{"id":4245,"date":"2022-10-31T21:58:56","date_gmt":"2022-11-01T00:58:56","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4245"},"modified":"2026-01-23T20:17:12","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:12","slug":"o-que-acontece-com-o-outro-me-importa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/2022\/10\/31\/o-que-acontece-com-o-outro-me-importa\/","title":{"rendered":"O que acontece com o outro me importa"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"651\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Figuras_cortadas_de_papel_conectadas_umas_as_outras.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4293\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Figuras_cortadas_de_papel_conectadas_umas_as_outras.jpg 985w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Figuras_cortadas_de_papel_conectadas_umas_as_outras-300x198.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Figuras_cortadas_de_papel_conectadas_umas_as_outras-768x508.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tem uma f\u00e1bula que acredito ser conhecida da maioria, que \u00e9 a \u201cF\u00e1bula do rato e da ratoeira\u201d, que nos conta o seguinte: Um rato, olhando pelo buraco na parede, v\u00ea o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. Correu ao p\u00e1tio da fazenda advertindo a todos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 H\u00e1 uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!<\/p>\n\n\n\n<p>A galinha disse: \u2013 Desculpe-me, Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas n\u00e3o me prejudica em nada, n\u00e3o me incomoda.<\/p>\n\n\n\n<p>O rato foi at\u00e9 o porco e disse: \u2013 H\u00e1 uma ratoeira na casa, uma ratoeira!<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Desculpe-me, Senhor Rato \u2013 disse o porco \u2013, mas n\u00e3o h\u00e1 nada que eu possa fazer, a n\u00e3o ser orar. Fique tranquilo que o Senhor ser\u00e1 lembrado nas minhas ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O rato dirigiu-se \u00e0 vaca, e ela lhe disse: \u2013 O qu\u00ea? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que n\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o o rato voltou para casa abatido, tendo de encarar a ratoeira sozinho. Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua v\u00edtima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que foi pego. No escuro, ela n\u00e3o viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa, que a picou. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Quando voltou, ainda tinha febre. Todo mundo sabe que para alimentar algu\u00e9m com febre, nada melhor que uma canja de galinha. E l\u00e1 se foi a galinha para a panela! Como a mulher demorava a se recuperar, os amigos e vizinhos vieram em grupos visit\u00e1-la. Para aliment\u00e1-los, o fazendeiro matou o porco. E l\u00e1 se foi o porco.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a mulher n\u00e3o melhorou e acabou morrendo por complica\u00e7\u00f5es. E muita gente veio para o funeral. O fazendeiro ent\u00e3o sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo. E l\u00e1 se foi a vaquinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa f\u00e1bula nos leva a refletir sobre um atributo fundamental para n\u00f3s humanos que nos encontramos no orbe em escalada evolutiva. O ser humano \u00e9 na ess\u00eancia um ser social. Precisamos uns dos outros para viver, visto que ningu\u00e9m aprende e ningu\u00e9m cresce sem a ajuda do outro. Essa depend\u00eancia, na verdade, deve-se ao fato de que todos n\u00f3s, embora sejamos Esp\u00edritos \u00fanicos, individuais, cada qual com sua pr\u00f3pria ess\u00eancia, formamos todos juntos uma rede chamada \u201chumanidade\u201d, mergulhada no Fluido C\u00f3smico. E nessa condi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da evolu\u00e7\u00e3o individual, temos a evolu\u00e7\u00e3o do coletivo, ambas guiadas pelo amor de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, queiramos ou n\u00e3o, nos encontramos envolvidos uns com os outros. E assim, qualquer coisa que nos ocorre repercutir\u00e1 n\u00e3o somente em n\u00f3s, mas, de certa forma, no coletivo tamb\u00e9m. Tudo isso faz muito sentido na pr\u00e1tica do \u201camar ao pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d ensinado por Jesus. O que significa desenvolver a simpatia pelo outro irm\u00e3o em humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o que significa simpatia? A palavra \u201csimpatia\u201d tem origem no grego (sym = uni\u00e3o + pathos = emo\u00e7\u00e3o, sentimento) e significa \u201csentir com\u201d. Ou seja, a dor do outro passa a me incomodar, tornando-me capaz de sentir com ele. Tudo o que machuca meu irm\u00e3o em humanidade passa a ser um problema meu tamb\u00e9m, por\u00e9m n\u00e3o no sentido restrito dessa interpreta\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque quando nos desesperamos com o problema de algu\u00e9m n\u00e3o ajudamos em nada ou at\u00e9 pioramos. E sim, no sentido mais amplo, isto \u00e9, ter sensibilidade suficiente de perceber o outro e com isso ser capaz de intervir de certa forma para a melhoria ou resolu\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo, podemos falar de uma quest\u00e3o bem atual, que s\u00e3o os nossos irm\u00e3os refugiados de pa\u00edses em guerra ou submetidos a governos tir\u00e2nicos. A pol\u00eamica dos pa\u00edses procurados pelos que deixam seus pa\u00edses de origem, de aceitar ou n\u00e3o esses irm\u00e3os e irm\u00e3s, est\u00e1 sempre em pauta nas not\u00edcias. Mesmo no Brasil, registramos tristes ocorr\u00eancias de resist\u00eancia em receber nossos vizinhos venezuelanos, e recentemente a eleita primeira-ministra da It\u00e1lia j\u00e1 anunciou o fechamento da entrada de refugiados naquele pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim! \u00c9 fato que existe a preocupa\u00e7\u00e3o de que ao recepcionar os refugiados talvez implique em menos oportunidades para os nativos do pa\u00eds que os recebe, mas, por outro lado, somos todos uma \u00fanica humanidade e estamos certos da pluralidade das exist\u00eancias. O nosso \u201cn\u00e3o\u201d de hoje, ao virar as costas para a dor desses irm\u00e3os, n\u00e3o poder\u00e1 ocasionar um golpe pior para todos amanh\u00e3? No futuro n\u00e3o poderemos ser n\u00f3s os refugiados? E quem pode garantir se j\u00e1 n\u00e3o o fomos e estamos no aqui e agora usufruindo de relativa sanidade e de certa estabilidade gra\u00e7as a m\u00e3os fraternas estrangeiras que nos acolheram em algum dia do passado, apesar de \u201cn\u00e3o terem nada a haver com isso?\u201d Pensemos nisso&#8230;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem uma f\u00e1bula que acredito ser conhecida da maioria, que \u00e9 a \u201cF\u00e1bula do rato e da ratoeira\u201d, que nos conta o seguinte: Um rato, olhando pelo buraco na parede, v\u00ea o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. 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