{"id":2948,"date":"2022-03-02T11:04:21","date_gmt":"2022-03-02T14:04:21","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=2948"},"modified":"2026-01-23T20:17:16","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:16","slug":"mulheres-que-escreveram-a-historia-da-doutrina-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/2022\/03\/02\/mulheres-que-escreveram-a-historia-da-doutrina-espirita\/","title":{"rendered":"Mulheres que escreveram a hist\u00f3ria da Doutrina Esp\u00edrita ao passar dos s\u00e9culos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201cCom a Doutrina Esp\u00edrita, a igualdade da mulher n\u00e3o \u00e9 mais uma simples teoria especulativa; j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma concess\u00e3o da for\u00e7a \u00e0 fraqueza, mas um direito fundado nas pr\u00f3prias leis da Natureza. Dando a conhecer essas leis, o Espiritismo abre a era da emancipa\u00e7\u00e3o legal da mulher, assim como abre a da igualdade e da fraternidade\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>(Kardec, 1866, p. 18).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O Dia Internacional da Mulher nos oferece uma oportunidade de refletirmos sobre muitas quest\u00f5es enfrentadas e protagonizadas pelas mulheres em todo o mundo com o passar dos s\u00e9culos. Desde seus prim\u00f3rdios da cria\u00e7\u00e3o da Doutrina Esp\u00edrita, mesmo num tempo em que eram duramente cerceadas de seus direitos b\u00e1sicos, as mulheres ocuparam um protagonismo ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 1857, o mesmo ano em que foi criado o Dia Internacional da Mulher, <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em> j\u00e1 trazia uma s\u00e9rie de quest\u00f5es envolvendo os preceitos do Criador sobre a igualdade de g\u00eaneros e indicava a postura correta do problema feminino: igualdade de direitos e diversidade de fun\u00e7\u00f5es. Numa Europa tomada pela efervesc\u00eancia cultural dos grandes artistas e pensadores, surpreendentemente uma obra \u201cditada\u201d pelos Esp\u00edritos reservou um grande espa\u00e7o para colocar os pingos nos \u201cis\u201d e deixar clara a igualdade com a qual Deus concebeu seus filhos e suas filhas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitas as quest\u00f5es enumeradas por Kardec em que a igualdade entre homens e mulheres \u00e9 colocada de maneira t\u00e3o clara e absolutamente arrojada para a \u00e9poca. \u201cAssim sendo, uma legisla\u00e7\u00e3o, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher? Dos direitos, sim; das fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o. Preciso \u00e9 que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o homem e do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptid\u00e3o. A lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privil\u00e9gio a um ou a outro concedido \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 justi\u00e7a. A emancipa\u00e7\u00e3o da mulher acompanha o progresso da civiliza\u00e7\u00e3o. Sua escraviza\u00e7\u00e3o marcha de par com a barbaria. Os sexos, al\u00e9m disso, s\u00f3 existem na organiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Visto que os Esp\u00edritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferen\u00e7a h\u00e1 entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos\u201d (Kardec, 1994, quest\u00e3o n. 822a).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-porta-vozes-da-espiritualidade-amorosa\">Porta-vozes da espiritualidade amorosa<\/h3>\n\n\n\n<p>Desde os primeiros tempos, as mulheres estiveram presentes de maneira fundamental para o entendimento da possibilidade de contato entre encarnados e desencarnados. Era o ano de 1848 quando as irm\u00e3s Fox de Hydesville, de Nova York, ganharam notoriedade com seu relato de estranhos sons de batidas que ouviam em toda a casa. Popularidade \u00e0 parte, \u00e9 f\u00e1cil imaginar a como\u00e7\u00e3o causada por tal assunto, ainda mais por tais informa\u00e7\u00f5es serem provenientes de duas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o Espiritismo seguiu se consolidando ao redor do mundo com muitas mulheres aparecendo n\u00e3o somente como seguidoras dessa f\u00e9, mas tamb\u00e9m assumindo um protagonismo inquestion\u00e1vel numa doutrina que, al\u00e9m representar uma grande amea\u00e7a ao patriarcado, entendeu que algumas caracter\u00edsticas do chamado sexo fr\u00e1gil \u2013 nervosismo, sensibilidade agu\u00e7ada e delicadeza \u2013 eram o que supostamente tornava as mulheres as melhores candidatas ao aprimoramento da mediunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Movimento Esp\u00edrita no mundo hoje \u00e9 o que \u00e9 gra\u00e7as ao trabalho das mulheres, das m\u00e3es, das irm\u00e3s, das esposas que se engajaram e maneira espetacular na Doutrina. E a mulher \u00e9 reconhecida n\u00e3o mais como a rainha do lar, mas, sim, como a filha de Deus, em igualdade com o homem. O mundo espiritual operou esse arranjo, e a maior prova \u00e9 a quantidade de mulheres m\u00e9diuns que existem, a come\u00e7ar com as irm\u00e3s Fox\u201d, afirma o historiador Oceano Vieira de Melo sobre a import\u00e2ncia do sexo feminino na hist\u00f3ria do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mundo espiritual se revelou atrav\u00e9s de duas meninas. Depois delas veio a codifica\u00e7\u00e3o de Kardec, atrav\u00e9s de outras duas meninas. Na segunda edi\u00e7\u00e3o de <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, outras duas mulheres despontaram como Ruth-C\u00e9line Japhet e as irm\u00e3s Dufaux. Atrav\u00e9s da mulher foi revelada a mediunidade amorosa, e vimos o mundo espiritual se organizando para trazer seus preceitos para o conhecimento humano, atrav\u00e9s do amor das m\u00e3es, das mocinhas, da mulher\u201d, completa.