{"id":4609,"date":"2023-03-10T22:18:51","date_gmt":"2023-03-11T01:18:51","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4609"},"modified":"2026-01-23T20:17:10","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:10","slug":"passado-presente-e-futuro-na-visao-da-lideranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/2023\/03\/10\/passado-presente-e-futuro-na-visao-da-lideranca\/","title":{"rendered":"Passado, presente e futuro na vis\u00e3o da lideran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Nosso entrevistado especial desta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 Walther Graciano Jr., 62 anos, presidente do Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel (GECS).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Waltinho-e-Dra-Marlene.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4610\" width=\"840\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Waltinho-e-Dra-Marlene.jpg 528w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Waltinho-e-Dra-Marlene-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Walther Graciano Jr. ao lado da fundadora Marlene Nobre<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>FE \u2013 Como come\u00e7ou a sua hist\u00f3ria com o Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Walther Graciano Jr. \u2013<\/strong> At\u00e9 1978, frequentava um grupo esp\u00edrita de Campinas (SP), onde tinha passado parte da minha inf\u00e2ncia e juventude com os meus primos. Com o tempo, passei a procurar uma casa esp\u00edrita. Conheci v\u00e1rias delas, mas foi minha m\u00e3e que descobriu o GECS e a doutora Marlene Nobre, presidente do Grupo, e passei a frequent\u00e1-lo. Na ocasi\u00e3o, com 17 anos de idade, eu tinha a mediunidade um pouco conturbada. Em um atendimento realizado pela dra. Marlene e sua m\u00e3e, Ida, recebi a seguinte orienta\u00e7\u00e3o: \u201cV\u00e1 para sua casa, pense e tome a decis\u00e3o se vai frequentar o Grupo, com a decis\u00e3o tomada n\u00e3o olhe para tr\u00e1s\u201d. Decis\u00e3o pelo sim tomada, me senti mais do que acolhido, e minhas d\u00favidas e dificuldades medi\u00fanicas foram sendo sanadas. Comecei trabalhando na sala de desenvolvimento medi\u00fanico, no passe e, paralelamente, na Creche Lar do Alvorecer. Em nenhum momento da minha vida questionei qualquer resolu\u00e7\u00e3o tomada pela Diretoria, porque sentia seguran\u00e7a em todo o direcionamento que me foi dado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi o desenvolvimento do seu trabalho em todos esses anos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Graciano Jr. \u2013<\/strong> Trabalhei em tr\u00eas frentes durante todos esses anos: Lar do Alvorecer, em Diadema (SP), mediunidade e estudos no Centro Esp\u00edrita Cairbar Schutel, no Jabaquara, em S\u00e3o Paulo (SP). Em Diadema, atuei em todos os departamentos, em trabalhos aos s\u00e1bados, j\u00e1 que na \u00e9poca me encontrava cursando a faculdade de Economia. De 1978 para c\u00e1, muita coisa mudou. No passado, o atendimento para entrega de alimentos e atendimento m\u00e9dico era feito por uma pequena equipe, que inclu\u00eda a pr\u00f3pria doutora Marlene Nobre. Depois criou-se o Departamento de Assist\u00eancia Social. At\u00e9 1984, trabalhei na distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, tendo contato com diversas fam\u00edlias e suas dificuldades, posteriormente, na distribui\u00e7\u00e3o de roupas, com os dentistas, limpando, higienizando e esterilizando instrumentos, no dispens\u00e1rio de rem\u00e9dios, com os m\u00e9dicos auxiliando no direcionamento das consultas, enfim, foi uma fase de muito aprendizado na assist\u00eancia social. Por volta de 1986, j\u00e1 com um pr\u00e9dio novo constru\u00eddo e Marlene diretora do Lar do Alvorecer, que atuava no atendimento de crian\u00e7as e pr\u00e9-adolescentes, ela recomendou que eu assumisse o Departamento Educacional do grupo, cuidando da Evangeliza\u00e7\u00e3o infantil. Ali nasceu um novo trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FE \u2013 Como foi esse trabalho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Graciano Jr. \u2013<\/strong> T\u00ednhamos a Evangeliza\u00e7\u00e3o infantil aos s\u00e1bados e o trabalho da creche durante a semana. Tamb\u00e9m segu\u00edamos com a Evangeliza\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio Centro Esp\u00edrita Cairbar Schutel, \u00e0s segundas-feiras, 20h, no Jabaquara. Um pouco adiante, ela come\u00e7ou a acontecer aos domingos tamb\u00e9m, com a lideran\u00e7a da Sandra Marinho, colunista da <em>Folha Esp\u00edrita<\/em> e do <em>Portal de Luz<\/em>. Unimos assist\u00eancia social \u00e0 fam\u00edlia com Evangeliza\u00e7\u00e3o, atendendo todas as necessidades das fam\u00edlias, uma viv\u00eancia de cidadania. Acompanhamos o crescimento de muitas crian\u00e7as e seu desenvolvimento moral e educacional. Anos depois, com nova orienta\u00e7\u00e3o de Marlene, assumi a coordena\u00e7\u00e3o do Departamento de Inf\u00e2ncia e Juventude. Trabalhei bastante, estudei bastante e me envolvi com muitos projetos. Minha m\u00e3e, Anna Giorgetti Graciano, sempre esteve ao meu lado. Professora de m\u00fasica, dava aulas para as crian\u00e7as \u00e0s quintas-feiras. Em um determinado momento, senti que precisava mudar alguma coisa na minha vida: voltar a minha parte profissional para educa\u00e7\u00e3o. Pedi demiss\u00e3o do meu emprego como economista, em 1990, comprei uma escola de educa\u00e7\u00e3o infantil