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Nosso desejo para 2026: é hora de pensar na família humana

Quando fazemos a passagem no calendário de um ano para o outro, é comum que façamos nossos votos e desejos para um novo ano. Naquele momento, idealizamos em nossas mentes tudo aquilo que sonhamos para o período. Podem ser muitas coisas, como, por exemplo, uma mudança profissional que nos proporcione maiores ganhos, a aquisição de um bem ou a realização de uma viagem sonhada, entre outros.

Claro que há também quem mentalize firmemente a melhora de um estado de saúde e quem deseje conquistar o tão sonhado amor da vida. Enfim, são muitos os pensamentos e desejos. Geralmente, todos eles, com raras exceções, são feitos de forma individual ou priorizando nosso grupo familiar. Mas será que não é importante desejar e mentalizar algo também para o mundo, para a coletividade? Para tanto, é preciso que saibamos exatamente o que devemos desejar para o nosso mundo. Antes disso, é importante respondermos a outra pergunta: como ele está hoje?

A mensagem de final de ano da Organização das Nações Unidas (ONU), assinada pelo secretário-geral António Guterres, nos dá um caminho: “Ao entrarmos no novo ano, o mundo está em uma encruzilhada. Caos e incerteza nos cercam. Divisão, violência, colapso climático e violações sistêmicas do direito internacional. Um recuo dos próprios princípios que nos unem como família humana. Pessoas em todos os lugares estão perguntando: os líderes estão ao menos ouvindo? Eles estão prontos para agir? Ao virarmos a página de um ano turbulento, um fato fala mais alto do que palavras. Os gastos militares globais dispararam para US$ 2,7 trilhões, crescendo quase 10%. Isso representa 13 vezes mais do que toda a ajuda ao desenvolvimento, equivalente ao produto interno bruto inteiro da África. Tudo isso enquanto conflitos devastam em níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial. Neste ano novo, vamos nos comprometer a acertar nossas prioridades. Um mundo mais seguro começa investindo mais no combate à pobreza e menos no combate à guerra. A paz deve prevalecer. Está claro que o mundo tem recursos para elevar vidas, curar o planeta e garantir um futuro de paz e justiça. Em 2026, convoco líderes em todos os lugares: levem isso a sério. Escolham as pessoas e o planeta em vez da dor. E peço a todos que ouvem esta mensagem: façam sua parte. Nosso futuro depende de nossa coragem coletiva para agir. Neste ano novo, vamos nos erguer juntos pela justiça, pela humanidade, pela paz”.

A situação apresentada por Guterres é impactante e, certamente, exige reflexão. O novo ano deve vir acompanhado de novos hábitos e novas buscas. Ao compreendermos o que é solicitado pelo secretário-geral, quando ele afirma: “Um recuo dos próprios princípios que nos unem como família humana”, vale a pena pensarmos no que realmente entendemos e fazemos por ela, ainda que seja apenas no campo das ideias.

O que desejamos para a humanidade com a virada do ano? E o que faremos pela humanidade em 2026? Essa convocação da ONU nos faz recordar que, há muito tempo, em 1943, quando foi lançada a obra Nosso Lar, de André Luiz, psicografia de Chico Xavier, o médico desencarnado já nos alertava sobre a necessidade de mudarmos nossa forma egoísta de viver. Ele relata que parte de seu sofrimento decorre de uma existência ensimesmada, em que buscas, desejos e realizações atendiam apenas à individualidade pessoal ou ao grupo familiar.

Em uma confissão sincera, ele nos diz: “Filho de pais talvez excessivamente generosos, conquistara meus títulos universitários sem maior sacrifício, compartilhara os vícios da mocidade do meu tempo, organizara o lar, conseguira filhos, perseguira situações estáveis que garantissem a tranquilidade econômica do meu grupo familiar, mas, examinando atentamente a mim mesmo, algo me fazia experimentar a noção de tempo perdido, com a silenciosa acusação da consciência. Habitara a Terra, gozara-lhe os bens, colhera as bênçãos da vida, mas não lhe retribuíra ceitil do débito enorme.Tivera pais, cuja generosidade e sacrifícios por mim nunca avaliei; esposa e filhos que prendera, ferozmente, nas teias rijas do egoísmo destruidor. Possuíra um lar que fechei a todos os que palmilhavam o deserto da angústia. Deliciara-me com os júbilos da família, esquecido de estender essa bênção divina à imensa família humana, surdo a comezinhos deveres de fraternidade”.

Com o avanço material das últimas décadas, com o aumento da população e com o agravamento das condições climáticas, tudo ganhou proporções muito maiores. Por isso o chamado do secretário-geral é tão enfático: a hora de fazermos algo é agora, pois vivemos um período de agravamento em diversas áreas. Assim, o nosso convite a você, leitor(a), para 2026, é que coloque em seus desejos, pensamentos, sonhos e, principalmente, em suas preces, a preocupação efetiva com a família humana. Procure pensar e realizar algo em favor da coletividade. Ore. Ore diariamente pela paz no mundo.

Neste ano que se inicia, a Folha Espírita fará também sua parte. Vamos compartilhar aqui, mensalmente, histórias e exemplos de pessoas que estão realizando ações que priorizam o bem-estar e a paz da grande família humana.

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