<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-senhora-allan-kardec-e-seu-apoio-fundamental\">A senhora Allan Kardec e seu apoio fundamental<\/h3>\n\n\n\n<p>\u201c[&#8230;] minha mulher [&#8230;] concordou plenamente com meus pontos de vista e me secundou em minha tarefa laboriosa, como o faz ainda, por um trabalho muitas vezes acima de suas for\u00e7as, sacrificando sem pesar os prazeres e distra\u00e7\u00f5es do mundo, aos quais sua posi\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia a tinham habituado\u201d (Kardec, 1865, p. 226).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amelie_Gabrielle_Boude.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3042\" width=\"283\" height=\"342\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Am\u00e9lie-Gabrielle Boudet (foto), tamb\u00e9m conhecida como Madame Rivail, \u00e9 uma personagem fundamental na hist\u00f3ria da implanta\u00e7\u00e3o da Doutrina Esp\u00edrita. Era professora e artista pl\u00e1stica francesa, casada com Allan Kardec, tendo sido uma das maiores incentivadoras do trabalho de Codifica\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do Espiritismo. Colaborou com os estudos de Kardec e, ap\u00f3s a sua partida para a P\u00e1tria Espiritual, assumiu a gest\u00e3o do Espiritismo, na Fran\u00e7a e no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 pouco tempo n\u00e3o t\u00ednhamos ideia da import\u00e2ncia do apoio que Amelie deu para seu marido. Ela n\u00e3o era m\u00e9dium, era uma artista e foi a primeira grande mulher do Espiritismo no mundo, juntamente com as irm\u00e3s Baudin\u201d, afirma o historiador Oceano Vieira de Melo. Foi professora de Letras e Belas Artes e, segundo revela-nos o dr. Canuto de Abreu, farmac\u00eautico, advogado, m\u00e9dico e grande autor e pesquisador esp\u00edrita, Am\u00e9lie trouxe de encarna\u00e7\u00f5es passadas a tend\u00eancia inata para a poesia e o desenho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 6 de fevereiro de 1832, casou-se com o professor Rivail, nove anos mais jovem que ela. Ap\u00f3s terminar seus estudos com Pestalozzi, no famoso castelo su\u00ed\u00e7o de Zahringen (Yverdun), associou-se ao marido e fundou o Instituto T\u00e9cnico, entidade dedicada ao ensino com orienta\u00e7\u00e3o baseada nos m\u00e9todos pestalozzianos. Um dado importante a ser observado \u00e9 que somente em 1833 foi institu\u00eddo na Fran\u00e7a o ensino prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos depois, em 1835, Am\u00e9lie e Kardec foram obrigados a encerrar as atividades do Instituto T\u00e9cnico devido a dificuldades, mas ela seguiu se dedicando a cursos gratuitos que seguiram sendo ministrados pelo casal \u2013 de 1835 a 1840 \u2013 em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta de sua qualidade, a obra pedag\u00f3gica de Kardec ganhou destaque e foi adotada pela Universidade da Fran\u00e7a como material did\u00e1tico. Gra\u00e7as a esse reconhecimento, o casal conseguiu equilibrar sua situa\u00e7\u00e3o financeira e, em 1855, Kardec passou a se dedicar \u00e0 sua pesquisa sobre os fen\u00f4menos sobrenaturais das mesas girantes, dando assim os primeiros passos da Codifica\u00e7\u00e3o da Doutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Am\u00e9lie sempre acompanhou seu esposo nas sess\u00f5es de investiga\u00e7\u00f5es e reuni\u00f5es das mesas girantes e estudos referentes \u00e0 obra da Codifica\u00e7\u00e3o, atuando como uma secret\u00e1ria no \u00e1rduo trabalho que teria pela frente. As reuni\u00f5es que se iniciaram na casa da Fam\u00edlia Baudin passaram a ter como sede a resid\u00eancia do casal, o que exigiu da parte de Madame Rivail um trabalho exaustivo, pois o lugar se tornou pequeno demais para receber tantas pessoas. Assim, em abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Esp\u00edritas, instalada em outro endere\u00e7o. Devotada e fiel apoiadora de seu trabalho, o codificador contou com apoio incondicional de sua esposa nessa arriscada empreitada, que foi alvo de \u00f3dio, inj\u00faria, intrigas, cal\u00fanias, muita inveja por parte de pessoas com pensamentos retr\u00f3grados que se transformaram em ferrenhos inimigos e acusadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1869, quando Kardec, aos 64 anos, partiu para o mundo espiritual, Am\u00e9lie assumiu a frente da obra e do trabalho realizado por seu marido. Assim, passou a ser a \u00fanica propriet\u00e1ria legal da revista e da livraria e criou um fundo chamado \u201cCaixa Geral do Espiritismo\u201d, totalmente voltado para a propaganda do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dedicada a manter vivo o legado de Kardec, fundou ao lado de seguidores de seu esposo a Sociedade An\u00f4nima do Espiritismo, empenhada em utilizar todos os meios permitidos pelas leis para promover e dar continuidade a <em>Revue Spirite<\/em>, seguir publicando as obras do codificador e demais livros abordando o Espiritismo. Posteriormente, a funda\u00e7\u00e3o mudou seu nome para Sociedade para a Continua\u00e7\u00e3o das Obras Esp\u00edritas de Allan Kardec.<\/p>\n\n\n\n<p>Am\u00e9lie desencarnou em 21 de janeiro de 1883, \u00e0s 5 horas, de maneira tranquila e demonstrando rara lucidez de Esp\u00edrito. Seu empenho e devotamento ao marido e seu trabalho como codificador representam alicerces incompar\u00e1veis para a expans\u00e3o e crescimento do Espiritismo n\u00e3o somente na Fran\u00e7a, mas em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-primeira-mensageira-da-espiritualidade-a-servi-o-da-ci-ncia\">A primeira mensageira da espiritualidade a servi\u00e7o da ci\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p>Com o passar dos anos e gra\u00e7as aos arranjos do plano maior, a espiritualidade come\u00e7ou a despertar o interesse dos cientistas e, mais uma vez, encontramos mulheres servindo como importantes elos entre essas duas pontas do conhecimento. Nesse panorama desponta o nome da italiana <em>Eus\u00e1bia Paladino<\/em>, cujos fen\u00f4menos f\u00edsicos produzidos por seu interm\u00e9dio \u2013 movimento de objetos, levita\u00e7\u00e3o de mesas e