com um amigo e acabei indo estudar Pedagogia, o que me trouxe ainda mais respaldo para o trabalho em Diadema, no Lar do Alvorecer. Acabei vendendo minha parte da escola e fui atuar como professor em uma grande escola da capital e fiquei por l\u00e1 26 anos, at\u00e9 2018, quando me aposentei. Comecei a escrever na <em>Folha Esp\u00edrita <\/em>em agosto de 1996, quando foi retomada a \u201cFolhinha Esp\u00edrita\u201d. Eu escrevia, e minha m\u00e3e publicava suas m\u00fasicas. Cheguei a fazer uma reportagem no Departamento de Inf\u00e2ncia e Juventude da FEB, que criou o curr\u00edculo para as escolas de Evangeliza\u00e7\u00e3o infantil em todo o pa\u00eds. Isso em 2006, quando tive a oportunidade de observar a cria\u00e7\u00e3o das escolas de Evangeliza\u00e7\u00e3o infantil e passei a trabalhar com esse curr\u00edculo no Grupo, ofertando tamb\u00e9m meu trabalho como pedagogo na creche. Durante alguns anos, fiz o planejamento de trabalho com as crian\u00e7as e os professores, inclusive durante a pandemia. Em 2015, com o desencarne da doutora Marlene Nobre, passei a ser secret\u00e1rio do Grupo. Dois anos depois, o irm\u00e3o da doutora Marlene, Paulo Rossi Severino, outro membro da Diretoria, cujos pais fundaram o Grupo, tamb\u00e9m desencarnou. Foi em outubro de 2020 que assumi a Presid\u00eancia do Grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FE \u2013 Por que Evangeliza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Graciano Jr. \u2013<\/strong> As crian\u00e7as precisam de educa\u00e7\u00e3o, atendimento socioemocional e espiritual. Elas precisam de um norte em suas vidas. Em todos esses anos, sempre trabalhamos assim e com a cidadania, colocando essas crian\u00e7as no seio da sociedade. Esse sempre foi o meu pensamento no Departamento de Inf\u00e2ncia e Juventude. Tudo deve ser trabalhado em conjunto. N\u00e3o existe uma divis\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o: \u201cagora eu vou ser educado religiosamente falando, agora eu vou ser educado para a sociedade\u201d. Isso tudo faz parte da forma\u00e7\u00e3o do ser humano, que vai construindo o seu conhecimento. A educa\u00e7\u00e3o formal est\u00e1, sim, agregada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o religiosa. J\u00e1 estou na quarta gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as que frequentam o Lar do Alvorecer e atuando dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FE \u2013 E agora falando de futuro, o que podemos esperar dos trabalhos do Grupo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Graciano Jr. \u2013<\/strong> Temos um grande projeto educacional que vem sendo desenvolvido desde o in\u00edcio da pandemia, quando precisamos parar com todas as nossas atividades com as crian\u00e7as. O trabalho da Assist\u00eancia Social nunca parou. Esse per\u00edodo nos trouxe a oportunidade de repensarmos a educa\u00e7\u00e3o dentro do Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel. Na pandemia, as crian\u00e7as passaram a vivenciar a educa\u00e7\u00e3o dentro das suas casas, tiveram muitas dificuldades, principalmente pelo pouco uso da tecnologia e as dificuldades dos pais em lidar com isso. Em 2022, voltamos a atuar em tr\u00eas frentes muito importantes: sa\u00fade, assist\u00eancia social e educa\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o o nosso pilar. Voltamos a operar a creche, com conv\u00eanio com a Prefeitura de Diadema, atendendo crian\u00e7as de 1 a 4 anos. Paralelamente, come\u00e7amos a idealizar como seria a educa\u00e7\u00e3o dali para frente, considerando que j\u00e1 temos a educa\u00e7\u00e3o s\u00f3lida atendida pelo munic\u00edpio. O que n\u00f3s poder\u00edamos fazer pelas crian\u00e7as que estavam no Ensino Fundamental? O que poder\u00edamos fazer pelos jovens? N\u00f3s sempre tivemos um departamento, que \u00e9 o SECOR, Centro de Conviv\u00eancia Renova\u00e7\u00e3o, que atendia esse p\u00fablico por meio de oficinas, mas agora vivemos um novo momento educacional no Brasil, e eles todos precisam ser bem atendidos. Fizemos algumas adapta\u00e7\u00f5es em nosso curr\u00edculo para atender essa quest\u00e3o da cidadania tamb\u00e9m e passamos a olhar para a educa\u00e7\u00e3o do futuro. A pandemia trouxe uma defasagem de aprendizagem. Decidimos, ent\u00e3o, atuar no contraturno, a partir deste m\u00eas. Inicialmente, vamos atender crian\u00e7as de 7 a 10 anos. Para isso, estamos realizando reformas no nosso pr\u00e9dio. Vamos atuar no atendimento psicol\u00f3gico e sa\u00fade delas e de suas fam\u00edlias. E com artes, m\u00fasica, teatro, refor\u00e7o escolar. A partir do segundo semestre, avan\u00e7aremos para o Fundamental II, com cursos profissionalizantes, e atuaremos em parceria com o Instituto Reciclar, atendendo aos jovens na educa\u00e7\u00e3o socioemocional, inserindo-os na sociedade e no mercado de trabalho. Estamos abertos a parcerias para que possamos desenvolver um grande trabalho naquele que j\u00e1 denominamos Centro Educacional Professor Paulo Rossi Severino, em homenagem ao professor que se dedicou por tantos anos ao Grupo.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nosso entrevistado especial desta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 Walther Graciano Jr., 62 anos, presidente do Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel (GECS). FE \u2013 Como come\u00e7ou a sua hist\u00f3ria com o Grupo Esp\u00edrita Cairbar Schutel? 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