{"id":4687,"date":"2023-04-01T12:55:15","date_gmt":"2023-04-01T15:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaespirita.com.br.br\/jornal\/?p=4687"},"modified":"2026-01-23T20:17:10","modified_gmt":"2026-01-23T23:17:10","slug":"a-critica-jamais-e-construtiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaespirita.com.br\/pt\/2023\/04\/01\/a-critica-jamais-e-construtiva\/","title":{"rendered":"A cr\u00edtica jamais \u00e9 construtiva"},"content":{"rendered":"<p>De tempos em tempos, gosto de voltar nesse tema porque o considero de suma import\u00e2ncia, visto ser um h\u00e1bito que muitas vezes passa despercebido, no entanto \u00e9 um enorme entrave para a nossa evolu\u00e7\u00e3o moral e espiritual. Mesmo sob a justificativa de ser necess\u00e1ria e construtiva, eu n\u00e3o considero a cr\u00edtica como algo saud\u00e1vel e coerente nas rela\u00e7\u00f5es humanas. Pelo contr\u00e1rio, entendo que toda cr\u00edtica fere e humilha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"851\" height=\"566\" src=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/dois_homens_zangados.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4707\" srcset=\"https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/dois_homens_zangados.jpg 851w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/dois_homens_zangados-300x200.jpg 300w, https:\/\/folhaespirita.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/dois_homens_zangados-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 851px) 100vw, 851px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os que defendem a cr\u00edtica \u201cconstrutiva\u201d, na verdade, querem se referir \u00e0 reprimenda de cunho educativo, quando se procura alertar algu\u00e9m sobre sua conduta ou algo que fez e que pode causar preju\u00edzo a ela e aos outros. No entanto, nesse caso, quem chama a aten\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 com a inten\u00e7\u00e3o de humilhar a pessoa a quem se dirige.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se chama a aten\u00e7\u00e3o com o intuito de educar, evita-se faz\u00ea-lo em p\u00fablico, dando prioridade para a conversa em particular, com a escolha de boas palavras, de modo a n\u00e3o parecer que se est\u00e1 acima e que o interlocutor est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o subalterna.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem pessoas que vivem criticando tudo e todos e, n\u00e3o raro, se tornam <em>persona non grata<\/em> nos c\u00edrculos de nossas rela\u00e7\u00f5es. Afinal, quem \u00e9 que se arrisca a ser alvo de cr\u00edtica? Quem tem o h\u00e1bito da cr\u00edtica faz isso de modo irrespons\u00e1vel, n\u00e3o avalia as injusti\u00e7as que pode cometer com a forma superficial de julgar as coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Luiz, no livro <em>Sinal verde<\/em>, cap\u00edtulo 36, nos traz a seguinte reflex\u00e3o: \u201cDevo compreender que o erro de outrem, hoje, talvez ser\u00e1 o meu amanh\u00e3, j\u00e1 que nas trilhas evolutivas da Terra somos ainda portadores da natureza humana\u201d. Para ilustrar essa verdade, Neio L\u00facio, no livro <em>Alvorada crist\u00e3<\/em>, nos traz uma li\u00e7\u00e3o que vale a pena contar agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma adolescente chamada Maria Carmem, que causava preocupa\u00e7\u00e3o \u00e0 sua m\u00e3ezinha pelo seu p\u00e9ssimo h\u00e1bito de tudo criticar. Diante de uma vestimenta comentava: \u201cO conjunto ainda passa, mas a gola est\u00e1 extremamente malfeita, e as mangas defeituosas\u201d. Deparando-se com um m\u00f3vel qualquer arrematava: \u201cN\u00e3o poderiam ter feito coisa melhor?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Certa manh\u00e3, a m\u00e3e com a inten\u00e7\u00e3o de transmitir \u00e0 filha proveitoso ensinamento, convidou-a para um passeio. Andaram por algumas ruas e pararam diante de um arranha-c\u00e9u em plena constru\u00e7\u00e3o. A senhora pediu a colabora\u00e7\u00e3o de um engenheiro, que passou a mostrar todos os movimentos observados na obra. Eram dezenas de oper\u00e1rios manobrando equipamentos diversos, ve\u00edculos pesados que transportavam terra de lugar a outro; pedreiros erguendo as paredes sob a supervis\u00e3o de t\u00e9cnicos que orientavam o trabalho e diversos caminh\u00f5es e carregadores a descarregarem os materiais. Por solicita\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, o chefe da obra ainda explicou que o empreendimento demandou grande soma de dinheiro e outros tantos trabalhadores, como encanadores, eletricistas, pintores etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Carmem ficou impressionada com tanta gente a pensar, cooperar e servir! Finda aquela inesperada visita, a senhora levou a filha a um antigo bairro, onde estacionaram defronte a um antigo casar\u00e3o que nos tempos \u00e1ureos, com certeza, fora bel\u00edssima edifica\u00e7\u00e3o. L\u00e1 apenas um homem trabalhava na demoli\u00e7\u00e3o, empunhando uma marreta.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem, ao se deparar com a cena, exclamou: \u201cComo \u00e9 terr\u00edvel arruinar, desse modo, o esfor\u00e7o de tantos!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ent\u00e3o que a m\u00e3ezinha concluiu seu ensinamento, do qual destaco as seguintes afirmativas: \u201cEdificar \u00e9 muito dif\u00edcil, exige suor e trabalho de muita gente. Mas destruir e eliminar&nbsp; muito mais f\u00e1cil, bastando apenas um martelo \u00e0 m\u00e3o para prejudicar a obra de milhares\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A analogia n\u00e3o poderia ser mais ilustrativa: a cr\u00edtica \u00e9 um martelo que usamos criminosamente, ante o esfor\u00e7o alheio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De tempos em tempos, gosto de voltar nesse tema porque o considero de suma import\u00e2ncia, visto ser um h\u00e1bito que muitas vezes passa despercebido, no entanto \u00e9 um enorme entrave para a nossa evolu\u00e7\u00e3o moral e espiritual. 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