{"id":7508,"date":"2024-11-03T01:40:56","date_gmt":"2024-11-03T04:40:56","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=7508"},"modified":"2026-01-23T20:17:05","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:05","slug":"combater-os-nossos-defeitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/fr\/2024\/11\/03\/combater-os-nossos-defeitos\/","title":{"rendered":"Combater os nossos defeitos"},"content":{"rendered":"<p>\u201cPor que v\u00eas tu, pois, o argueiro no olho do teu irm\u00e3o, e n\u00e3o v\u00eas a trave no teu olho?\u201d (Mateus 7, 3). A criatura emite opini\u00f5es e faz coment\u00e1rios sobre aquilo que conhece e sabe mais, diante da familiaridade com os assuntos e conviv\u00eancia no cotidiano. Portanto, \u00e9 f\u00e1cil compreender o porqu\u00ea de tantas cr\u00edticas e observa\u00e7\u00f5es maldosas existentes no meio social em que vivemos, pois s\u00e3o esses sentimentos que ainda alimentamos em nosso cora\u00e7\u00e3o. \u201cA boca fala daquilo que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio\u201d (Mateus 15, 18).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"540\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Homem_de_meia_idade_envergonhado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7543\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Homem_de_meia_idade_envergonhado.jpg 810w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Homem_de_meia_idade_envergonhado-300x200.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Homem_de_meia_idade_envergonhado-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por possuirmos tantos defeitos e cometermos in\u00fameras faltas, somos especialistas em perceber as falhas do nosso irm\u00e3o. Assim, aquele que mais comenta e destaca os defeitos do pr\u00f3ximo, por certo, \u00e9 o que mais os possui, uma vez que se identifica plenamente com eles. O engenheiro h\u00e1bil fala com propriedade sobre edifica\u00e7\u00f5es. O especialista sobre inform\u00e1tica discorre, com conhecimento de causa, sobre computadores. O m\u00e9dico habilidoso discursa, com seguran\u00e7a, sobre os m\u00e9todos mais eficazes para tratamento de sa\u00fade. J\u00e1 o homem inferior e repleto de imperfei\u00e7\u00f5es, com maestria, gasta seu tempo observando e destacando o lado negativo da vida alheia.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa atual condi\u00e7\u00e3o evolutiva \u00e9 t\u00e3o prec\u00e1ria que se nos propus\u00e9ssemos, realmente, a combater as m\u00e1s tend\u00eancias que ainda carregamos no \u00e2mago, sem d\u00favida, n\u00e3o sobraria tempo algum para bisbilhotarmos o comportamento de ningu\u00e9m. No entanto, o que fazemos com mais frequ\u00eancia \u00e9 exatamente o inverso; cuidamos mais de observar como vivem aqueles que se relacionam conosco do que trabalhar, dedicadamente, no combate ao orgulho que insiste em viver em nossa intimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos imensas dificuldades em reconhecer as virtudes e as qualidades do nosso pr\u00f3ximo. Isso requer humildade, compreens\u00e3o e desprendimento, aquisi\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o possu\u00edmos. Em in\u00fameras oportunidades, quando identificamos a grandeza dele, temos que admitir a sua superioridade em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s. E o orgulho que ainda carregamos nem sempre permite isso, assim, preferimos difam\u00e1-lo ao inv\u00e9s de exalt\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o temos a for\u00e7a necess\u00e1ria para acendermos uma l\u00e2mpada que possa clarear o nosso caminho, preferimos quebrar as luzes que iluminam as estradas alheias, para que todos fiquem na escurid\u00e3o. Na maioria das vezes, \u00e9 assim que age a criatura humana. \u00c9 bem mais f\u00e1cil e r\u00e1pido destruir do que construir. Uma marreta em m\u00e3os desgovernadas destr\u00f3i, muitas vezes, em pouco tempo, aquilo que levou s\u00e9culos para ser constru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem n\u00e3o tiver pecado, atire a primeira pedra\u201d (Jo\u00e3o 8, 7). Com essa advert\u00eancia, Jesus ensinou a compreens\u00e3o e a toler\u00e2ncia de uns para com os outros, destacando a necessidade da indulg\u00eancia, do perd\u00e3o e da solidariedade no meio social, uma vez que todos n\u00f3s queremos uma vida de paz e serenidade e, obviamente, n\u00e3o lograremos alcan\u00e7ar essa condi\u00e7\u00e3o se continuarmos a guerrear com aqueles que caminham ao nosso lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso irm\u00e3o quer ser feliz, n\u00f3s tamb\u00e9m desejamos incansavelmente a felicidade, por que, ent\u00e3o, n\u00e3o trabalharmos acirradamente para obtermos t\u00e3o esperada conquista? Os problemas do pr\u00f3ximo s\u00e3o do pr\u00f3ximo, n\u00e3o s\u00e3o nossos, portanto cuidemos daqueles que nos pertencem, resolvendo-os da melhor maneira poss\u00edvel. S\u00f3 devemos nos preocupar com os irm\u00e3os de jornada quando for para ajud\u00e1-los, somente nesses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Direcionemos o foco das nossas aten\u00e7\u00f5es para as imperfei\u00e7\u00f5es que ainda nos incomodam e cuidemos de tirar \u201co homem velho que ainda mora dentro de n\u00f3s\u201d, conforme nos orientou Paulo de Tarso, fazendo nascer uma criatura nova, ajustada e delineada aos moldes do Evangelho de Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de identificarmos os defeitos alheios, procuremos combater os nossos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPor que v\u00eas tu, pois, o argueiro no olho do teu irm\u00e3o, e n\u00e3o v\u00eas a trave no teu olho?\u201d (Mateus 7, 3). 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