamentos e os neur\u00f3nios no meu c\u00e9rebro fa\u00e7am parte do mesmo mundo? A despeito da dificuldade de compreens\u00e3o de conceitos abstratos na Antiguidade, como a alma e a vida em outras dimens\u00f5es, Jesus j\u00e1 ensinava: \u201cH\u00e1 muitas moradas na casa de meu Pai\u201d (S\u00e3o Jo\u00e3o, 14:2).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o <em>mundo virtual<\/em> nada tem de <em>futuro<\/em> ou <em>potencial<\/em>, pois expressa v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es reais (L\u00e9vy, 2015), o que, ent\u00e3o, remete a uma dimens\u00e3o mais <em>mental<\/em> que <em>f\u00edsica<\/em>. Ada Lovelace (1815-1842) contribuiu decisivamente para a ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e para a filosofia da mente, mediante a jun\u00e7\u00e3o de seu not\u00e1vel talento matem\u00e1tico com uma vis\u00e3o hol\u00edstica e, mesmo, metaps\u00edquica<a href=\"\/#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> do mundo, o que a levou a concluir quanto \u00e0 \u201cnatureza \u00fanica do ato mental\u201d (Neumann, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>A compreens\u00e3o metaps\u00edquica da mente era compartilhada por outros expoentes da \u00e9poca vitoriana, como Crookes, Lodge e Thomson, que participavam abertamente da pesquisa cient\u00edfica e de sess\u00f5es esp\u00edritas, vis\u00e3o facilitada por inven\u00e7\u00f5es como o r\u00e1dio de Marconi, que tra\u00e7ava uma nova fronteira entre a \u201cdimens\u00e3o do real\u201d e a do \u201cinvis\u00edvel aos olhos\u201d pelas \u201cvozes e sons do vazio\u201d (Gleiser, 2014, p. 261).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Turing (1912-1954), a intelig\u00eancia n\u00e3o exige uma \u201cespecial mat\u00e9ria\u201d ou \u201cuma alma\u201d, uma vez que est\u00e1 baseada num processo de \u201cpura forma (sintaxe), sem [&#8230;] significado\u201d (Miguens, 2019, p. 109; 111), embora junto com G\u00f6del reconhe\u00e7a que \u201ca matem\u00e1tica enquanto estrutura formal <em>n\u00e3o<\/em> \u00e9 completa\u201d, ent\u00e3o, \u201ca mecaniza\u00e7\u00e3o do pensamento humano a partir de uma sequ\u00eancia fixa de regras l\u00f3gicas \u00e9 mera fantasia\u201d (Gleiser, 2014, p. 302-303).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gleiser (2014, p. 259-262), a F\u00edsica Qu\u00e2ntica retoma o debate \u201centre o material e o espiritual\u201d, da\u00ed indagar \u201cSe nossa percep\u00e7\u00e3o limitada deixa de captar tanto do que existe, porque n\u00e3o supor a exist\u00eancia de muito mais? Por que n\u00e3o supor a exist\u00eancia de uma alma que [&#8230;] sobrevive \u00e0 desintegra\u00e7\u00e3o material do corpo?\u201d Gleiser (2020, p. 19-20) vai mais al\u00e9m quando argumenta que o ate\u00edsmo radical se choca com \u201ca ci\u00eancia\u201d, pois essa \u201cs\u00f3 pode negar [&#8230;] a exist\u00eancia de algo ap\u00f3s observa\u00e7\u00f5es [&#8230;] conclusivas. E observa\u00e7\u00f5es <em>absolutamente<\/em> conclusivas n\u00e3o existem\u201d. Percep\u00e7\u00e3o que, ali\u00e1s, remete \u00e0 \u201calian\u00e7a da ci\u00eancia e da religi\u00e3o\u201d citada por Kardec (2021, cap. I, item 8).<\/p>\n\n\n\n<p>Sofia Miguens (2019, p. 112) critica o \u201cmaterialismo simplista\u201d do funcionalismo que equipara \u201cestados cerebrais\u201d a \u201cestados funcionais\u201d, a partir da ideia, <em>a priori<\/em> atrativa, de que \u201cA mente est\u00e1 para o c\u00e9rebro como o software para o hardware\u201d, o que, por\u00e9m, reduziria aquela primeira a uma <em>forma <\/em>\u201cl\u00f3gico-lingu\u00edstica\u201d igual a qualquer outro sistema cognitivo apto a se autogerir, como a IA por <em>machine learning<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O cognitivismo, todavia, recebe forte contraponto do \u201cquarto chin\u00eas\u201d, experi\u00eancia na qual algu\u00e9m que n\u00e3o fala chin\u00eas, por meio de instru\u00e7\u00f5es em sua l\u00edngua, envia s\u00edmbolos chineses (\u201crespostas\u201d) para o exterior uma pequena janela, enquanto os demais participantes externos ignoram tais fatos e enviam \u201cperguntas\u201d, o que ultrapassa o teste de Turing, pois confere \u00e0s \u201crespostas\u201d uma \u201cintencionalidade atribu\u00edda\u201d diferente da \u201cintencionalidade intr\u00ednseca\u201d (Miguens, 2019, p. 113-114). Segundo Sofia Miguens (2019, p. 113-114), isso evidencia que os \u201cprogramas\u201d s\u00e3o \u201csint\u00e1ticos\u201d (forma) insuficiente \u201cpara haver mente\u201d, pois as \u201cmentes t\u00eam sem\u00e2ntica\u201d (significado), da\u00ed porque a IA Forte (<em>deep learning<\/em>) \u201c\u00e9 uma pretens\u00e3o injustificada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201ccontrole da mente sobre o c\u00e9rebro\u201d ou o \u201cdom\u00ednio da mente sobre a mat\u00e9ria\u201d \u2013 como atestam efeitos placebo e psi, bem como as Experi\u00eancia de Quase-Morte (EQM) \u2013, \u00e9 consequ\u00eancia do \u201csenso de prop\u00f3sito e de significado\u201d que, aliados \u00e0 \u201cvontade, consci\u00eancia e [\u00e0s] emo\u00e7\u00f5es\u201d, \u201crealizam mudan\u00e7as\u201d, como evidenciam registros cerebrais que deixam clara a complexidade, tanto das \u201cexperi\u00eancias espirituais\u201d, quanto das \u201crela\u00e7\u00f5es humanas\u201d (Beauregard; O\u2019Leary, 2025, p. 15).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal tema, portanto, deve merecer maior aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 da filosofia da mente, mas tamb\u00e9m da neuroci\u00eancia, tal como aponta Marlene Nobre (2007, p. 52) quando preconiza um maior desenvolvimento da \u201cneurofisiologia da mediunidade\u201d, para verificar como se d\u00e1 o interc\u00e2mbio entre o mundo espiritual e o c\u00e9rebro e o corpo f\u00edsico.Marlene Nobre (2007, p. 77) diferencia \u201cconcentra\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cfixa\u00e7\u00e3o\u201d mental. A primeira caracteriza uma <em>vontade tempor\u00e1ria<\/em> e, mesmo, racional, enquanto a segunda, \u201ca ader\u00eancia do pensamento a um objeto (ser ou coisa), impedindo-lhe o fluxo normal e cristalizando-o de maneira que se lhe obsta qualquer modifica\u00e7\u00e3o.A partir disso, acrescenta que: \u201c\u00f3dio e revolta, perversidade e delinqu\u00eancia, fanatismo e vingan\u00e7a, podem gerar estagna\u00e7\u00e3o no tempo, conforme o grau de concentra\u00e7\u00e3o do pensamento nesses campos de desarmonia (Nobre, 2007, p. 77).<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel reconhecer que o perd\u00e3o e auto perd\u00e3o t\u00eam uma din\u00e2mica pr\u00f3pria, iniciada pela ocorr\u00eancia negativa e encerrada ap\u00f3s sua total ressignifica\u00e7\u00e3o emocional, quando afastada a fixa\u00e7\u00e3o mental sobre o assunto. Kardec (2021, cap. IX, itens 8-10) frisa que o perd\u00e3o, embora iniciado pelo \u201cconsentimento da raz\u00e3o\u201d, para se efetivar, precisa do \u201cconsentimento do cora\u00e7\u00e3o\u201d, que n\u00e3o se satisfaz com apar\u00eancias ou segundas inten\u00e7\u00f5es como a de impor \u201cao outro condi\u00e7\u00f5es humilhantes\u201d. S\u00f3 assim se substitui a \u201ccorrente flu\u00eddica penosa\u201d pelo \u201cpensamento benevolente\u201d, cientes de que a c\u00f3lera ou a raiva n\u00e3o prov\u00eam do corpo, mas da mente (alma), podendo causar adoecimento f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Moreira (2023, p. 25-26; 156-167), o perd\u00e3o evidencia o ser humano \u201cbiopsicossocial\u201d e suas express\u00f5es de (in)felicidade. Mostra tamb\u00e9m a decis\u00e3o \u201cde n\u00e3o sofrer mais\u201d, capaz de afastar a fixa\u00e7\u00e3o mental, seguida de atitudes concretas e de um processo de aceita\u00e7\u00e3o ou resigna\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o necessariamente esquecimento, mas movimento inverso \u00e0 raiva, que, ao ser \u201cNegada, d\u00e1 origem a m\u00e1goas; exacerbada, vira agressividade. Na raiz de toda m\u00e1goa h\u00e1 raiva, reprimida ou reconhecida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-3b95b4d5013a7a7dd96cb4a8569efa15\" style=\"font-size:24px\">Diferentemente dos atos e pensamentos col\u00e9ricos, o amor e o perd\u00e3o operam transforma\u00e7\u00f5es qualitativas e hol\u00edsticas na sa\u00fade, como na ressignifica\u00e7\u00e3o buscada em psicoterapia e em pr\u00e1ticas que cultivam \u201ca paz e a serenidade\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Diversas pesquisas demonstram benef\u00edcios como melhora da press\u00e3o arterial, controle glic\u00eamico, fortalecimento da imunidade, entre outros (Santos, 2021, p. 371-372).