dela pr\u00f3pria, apari\u00e7\u00e3o de luzes, materializa\u00e7\u00f5es, execu\u00e7\u00e3o de trechos musicais sem contato humano, por meio de v\u00e1rios instrumentos, entre outros \u2013 serviram de objetos de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela n\u00e3o teve qualquer liga\u00e7\u00e3o com Kardec, por\u00e9m entrou para a hist\u00f3ria como a m\u00e9dium que passou pelo exame do maior n\u00famero de estudiosos e s\u00e1bios, muitos deles ferrenhos contestadores que definiam tais fen\u00f4menos como pura falcatrua, que com o passar do tempo renderam-se \u00e0s evid\u00eancias do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses cientistas e estudiosos estavam nomes como o historiador da ci\u00eancia, escritor, tradutor e administrador da Escola Polit\u00e9cnica de Paris Albert de Rochas, o astr\u00f4nomo, pesquisador ps\u00edquico e divulgador cient\u00edfico franc\u00eas Camille Flammarion, o professor de Filosofia da Ci\u00eancia na Universidade de Turim Adolfo Bisson, o engenheiro franc\u00eas Gabriel Delanne, entre muitos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo de coragem e vanguarda, o Espiritismo sempre esteve profundamente entrela\u00e7ado com v\u00e1rios movimentos de justi\u00e7a social, do abolicionismo aos direitos das crian\u00e7as e ao feminismo. Assim, as reuni\u00f5es esp\u00edritas tornaram-se uma importante forma de dissemina\u00e7\u00e3o de ideias, tanto por meio de m\u00e9diuns que entregavam mensagens do mundo espiritual sobre a import\u00e2ncia da liberta\u00e7\u00e3o de todas as pessoas, quanto por meio de conversas entre os participantes dos encontros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-duas-mulheres-unidas-pelo-plano-espiritual\">Duas mulheres unidas pelo plano espiritual<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"421\" height=\"548\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Ermance_De_La_Jonchere_Dufaux.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3051\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Ermance_De_La_Jonchere_Dufaux.jpg 421w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Ermance_De_La_Jonchere_Dufaux-230x300.jpg 230w\" sizes=\"(max-width: 421px) 100vw, 421px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XIX, surgiu <em>Ermance De La Jonch\u00e9re Dufaux<\/em> (foto), filha de um rico produtor de vinho e trigo que ainda na inf\u00e2ncia come\u00e7ou a demonstrar um inexplic\u00e1vel desequil\u00edbrio nervoso, a fazer premoni\u00e7\u00f5es e expressar opini\u00f5es de Esp\u00edritos. Em 1855, com apenas 14 anos, Ermance publicou seu segundo livro <em>Spiritualiste<\/em>, e tempos depois deu voz \u00e0 donzela de Orl\u00e9ans com o livro <em>A hist\u00f3ria de Joana D\u2019Arc<\/em>, ditada por ela mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre Joana D\u2019Arc, vale destacar que no cap\u00edtulo XXXI de <em>O livro dos m\u00e9diuns<\/em> (1861), ela est\u00e1 presente no item 12, esclarecendo sobre o exerc\u00edcio da mediunidade e alertando sobre um sentimento que deve ser observado e corrigido, o orgulho: \u201cDeus me encarregou de desempenhar uma miss\u00e3o junto dos crentes a quem ele favorece com o mediunato. Quanto mais gra\u00e7a recebem eles do Alt\u00edssimo, mais perigos correm e tanto maiores s\u00e3o esses perigos, quando se originam dos favores mesmos que Deus lhes concede.<\/p>\n\n\n\n<p>As faculdades de que gozam os m\u00e9diuns lhes granjeiam os elogios dos homens. As felicita\u00e7\u00f5es, as adula\u00e7\u00f5es, eis, para eles, o escolho. R\u00e1pido esquecem a anterior incapacidade que lhes devia estar sempre presente \u00e0 lembran\u00e7a. Fazem mais: o que s\u00f3 devem a Deus atribuem-no a seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos. Que acontece ent\u00e3o? Os bons Esp\u00edritos os abandonam, eles se tornam joguete dos maus e ficam sem b\u00fassola para se guiarem. Quanto mais capazes se tornam, mais impelidos s\u00e3o a se atribu\u00edrem um m\u00e9rito que lhes n\u00e3o pertence, at\u00e9 que Deus os puna, afinal, retirando-lhes uma faculdade que, desde ent\u00e3o, somente fatal lhes pode ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca me cansarei de recomendar-vos que vos confieis ao vosso anjo guardi\u00e3o, para que vos ajude a estar sempre em guarda contra o vosso mais cruel inimigo, que \u00e9 o orgulho. Lembrai-vos bem, v\u00f3s que tendes a ventura de ser int\u00e9rpretes dos Esp\u00edritos para os homens, de que severamente punidos sereis, porque mais favorecidos fostes.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que esta comunica\u00e7\u00e3o produza frutos e desejo que ela possa ajudar os m\u00e9diuns a se terem em guarda contra o escolho que os faria naufragar. Esse escolho, j\u00e1 o disse, \u00e9 o orgulho\u201d (Kardec, 2013, cap. XXXI, item XII).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-emiss-ria-de-kardec-e-victor-hugo-antes-da-chegada-de-chico-xavier\">Emiss\u00e1ria de Kardec e Victor Hugo antes da chegada de Chico Xavier<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/zilda_gama.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3043\" width=\"283\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/zilda_gama.jpg 250w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/zilda_gama-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 283px) 100vw, 283px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Partindo agora para o Brasil, nasceu em 1878, em Tr\u00eas Ilhas, Amazonas, <em>Zilda Gama<\/em> (foto), a grande antecessora de Francisco Candido Xavier. Uma das m\u00e9diuns mais reconhecidas no Brasil, come\u00e7ou a sentir a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos ainda jovem, quando, durante momentos dif\u00edceis, recebia mensagens medi\u00fanicas de seu pai e de sua irm\u00e3, j\u00e1 desencarnados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu interm\u00e9dio, Esp\u00edritos desencarnados puderam enviar mensagens atrav\u00e9s de obras psicografadas. Em 1912, recebeu a primeira mensagem assinada por Allan Kardec, que se tornou seu guia, passando com frequ\u00eancia ensinamentos que hoje fazem parte do livro <em>Di\u00e1rio dos invis\u00edveis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1916, os Esp\u00edritos benfeitores com os quais se comunicava informaram-lhe que passaria a psicografar uma novela e, a partir da\u00ed, o Esp\u00edrito de Victor Hugo passou a escrever por seu interm\u00e9dio. A primeira obra foi <em>Na sombra e na luz<\/em>, depois vieram <em>Do calv\u00e1rio ao infinito<\/em>, <em>Reden\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>Dor suprema<\/em> e <em>Almas crucificadas<\/em>, todos publicados pela Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira (FEB).