
“Avaliar é uma atitude própria do ser humano diante de ações intencionais que promove. Entretanto, avaliar não é aprovar, desaprovar ou simplesmente medir conhecimentos” (Rocha, 2011, p. 25).
A avaliação representa um papel importante na Evangelização, pois é a partir dela que entendemos como se encontra o processo de ensino-aprendizagem, nos possibilitando ajustar, entender e melhorar a qualidade do nosso trabalho. É, sobretudo, estar atento, no caso específico da Evangelização infantojuvenil, aos resultados, isto é, às mudanças de comportamento, observáveis, ao longo do processo de ensino-aprendizagem. Essa avaliação se dá por meio de:
- coleta de dados sobre comportamento cognitivo, afetivo e social, registrando os aspectos relacionados à frequência e à participação do evangelizando, e sobre aquisição de conhecimentos e mudanças de comportamento (observáveis);
- análise de dados levantados;
- comparação desses dados com os objetivos estabelecidos.
Desse estudo comparativo, pode-se inferir se os resultados esperados foram alcançados, total ou parcialmente, e concluir que medidas deverão ser tomadas para que o processo de ensino-aprendizagem, efetivamente, favoreça a consecução dos objetivos da tarefa evangelizadora.
Sendo assim, se faz necessária a avaliação no sentido de que o evangelizador:
- verifique se o aluno está realmente alcançando os objetivos propostos, ou seja, se está havendo aprendizagem;
- perceba se seu planejamento está atendendo às metas que pretende atingir;
- levar o aluno a vivenciar situações relacionadas à sua realidade, “provando”, assim, como aplicaria os ensinamentos construídos na Evangelização.
Esse último aspecto é de fundamental importância, pois é durante a vida que todos nós teremos provas, as quais, algumas vezes, escolhemos no plano espiritual e que nos farão evoluir.
Seguem abaixo alguns instrumentos de avaliação:
- testes;
- dramatizações;
- questionários;
- resumos;
- caça-palavras;
- esquemas;
- seminários;
- debates;
- dinâmicas e jogos;
- recorte e colagem;
- dobraduras/poesia;
- quadrinhos;
- modelagem;
- montagem com sucata/pintura e desenhos/gincanas;
- portfólio;
- palavras cruzadas;
- trabalhos em grupo.
É oportuno salientar que, na coleta de dados sobre o comportamento cognitivo, afetivo e social, devem figurar todos os envolvidos no processo educativo: evangelizador, evangelizando, família e meio social.
Em se tratando de Evangelização do homem, é fácil deduzir-se que os recursos acima apontados se referem a comportamentos, que podem ser identificados por todos os integrantes do processo do aprendizado específico – da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus –, porquanto as transformações internas, as grandes revoluções nos modos de sentir, de pensar e de agir, constituem tarefa individual e dizem respeito à autoavaliação de cada indivíduo, a caminho da evolução plena.
Boas férias!
Referência
ROCHA, Cecília. Currículo para as escolas de Evangelização espírita infantojuvenil. Brasília, DF: FEB, 2011.