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o autocontrole da mente (alma\/Esp\u00edrito) sobre a mat\u00e9ria \u2013 e como guia das rela\u00e7\u00f5es humanas segundo o amor sublimado \u2013 encontra em Jesus e Gandhi sua express\u00e3o m\u00e1xima. \u00c9 o que permite a busca pelo sentido da vida, pela evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria consci\u00eancia e pela supera\u00e7\u00e3o das rea\u00e7\u00f5es instintivas e de erros milenares. Como nos inspira esta frase, atribu\u00edda a Chico Xavier: \u201cEmbora ningu\u00e9m possa voltar atr\u00e1s e fazer um novo come\u00e7o, qualquer um pode come\u00e7ar agora e fazer um novo fim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Que o amor e o perd\u00e3o, aceitos entre todos os povos, sejam o lema e o estandarte do nosso planeta azul, mais feliz e regenerado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Hugo Barroso Uelze<\/strong> \u00e9 advogado e volunt\u00e1rio do Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BEAUREGARD, Mario; O\u2019LEARY, Denyse. <strong>O c\u00e9rebro espiritual:<\/strong> uma explica\u00e7\u00e3o neurocient\u00edfica para a exist\u00eancia da alma. Tradu\u00e7\u00e3o de Alda Porto. 5. ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">GLEISER, Marcelo. <strong>A ilha do conhecimento:<\/strong> os limites da ci\u00eancia e a busca por sentido. Rio de Janeiro: Record, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">GLEISER, Marcelo. <strong>O caldeir\u00e3o azul:<\/strong> o Universo, o homem e seu Esp\u00edrito. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">KARDEC, Allan. <strong>O Evangelho segundo o Espiritismo. <\/strong>366. ed. Araras, SP: IDE, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">L\u00c9VY, Pierre. <strong>O que \u00e9 virtual? <\/strong>2. ed. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">MIGUENS, Sofia. Alan Turing e a filosofia da mente. <em>In:<\/em> ESP\u00cdRITO SANTO, Jos\u00e9 Carlos (ed.). <strong>Alan Turing:<\/strong> cientista universal. Braga, Portugal: UMinho, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebooks.uminho.pt\/index.php\/uminho\/catalog\/view\/5\/8\/187\">https:\/\/ebooks.uminho.pt\/index.php\/uminho\/catalog\/view\/5\/8\/187<\/a>. Acesso em: 21 dez. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">MOREIRA, Andrei. <strong>Cura e autocura:<\/strong> uma vis\u00e3o m\u00e9dico-esp\u00edrita. Catanduva, MG: AME-MG, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">NEUMANN, Patricia. O pensamento de m\u00e1quinas em Ada Lovelace. <strong>Simbi\u00f3tica. Revista Eletr\u00f4nica<\/strong>, v. 10, n. 1, p. 106-125, 2023. Doi: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.47456\/simbitica.v10i1.38046\">https:\/\/doi.org\/10.47456\/simbitica.v10i1.38046<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">NOBRE, Marlene. <strong>O dom da mediunidade. <\/strong>S\u00e3o Paulo: FE Editora, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SANTOS, Jos\u00e9 Ricardo <em>In: <\/em>AGUIAR, Paulo Rog\u00e9rio Dalla Colletta de; DURGANTE, Carlos Eduardo Accioly (org.). <strong>Psiquiatria iluminada:<\/strong>as contribui\u00e7\u00f5es de Andr\u00e9 Luiz pela psicografia de Chico Xavier. S\u00e3o Paulo: AME-Brasil Editora, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SATINOVER, Jeffrey.<strong>O c\u00e9rebro qu\u00e2ntico:<\/strong> as novas descobertas da neuroci\u00eancia e a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de seres humanos. Tradu\u00e7\u00e3o de Willian Lagos. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Aleph, 2008.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"\/#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Nesse sentido, parece \u00fatil transcrever o seguinte trecho: \u201cPrimeiramente: devido a algumas particularidades em meu sistema nervoso, eu tenho percep\u00e7\u00f5es de algumas coisas que outras pessoas n\u00e3o t\u00eam; ou pelo menos muito poucas, se \u00e9 que h\u00e1 alguma. Esta faculdade pode ser designada em mim como um tato singular ou algu\u00e9m poderia chamar de uma intui\u00e7\u00e3o perceptiva das coisas que est\u00e3o ocultas; isto \u00e9, coisas escondidas dos olhos, ouvidos e sentidos ordin\u00e1rios. Esta qualidade sozinha me daria pouca vantagem na linha de descobertas, mas h\u00e1 uma segunda: minhas intensas faculdades racionais\u201d (<em>Apud<\/em> Neumann, 2023, p. 111).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tecnologias humanas do amor e perd\u00e3o em tempos de IA Atualmente, muitos acreditam que a Intelig\u00eancia Artificial (IA) substituir\u00e1 a intelig\u00eancia humana, o que, por\u00e9m, exp\u00f5e uma vis\u00e3o materialista (Miguens, 2019), visto que est\u00e1 apoiada na ideia de consci\u00eancia como consequ\u00eancia da \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d e do crescimento das estruturas cerebrais (Satinover, 2008). 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