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi professora e diretora de escola. Em 1931, participou ativamente de um movimento em prol dos direitos femininos e escreveu uma tese sobre o voto feminino, aprovada no Congresso Nacional do Brasil. Escreveu contos e poesias para v\u00e1rios peri\u00f3dicos, como <em>Jornal do Brasil<\/em>, a <em>Gazeta de Not\u00edcias<\/em> e a <em>Revista da Semana<\/em>, todos publicados no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1959, sofreu um derrame cerebral e viveu o resto dos seus dias numa cadeira de rodas, assistida pelo sobrinho M\u00e1rio \u00c2ngelo de Pinho. Desencarnou em 10 de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro (Zilda&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-caroline-e-p-lagie-baudin-as-irm-s-da-codifica-o\">Caroline e P\u00e9lagie Baudin \u2013 as irm\u00e3s da Codifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>As irm\u00e3s Caroline e P\u00e9lagie Baudin foram jovens m\u00e9diuns que contribu\u00edram com Allan Kardec na codifica\u00e7\u00e3o do Espiritismo. Em agosto de 1855, Kardec iniciou seu estudo sistem\u00e1tico das comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas na casa do Sr. Baudin, pai das jovens. As meninas psicografaram quase todas as quest\u00f5es que foram publicadas na primeira edi\u00e7\u00e3o de <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, em 1857. Durante muito tempo, a identidade das irm\u00e3s foi mantida em segredo (Irm\u00e3s&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-guardi-da-pureza-doutrin-ria\">Guardi\u00e3 da pureza doutrin\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Berthe_Fropo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3044\" width=\"436\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Berthe_Fropo.jpg 326w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Berthe_Fropo-246x300.jpg 246w\" sizes=\"(max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Berthe-Victorie-Alexandrine Thierry de Maugras<\/em> (foto) nasceu em Sarreguimes, Fran\u00e7a, em 4 de outubro de 1821. Grande amiga do casal Kardec (Am\u00e9lie Boudet e Allan Kardec), foi membro da Sociedade Parisiense de Estudos Esp\u00edritas e cofundadora e primeira vice-presidente da Uni\u00e3o Esp\u00edrita Francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o desencarne de Am\u00e9lie, parte dos documentos e manuscritos que pertenciam ao codificador do Espiritismo foram queimados em um verdadeiro ato contra a Doutrina. Gra\u00e7as ao empenho de <em>Berthe Fropo<\/em> (nome de casada), boa parte desse acervo foi recuperado e hoje nos ajuda a compreender o contexto hist\u00f3rico do Movimento Esp\u00edrita franc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Corajosa e fiel aos ideais do codificador, foi uma ferrenha defensora da pureza doutrin\u00e1ria da codifica\u00e7\u00e3o esp\u00edrita e denunciou publicamente quando a obra de Kardec come\u00e7ou a ser desvirtuada, fugindo das recomenda\u00e7\u00f5es deixadas por Am\u00e9lie. Foi oponente valorosa de Pierre-Ga\u00ebtan Leymarie, que, ap\u00f3s assumir a dire\u00e7\u00e3o do movimento esp\u00edrita franc\u00eas, passou a adulterar o plano doutrin\u00e1rio tra\u00e7ado por Kardec, norteando-se por influ\u00eancia de ideologias alternativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Berthe Fropo levou a p\u00fablico o que chamou de desmandos de Leymarie, no artigo \u201cUm pouco de luz\u201d, publicado na <em>Revue Spirite<\/em>, edi\u00e7\u00e3o da segunda quinzena de outubro de 1883. Ela tamb\u00e9m combateu duramente as propostas de Leymarie e seus aliados de renomear a Sociedade An\u00f4nima para a continua\u00e7\u00e3o das obras de Allan Kardec como Sociedade Cient\u00edfica do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor que essa evolu\u00e7\u00e3o? O que se pretendia fazer, removendo o nome do fundador, o mestre que voc\u00eas diziam ser t\u00e3o respeitado e t\u00e3o venerado. Em nome de todos os meus irm\u00e3os de cren\u00e7a, venho pedir-lhe o motivo; essa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave para que n\u00e3o tenhamos a explica\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu Fropo (1884).<\/p>\n\n\n\n<p>Escreveu diversos artigos para o jornal <em>O Espiritismo<\/em> (<em>Le Spiritisme<\/em>) e \u00e9 a autora do livro <em>Muita luz<\/em> (Beaucoup de Lumi\u00e8re), obra fundamental para a compreens\u00e3o das primeiras gera\u00e7\u00f5es da Hist\u00f3ria do Espiritismo (Berthe&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-efeitos-luminosos-e-materializa-o\">Efeitos luminosos e materializa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ANNA_PRADO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3046\" width=\"365\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ANNA_PRADO.jpg 268w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ANNA_PRADO-250x300.