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A objetividade das lições de Jesus

W.A.Cuin

“Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Vede Jesus (Questão n. 625, Le livre des esprits, Allan Kardec).

O mestre ideal e objetivo é aquele que, utilizando métodos e técnicas claras e convincentes, consegue fazer as lições que apresenta serem entendidas por todos os discípulos. Assim, Jesus Cristo, com sua notável sabedoria, sendo exímio pedagogo e com didática sob medida, na época em que esteve no mundo, colocou o seu Evangelho recheado de inquestionáveis e preciosos ensinamentos ao alcance de quem desejasse compreendê-los.

A lição do desprendimento está em “olhai as aves do céu; não semeiam nem ceifam, mas nosso pai celestial as alimenta”. Sendo seres humanos a caminho da perfeição, não somos tratados de forma diferente. Oportunidades múltiplas estão sempre à nossa disposição. A lição da perseverança está em “aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é digno do reino de Deus”. Ninguém consegue conquistas honestas sem grandes quotas de empenho e sacrifícios.

A lição da autoanálise está em “aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra”. Precisamos aprender a respeitar as pessoas como elas são para que elas também possam nos compreender como somos.

A lição da humildade está em “quando fordes convidados para um banquete senta no último lugar”. O orgulho e o egoísmo têm nos causado grandes danos e nos proporcionado lágrimas abundantes e dores sem conta.

A lição da caridade está em “aquele que quer ser o maior que seja o último e o servidor de todos”. No contexto da Providência Divina, o maior é sempre quem mais contribui para a paz e a felicidade alheias.

A lição do acolhimento está em “vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. Jesus promete alívio, mas não diz que vai fazer o trabalho que nos compete realizar para a prosperidade social.

A lição da delicadeza está em “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. A afabilidade e a doçura, sem dúvida, aniquilam o ódio, a mágoa e os ressentimentos.

A lição da paz está em “reconcilia-te com o teu inimigo enquanto estás a caminho com ele”. Perdoar é muito mais que um simples gesto, na verdade, é um inigualável roteiro de vida segura e serena.

A lição do trabalho está em “saiu o semeador a semear sua semente”. Toda ocupação útil é um trabalho, e jamais a criatura humana poderá dispensar o labor.

A lição da reencarnação e da necessidade de muitas experiências está em “para entrar no reino do céu é necessário nascer de novo”. Para chegarmos à perfeição a que estamos destinados, serão necessárias inúmeras existências vividas na Terra e em outros mundos espalhados pelo Universo, “nas muitas moradas da casa do Pai”.

A lição da nobreza está em “o filho do homem veio para servir, e não para ser servido”. Quando adquirirmos a convicção de que é muito melhor dar que receber, nascerá em nós a real alegria de viver.

A lição da firmeza, da ética e do zelo pelo que é correto e digno está em “seja o vosso falar sim, sim e não, não”. Somos todos filhos do mesmo Deus, assim, dentro da irmandade universal, não tem qualquer sentido e não obteremos qualquer benefício vivendo distante do Evangelho do Cristo.

A lição da justiça está em “tratai a todos como gostarias de ser tratado”. Somente conseguiremos a verdadeira felicidade se a plantarmos nos corações que nos cercam.

A lição da resistência e da redenção dos nossos erros e equívocos está em “vai e não peques mais”. Quando pedimos muitas desculpas é sinal de que estamos errando demais.

A lição da fé e da coragem está em “Lázaro, levanta-te e anda”. Jesus não levantou Lázaro, sentenciou que ele levantasse por si, que acreditasse em suas forças e que tomasse a iniciativa da caminhada.

Não temos como alegar ignorância, o Evangelho de Jesus, ao alcance de todos, caracteriza-se como o maior e mais moderno compêndio de motivação e autoajuda que a humanidade já recebeu. Façamos uso dele.

Reflitamos!

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