{"id":13346,"date":"2026-04-06T17:15:18","date_gmt":"2026-04-06T20:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/?p=13346"},"modified":"2026-04-07T14:45:55","modified_gmt":"2026-04-07T17:45:55","slug":"a-riqueza-da-madureza-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/2026\/04\/06\/a-riqueza-da-madureza-da-alma\/","title":{"rendered":"A riqueza da madureza da alma"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 muito interessante a abordagem do Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz, no livro <em>Sinal verde<\/em>, na li\u00e7\u00e3o \u201cMortos vivos\u201d, na qual o autor revela que a mente humana se condicionou, de maneira geral, a crer que \u201ca madureza da alma \u00e9 antec\u00e2mara da inutilidade, e eis muita gente a se demitir, indebitamente, do dever que a vida lhe delegou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"461\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voluntaria_feliz.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13408\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voluntaria_feliz.jpg 819w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voluntaria_feliz-300x169.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voluntaria_feliz-768x432.jpg 768w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voluntaria_feliz-18x10.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sabedores de que a vida continua e o Esp\u00edrito evolui ao longo das sucessivas encarna\u00e7\u00f5es, temos de admitir que a idade madura \u00e9 o melhor momento da pessoa encarnada, pois, com a experi\u00eancia que acumulou durante os anos vividos, n\u00e3o deveria se consumir com coisas que n\u00e3o s\u00e3o realmente importantes. Apesar disso, infelizmente, nos deparamos com vov\u00f4s e vov\u00f3s que acreditam que, com a velhice, o melhor \u00e9 \u201cpendurar as chuteiras\u201d e esperar a hora de \u201cpassar desta para outra\u201d, de acordo com o dito popular. Desperdi\u00e7am as melhores oportunidades de suas vidas, oportunidades que n\u00e3o conseguiram ter na juventude, nem na vida adulta, cheia de lutas e sacrif\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas idosas, de modo geral, disp\u00f5em do tempo que antes n\u00e3o dispunham, devido \u00e0s intensas jornadas de trabalho que tinham de cumprir; outras j\u00e1 n\u00e3o precisam enfrentar a \u00e1rdua rotina das donas de casa na organiza\u00e7\u00e3o do lar e na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. No entanto, poucos conseguem perceber as b\u00ean\u00e7\u00e3os das horas atuais em suas vidas. Como nos diz Andr\u00e9 Luiz, no mesmo texto, \u201cesquecem-se de que o fruto madurecido \u00e9 a garantia de toda a renova\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d. Deixam-se abater pelo des\u00e2nimo e preferem desperdi\u00e7ar essa \u00e9poca \u00e1urea da vida, acreditando-se incapazes e estacionando na compaix\u00e3o por si mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, percebo tr\u00eas perfis de pessoas idosas. O primeiro diz respeito \u00e0quelas que se deixam abater, vencidas pelas doen\u00e7as, acreditando que est\u00e3o no fim e que o que lhes resta \u00e9 esperar sempre o pior, pois, afinal, o corpo j\u00e1 est\u00e1 velho e as doen\u00e7as v\u00e3o tomando conta. Enfim, julgam-se ultrapassadas. O segundo perfil \u00e9 o daquelas que, igualmente \u00e0s primeiras, est\u00e3o convencidas de que j\u00e1 est\u00e3o velhas e, portanto, cobram e exigem, de forma ostensiva, respeito, compreens\u00e3o e paci\u00eancia dos mais jovens. E o terceiro perfil \u00e9 o daquelas que, apesar de n\u00e3o estarem t\u00e3o \u00e1geis como antes, ou de possu\u00edrem alguma doen\u00e7a a exigir tratamento e medica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, envolvem-se em in\u00fameras atividades e s\u00e3o requisitadas pelos jovens interessados em ouvir a voz da experi\u00eancia. S\u00e3o essas que conseguem aproveitar a experi\u00eancia acumulada em a\u00e7\u00f5es, conselhos e produtividade nas situa\u00e7\u00f5es mais simples da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa reflex\u00e3o me faz lembrar a hist\u00f3ria de uma amiga, extremamente cuidadosa com sua genitora, que, apesar da idade avan\u00e7ada e das doen\u00e7as controladas por medicamentos e outros cuidados, \u00e9 l\u00facida e goza de relativa qualidade de vida. No entanto, a querida senhora solicita aten\u00e7\u00e3o em tempo integral da filha, com exig\u00eancias, \u00e0s vezes, pueris. Reclama de tudo e ignora as demais responsabilidades da minha amiga, colocando-se no centro do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo dia, a senhora foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um tumor que, ap\u00f3s a bi\u00f3psia, constatou-se ser benigno. A filha licenciou-se do trabalho para dar toda a retaguarda na convalescen\u00e7a da m\u00e3ezinha. Quando esta estava restabelecida, minha amiga, ap\u00f3s adotar todas as provid\u00eancias para garantir a assist\u00eancia \u00e0 sua m\u00e3e \u2013 que mora com ela, o marido e uma empregada de confian\u00e7a \u2013, voltou \u00e0s suas atividades profissionais. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem, n\u00e3o fosse o fato de a m\u00e3e passar a exigir que a filha se aposentasse do trabalho para cuidar exclusivamente dela. Passou, ent\u00e3o, a fazer todo tipo de chantagem emocional, desestruturando o equil\u00edbrio familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa vez, em desabafo, pediu-me a opini\u00e3o a respeito desse verdadeiro drama que estava vivendo. Naquele momento, eu s\u00f3 poderia oferecer uma palavra de \u00e2nimo e paci\u00eancia, baseada nas li\u00e7\u00f5es de Jesus e dos grandes mentores da nossa doutrina. Tamb\u00e9m lhe disse que deixar o trabalho profissional n\u00e3o iria, de modo algum, resolver o impasse, ao contr\u00e1rio, poderia agravar ainda mais a intransig\u00eancia de sua m\u00e3e. O melhor seria ouvir e deixar para l\u00e1, pois, \u00e0 medida que a senhora percebesse o pouco efeito de suas investidas, n\u00e3o encontraria motivos para novas exig\u00eancias. Por outro lado, sugeri tamb\u00e9m que elas passassem a realizar um trabalho volunt\u00e1rio em asilos, hospitais ou outras institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim elas fizeram. Engajaram-se em um trabalho em uma institui\u00e7\u00e3o de acolhimento de mulheres com filhos, sem abrigo, procedentes de abusos e outras situa\u00e7\u00f5es de risco social. Passado algum tempo, ficou evidente que foi uma oportunidade maravilhosa para ambas, pois minha amiga e sua m\u00e3e estavam profundamente envolvidas e unidas no nobre trabalho de servir ao pr\u00f3ximo. Acreditem: a senhora cessou as exig\u00eancias descabidas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancia<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a>LUIZ, Andr\u00e9 (Esp\u00edrito). <strong>Sinal verde.<\/strong> Psicografado por Francisco Candido Xavier. <\/a>54. ed. Uberaba, MG: Comunh\u00e3o Esp\u00edrita Crist\u00e3, 2009<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito interessante a abordagem do Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz, no livro Sinal verde, na li\u00e7\u00e3o \u201cMortos vivos\u201d, na qual o autor revela que a mente humana se condicionou, de maneira geral, a crer que \u201ca madureza da alma \u00e9 antec\u00e2mara da inutilidade, e eis muita gente a se demitir, indebitamente, do dever que a vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":13409,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"edicoes":[790],"class_list":["post-13346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educa-a-tua-alma","edicoes-790"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13346"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13410,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13346\/revisions\/13410"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13346"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=13346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}