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Natural de Parintins, no Amazonas, <em>Anna Rebello Prado<\/em> (foto) \u00e9 a primeira grande m\u00e9dium de materializa\u00e7\u00e3o do Brasil. Considerada a mais completa do s\u00e9culo XX, sua fam\u00edlia sempre esteve envolvida com grupos espiritistas da regi\u00e3o onde vivia. Seus tios maternos Anna, Emiliano e Jovita eram funcion\u00e1rios do servi\u00e7o p\u00fablico federal e realizaram um importante servi\u00e7o difus\u00e3o do Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 9 de junho de 1901, casou-se com o cearense Eur\u00edpedes de Albuquerque Prado, um dedicado estudioso das quest\u00f5es ligadas \u00e0 imortalidade da alma que conheceu a Doutrina Esp\u00edrita atrav\u00e9s do livro <em>O c\u00e9u e o inferno<\/em>. Ao lado do marido, que foi comerciante, jornalista e professor, al\u00e9m de ser eleito superintendente municipal de Parintins, o equivalente ao atual cargo de prefeito, Anna Prado foi viver em Bel\u00e9m com os filhos Eur\u00eddice, Erat\u00f3sthenes, Antonina e Dinam\u00e9rico.<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse por assuntos ligados ao Espiritismo partiu de seu marido, que, ap\u00f3s saber dos fen\u00f4menos das mesas girantes, come\u00e7ou a realizar reuni\u00f5es em sua casa. Anna n\u00e3o participou das primeiras reuni\u00f5es, dizendo estar sempre ocupada com afazeres dom\u00e9sticos. Numa tarde de domingo, ela foi surpreendida pelo chamado do marido e participou de sua primeira reuni\u00e3o, e fen\u00f4menos come\u00e7aram a ser registrados inicialmente em torno da mesa, como estalidos, violentos abalos. Depois surgiram pancadas e objetos sendo lan\u00e7ados ao solo e o transporte de uma flor do jardim para a mesa da casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Magalh\u00e3es (2012), \u201cSeguiram-se as materializa\u00e7\u00f5es em plena obscuridade, apenas percept\u00edveis pelo tato, [&#8230;]; gradualmente, da obscuridade plena, passou-se a uma luz muito t\u00eanue e de materializa\u00e7\u00f5es de membros esparsos \u2013 um bra\u00e7o, m\u00e3os etc. \u2013 ao aparecimento de vultos perfeitos e at\u00e9 ao reconhecimento dos mesmos por parte dos parentes. As faculdades medi\u00fanicas de Anna tiveram r\u00e1pido desenvolvimento. Do interior do lar, alcan\u00e7aram o dom\u00ednio p\u00fablico, ultrapassando as fronteiras paraenses, para, logo mais, varar os limites do nosso pa\u00eds e do continente americano, sendo noticiados na Fran\u00e7a e Alemanha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Anna sofreu com o preconceito que imperava na \u00e9poca. Foi difamada, atacada, perseguida e acusada publicamente de estar atuando. Sujeitou-se a provas cru\u00e9is, como a ficar presa em uma gaiola de ferro, durante o transe, para provar a veracidade dos fen\u00f4menos que provocava: tiptologia, raps, levita\u00e7\u00e3o de objetos, escrita direta, sonambulismo, transporte, desdobramento, desmaterializa\u00e7\u00e3o, aparecimento de luzes espirituais, psicofonia, audi\u00eancia. Todas essas experi\u00eancias foram documentadas com fotos e atas.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante cinco anos, Anna Prado vivenciou uma vasta produ\u00e7\u00e3o medi\u00fanica e, ap\u00f3s ser v\u00edtima de um acidente caseiro com fogo a \u00e1lcool, desencarnou em 23 de abril de 1923. Passadas tr\u00eas d\u00e9cadas de sua morte, Anna Prado ressurgiu atrav\u00e9s a psicografia de Chico Xavier com a mensagem \u201cObserva\u00e7\u00e3o oportuna\u201d, publicada no livro <em>Instru\u00e7\u00f5es psicof\u00f4nicas<\/em>. Na mensagem ela aborda a vaidade: \u201cA vaidade na excurs\u00e3o dif\u00edcil, a que nos afei\u00e7oamos com as nossas tarefas, \u00e9 o rochedo oculto, junto ao qual a embarca\u00e7\u00e3o de nossa f\u00e9 mal-conduzida esbarra com os piratas da sombra, que nos assaltam o empreendimento, buscando estender o nevoeiro do descr\u00e9dito ao ideal que esposamos, valendo-se, para isso, de nosso pr\u00f3prio desmazelo\u201d (Esp\u00edritos diversos, 2013, cap. 50).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-cantora-e-poetisa-das-violetas\">A cantora e poetisa das violetas<\/h3>\n\n\n\n<p>\u201cCom profunda gratid\u00e3o minh\u2019alma ferida,<\/p>\n\n\n\n<p>Aben\u00e7oe Kardec e a sua mem\u00f3ria,<\/p>\n\n\n\n<p>Com doze entona\u00e7\u00f5es e voz sincera,<\/p>\n\n\n\n<p>Eu quero cantar a sua hist\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p>Eu quero expressar que eu te dou a vida\u201d,<\/p>\n\n\n\n<p>(Trecho do poema \u201cUn Recuerdo a Kardec\u201d).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler-854x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3048\" width=\"419\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler-854x1024.jpg 854w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler-250x300.jpg 250w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler-768x921.jpg 768w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler-1281x1536.jpg 1281w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Amalia_Domingo_Soler.jpg 1290w\" sizes=\"(max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Amalia Domingo y Soler (foto) foi uma grande m\u00e9dium que, ao lado de Fernandez Colavida, implantou o Espiritismo na Espanha e deixou livros extraordin\u00e1rios. Se tornou not\u00e1vel escritora, oradora e intelectual. Deixou um legado valios\u00edssimo e foi a primeira mulher esp\u00edrita do mundo a enfrentar o preconceito contra o Espiritismo em terras espanholas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nasceu em Sevilha, Espanha, em 1835, e n\u00e3o conheceu seu pai. Com apenas oito dias de vida ficou cega, mas um farmac\u00eautico local conseguiu reverter o quadro, por\u00e9m passou a vida enfrentando defici\u00eancia visual. Foi alfabetizada pela m\u00e3e e, aos 5 anos, conseguia ler com flu\u00eancia e, aos 10, escreveu suas primeiras poesias, publicadas mais tarde, quando tinha 18 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu contato com o Espiritismo aconteceu gra\u00e7as a um m\u00e9dico, que lhe ofertou um exemplar do <em>El Crit\u00e9rio<\/em>, um peri\u00f3dico esp\u00edrita publicado pela Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Espanhola. Em 1872, na edi\u00e7\u00e3o de n. 9 do jornal, ela publicou o artigo \u201cEl Espiritismo es la Verdad\u201d. De origem muito humilde, nunca teve recursos para aquisi\u00e7\u00e3o de livros e peri\u00f3dicos, mas recebeu de presente do l\u00edder do movimento Esp\u00edrita espanhol, Fernandez Colavida, uma cole\u00e7\u00e3o completa de Allan Kardec.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 44 anos, encontrou-se com o seu mentor espiritual, padre Germano, Esp\u00edrito autor de um de seus livros mais not\u00e1veis, <em>Fragmentos das mem\u00f3rias do padre Germano<\/em>. Ela tamb\u00e9m ficou conhecida como \u201cpoetisa das violetas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o de Amalia Domingo y Soler na divulga\u00e7\u00e3o do Espiritismo \u00e9 reconhecida como de incompar\u00e1vel import\u00e2ncia. Entre seus in\u00fameros trabalhos publicados, destacam-se os mais de cinquenta artigos publicados em novembro de 1878 no jornal <em>A Gazeta de Catalunha<\/em>, no qual rebateu acusa\u00e7\u00f5es que eram lan\u00e7adas contra o Espiritismo pelo con\u00eago dom Vicente Manterola e outros padres e bispos da Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 1879, assumiu a dire\u00e7\u00e3o do jornal <em>La luz del Porvenir<\/em>, destinado \u00e0s mulheres. Publicou o artigo \u201cA ideia de Deus\u201d, que provocou a ira da Igreja e a suspens\u00e3o do peri\u00f3dico por quarenta e duas semanas. Durante essa suspens\u00e3o, foi publicado um substituto, <em>El Eco de la Verdad<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 1891, escreveu 1.286 artigos, que foram publicados em peri\u00f3dicos na Espanha e no exterior (Amalia&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-grande-dama-da-educa-o-brasileira\">A grande dama da educa\u00e7\u00e3o brasileira<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Analia_Franco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3049\" width=\"356\" height=\"397\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>An\u00e1lia Em\u00edlia Franco (foto) nasceu em Resende, no estado do Rio de Janeiro, em 1\u00ba de fevereiro de 1853. Aos 16 anos foi aprovada num Concurso de C\u00e2mara para exercer o cargo de professora prim\u00e1ria. Em 1872, formou-se como Normalista, em S\u00e3o Paulo. Um ano antes, quando a \u201cLei do Ventre Livre\u201d foi sancionada no pa\u00eds, determinando que todos os nascituros de escravas no Brasil Imp\u00e9rio seriam considerados livres, encontrou sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Consternada por saber que os filhos e as filhas dos negros se transformaram em mendicantes pelas ruas depois de serem expulsos das fazendas por serem impr\u00f3prios para o trabalho, trocou seu cargo na capital de S\u00e3o Paulo por outro no interior, disposta a socorrer as crian\u00e7as necessitadas. Em um bairro de uma cidade do estado de S\u00e3o Paulo montou uma casa para montar uma escola primaria, a Casa Maternal, mantida com seus pr\u00f3prios recursos. Para conseguir oferecer a alimenta\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, saiu pessoalmente para mendigar em prol dessas crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua coragem despertou a ira de cat\u00f3licos, escravocratas e monarquistas, que passaram a defini-la como uma mulher perigosa. Entre 1897 e 1898, sofreu cegueira tempor\u00e1ria. Nessa \u00e9poca, estreitou seus la\u00e7os com o Espiritismo e jamais deixou de lado a sua f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s construir uma dedicada obra com algumas escolas maternais no interior do estado, mudou-se para S\u00e3o Paulo, onde atuou com garra e dedica\u00e7\u00e3o em grupos abolicionistas e republicanos, sempre tendo as crian\u00e7as desamparadas como sua prioridade. Em 1898, fundou a revista <em>\u00c1lbum das Meninas<\/em>, que trazia em sua primeira edi\u00e7\u00e3o o artigo \u201c\u00c0s m\u00e3es e educadoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, An\u00e1lia j\u00e1 mantinha dois grandes col\u00e9gios gratuitos para meninas e meninos. Mais adiante, auxiliada por 20 senhoras apoiadoras, fundou a Associa\u00e7\u00e3o Feminina Beneficente e Instrutiva, inaugurada em 1901 em S\u00e3o Paulo. Seguiram-se outras entidades educacionais, como Escolas Maternais, Escolas Elementares e o Liceu Feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Escritora incans\u00e1vel, publicou numerosos artigos, folhetos, tratados sobre a inf\u00e2ncia e uma enorme gama de material destinados a professoras com o intuito de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crian\u00e7as, instruindo-as ao mesmo tempo. Escreveu ainda o livreto <em>O novo manual educativo<\/em>, dividido em tr\u00eas partes: \u201cInf\u00e2ncia\u201d, \u201cAdolesc\u00eancia\u201d e \u201cJuventude\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu legado conta ainda com a revista mensal <em>A Voz Maternal<\/em>, v\u00e1rias escolas e creches na capital e no interior de S\u00e3o Paulo, assim como bibliotecas, maternais, cursos profissionalizantes, num total de 37 institui\u00e7\u00f5es. Fundou a Col\u00f4nia Regeneradora D. Romualdo, entidade dedicada \u00e0 instru\u00e7\u00e3o de garotos mais aptos para a lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris. O lugar tamb\u00e9m acolhia mo\u00e7as \u201cdesviadas\u201d para um trabalho de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua obra ficou imortalizada em 71 escolas, dois albergues, uma col\u00f4nia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s, uma Banda Musical Feminina, uma orquestra, um Grupo Dram\u00e1tico, al\u00e9m de oficinas para manufatura de chap\u00e9us, flores artificiais etc., em 24 cidades do interior e da capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Desencarnou em 20 de janeiro de 1919, em S\u00e3o Paulo, aos 66 anos, vitimada pela gripe espanhola. Ap\u00f3s a sua morte, seu esposo, Francisco Antonio Bastos, seguiu adiante com os prop\u00f3sitos de An\u00e1lia e fundou no Rio de Janeiro o Asilo An\u00e1lia Franco. Seu legado e seus ideais permanecem vivos at\u00e9 os dias de hoje (An\u00e1lia&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-ela-abriu-as-portas-do-espiritismo-para-chico-xavier\">Ela abriu as portas do Espiritismo para Chico Xavier<\/h3>\n\n\n\n<p>Imposs\u00edvel esquecer o nome de dona <em>Carmen Pena Per\u00e1cio<\/em> quando se pensa na biografia de Chico Xavier. Os primeiros passos do grande m\u00e9dium de Pedro Leopoldo na Doutrina Esp\u00edrita foram norteados pelo casal de esp\u00edritas Herm\u00ednio Per\u00e1cio e sua esposa Carmen, respons\u00e1veis por iniciar Chico no Espiritismo. Assustados com a obsess\u00e3o de uma das irm\u00e3s do m\u00e9dium, a fam\u00edlia de Chico recorreu ao casal de esp\u00edritas, que, ap\u00f3s algumas reuni\u00f5es, conseguiram obter a desejada cura. A partir desse momento, Chico seguiu participando do Culto do Evangelho no Lar com o casal Per\u00e1cio e iniciou sua jornada na Doutrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com Herm\u00ednio e Carmen que o m\u00e9dium buscou esclarecimentos sobre mediunidade latente desde a inf\u00e2ncia, quando ficou \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 5 anos de idade. O casal presenteou Chico com exemplares de <em>O Evangelho segundo o Espiritismo<\/em> e <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>, de Allan Kardec, livros que se transformaram nos alicerces da f\u00e9 esp\u00edrita e o orientaram para aceitar a mediunidade e lidar com a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos (Chico&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-uma-vida-e-muitas-obras-dedicadas-ao-estudo-da-doutrina-esp-rita\">Uma vida e muitas obras dedicadas ao estudo da Doutrina Esp\u00edrita<\/h3>\n\n\n\n<p>Nascida em Pedra Azul, Minas Gerais, em 3 de maio de 1946, h\u00e1 mais de 40 anos <em>Marta Antunes de Oliveira de Moura<\/em> representa um dos pilares da Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira (FEB). Nascida em lar de ascend\u00eancia holandesa com pais e av\u00f3s esp\u00edritas, \u00e9 formada em Biologia e Biomedicina pela Universidade de Bras\u00edlia e participa ativamente do estudo e das atividades de forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria do trabalhador esp\u00edrita. Integrante da FEB desde 1980, atualmente \u00e9 coordenadora das Comiss\u00f5es Regionais na \u00e1rea da Mediunidade e uma das vice-presidentes da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Autora e organizadora de diversos livros esp\u00edritas e colaboradora da revista <em>Reformador <\/em>(Marta&#8230;, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-guardi-do-acervo-esp-rita\">A guardi\u00e3 do acervo esp\u00edrita<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"552\" height=\"593\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Elza_Mazzonetto_Machado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3050\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Elza_Mazzonetto_Machado.jpg 552w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Elza_Mazzonetto_Machado-279x300.jpg 279w\" sizes=\"(max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Natural do bairro da Lapa, na zona Oeste de S\u00e3o Paulo, <em>Elza Mazzonetto Machado<\/em> (foto) nasceu e cresceu em uma fam\u00edlia de ascend\u00eancia italiana. Formou-se como t\u00e9cnica em Nutri\u00e7\u00e3o, Pedagogia e Direito. Criada em ber\u00e7o esp\u00edrita, participou da Mocidade Esp\u00edrita da Lapa, onde conheceu o futuro marido, Paulo, com quem se casou em 1951, e escreveu uma hist\u00f3ria de dedica\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o do Espiritismo e pr\u00e1tica da caridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado de Paulo fundou o Museu Esp\u00edrita, com sede no bairro da Lapa, o primeiro no mundo a se dedicar \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria filos\u00f3fica e religiosa da Doutrina codificada por Kardec. Tinha tanto zelo pelas obras raras do local que impedia pesquisadores de ficarem a s\u00f3s com os livros do s\u00e9culo XIX, conta Oceano Vieira de Melo, colaborador do museu. Elza desencarnou em 2016, aos 88 anos, de um c\u00e2ncer de pelve.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-incans-vel-dama-da-ci-ncia-e-da-espiritualidade\">A incans\u00e1vel dama da ci\u00eancia e da espiritualidade<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/marlene-nobre.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3014\" width=\"716\" height=\"677\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/marlene-nobre.jpg 553w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/marlene-nobre-300x284.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma vida dedicada ao ideal m\u00e9dico-esp\u00edrita, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e ao crescimento das Associa\u00e7\u00f5es M\u00e9dico-Esp\u00edritas (AME) no Brasil e no mundo, aos trabalhos espirituais e assistenciais do Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel, na capital paulista, e da Institui\u00e7\u00e3o Lar do Alvorecer Marlene Nobre, em Diadema (SP), e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da <em>Folha Esp\u00edrita<\/em>, a dra. Marlene Nobre apresentou programas de r\u00e1dio e tev\u00ea, realizou incont\u00e1veis confer\u00eancias e palestras no Brasil e exterior. Imposs\u00edvel resumir a vida e a import\u00e2ncia de Marlene Nobre em poucas linhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre cumprindo o que lhe foi determinado por seus mentores, Chico Xavier, Cairbar Schutel e Dr. Bezerra de Menezes, em seus 77 anos de vida atuou incansavelmente como uma das principais lideran\u00e7as do movimento esp\u00edrita no pa\u00eds, escreveu v\u00e1rios livros e fez de sua vida um exemplo raro da pr\u00e1tica da doa\u00e7\u00e3o do amor (Iandoli Jr.; Campos, 2020).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-refer-ncias\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a>AMALIA Domingo y Soler. <em>Funda\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Paran\u00e1<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <\/a><a href=\"http:\/\/www.feparana.com.br\/topico\/?topico=495\">http:\/\/www.feparana.com.br\/topico\/?topico=495<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">AM\u00c9LIE-GABRIELLE Boudet. <em>Uni\u00e3o Esp\u00edrita Mineira (UEM)<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/amelie-gabrielle-boudet#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20Dr,a%20poesia%20e%20o%20desenho\">https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/amelie-gabrielle-boudet#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20Dr,a%20poesia%20e%20o%20desenho<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">AN\u00c1LIA Franco Bastos. <em>Uni\u00e3o Esp\u00edrita Mineira (UEM)<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/analia-franco-bastos\">https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/analia-franco-bastos<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BERTHE Fropo. <em>Luz Esp\u00edrita<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.luzespirita.org.br\/index.php?lisPage=enciclopedia&amp;item=Berthe%20Fropo\">https:\/\/www.luzespirita.org.br\/index.php?lisPage=enciclopedia&amp;item=Berthe%20Fropo<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">CHICO Xavier. <em>Uni\u00e3o Esp\u00edrita Mineira (UEM)<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uemmg.org.br\/chico-xavier\">https:\/\/www.uemmg.org.br\/chico-xavier<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">ESP\u00cdRITOS DIVERSOS. <em>Instru\u00e7\u00f5es psicof\u00f4nicas<\/em>. Psicografado por Francisco C\u00e2ndido Xavier. 3. ed. Bras\u00edlia, DF: FEB, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">FROPO, B. Um pouco de luz. <em>Revue Spirite<\/em>, Paris, 1884. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.luzespirita.org.br\/leitura\/pdf\/L158.pdf\">https:\/\/www.luzespirita.org.br\/leitura\/pdf\/L158.pdf<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">IANDOLI JR., D.; CAMPOS, G. <em>Marlene Nobre e o ideal m\u00e9dico-esp\u00edrita<\/em>. S\u00e3o Paulo: AME-Brasil Editora, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">IRM\u00c3S Baudin. <em>Luz Esp\u00edrita<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.luzespirita.org.br\/index.php?lisPage=enciclopedia&amp;item=Irm%C3%A3s%20Baudin\">https:\/\/www.luzespirita.org.br\/index.php?lisPage=enciclopedia&amp;item=Irm%C3%A3s%20Baudin<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">KARDEC, A. <em>O livro dos m\u00e9diuns.<\/em> 81. ed. Bras\u00edlia, DF: FEB, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. <em>O livro dos Esp\u00edritos<\/em>. Araras, SP: IDE, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. As mulheres t\u00eam alma? <em>Revista Esp\u00edrita<\/em> \u2013 <em>Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/em>, ano IX, p. 13-18, jan. 1866. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.febnet.org.br\/ba\/file\/Downlivros\/revistaespirita\/Revista1866.pdf\">https:\/\/www.febnet.org.br\/ba\/file\/Downlivros\/revistaespirita\/Revista1866.pdf<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">______. Relat\u00f3rio da Caixa do Espiritismo. <em>Revista Esp\u00edrita<\/em> \u2013 <em>Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/em>, ano VIII, p. 222-231, jun. 1865. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.febnet.org.br\/ba\/file\/Downlivros\/revistaespirita\/Revista1865.pdf\">https:\/\/www.febnet.org.br\/ba\/file\/Downlivros\/revistaespirita\/Revista1865.pdf<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">MAGALH\u00c3ES, S. N. <em>Anna Prado, a mulher que falava com os mortos<\/em>. Bras\u00edlia, DF: FEB, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">MARTA Antunes de Moura. <em>Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira (FEB)<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.febeditora.com.br\/custom.asp?arq=autores\/MartaAntunesdeMoura.html\">https:\/\/www.febeditora.com.br\/custom.asp?arq=autores\/MartaAntunesdeMoura.html<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">ZILDA Gama. <em>Uni\u00e3o Esp\u00edrita Mineira (UEM)<\/em>, [2021?]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/zilda-gama\">https:\/\/www.uemmg.org.br\/biografias\/zilda-gama<\/a>. Acesso em: 25 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Acesse o Podcast da entrevista com Oceano Vieira de Melo dispon\u00edvel nesta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/farmaciaitalia.to\/priligy-generico-comprare\/\" rel=\"nofollow\" style=\"color:#ffffff\">https:\/\/farmaciaitalia.to\/priligy-generico-comprare\/<\/a><\/p><a href=\"https:\/\/www.stellarossarugby.com\/confessioni-maschili-non-voglio-piu-mia-moglie\/\">https:\/\/www.stellarossarugby.com\/confessioni-maschili-non-voglio-piu-mia-moglie\/<\/a>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a cria\u00e7\u00e3o da Doutrina Esp\u00edrita as mulheres ocuparam um protagonismo ineg\u00e1vel. Grandes nomes que ajudaram a escrever essa hist\u00f3ria.<\/p>","protected":false},"author":24,"featured_media":2997,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"edicoes":[489],"class_list":["post-2948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","edicoes-576-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2948"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3991,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948\/revisions\/3991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2948"},{"taxonomy":"edicoes","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/edicoes?post=2948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}