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Porque é importante orar, com ação….

WA CUIN

“Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe ideias sãs” (Kardec, 2019, cap. XXVII, item 11).

A prece é o elo que aproxima a criatura humana da Providência Divina. Jesus, o divino amigo, em oportunidades variadas, ensinou à humanidade o cultivo frequente da prece, esse banho renovador de forças espirituais, tão necessário a todo ser humano. Assim como o corpo físico requisita alimento material para manter suas energias, nossa constituição espiritual solicita vibrações saudáveis para permanecer em equilíbrio.

No entanto, equivoca-se quem vive apenas de contemplação e recolhimento, pois a prece ganha mais força, torna-se mais abrangente e alcança o seio da espiritualidade superior quando vem revestida do trabalho, isto é, da ação. A própria expressão esclarece: oração, ou seja, orar com ação, com atitude, com exemplo, com labor.

Oremos, sim, sempre, mas sem olvidar a necessidade da ação como sustentáculo básico de seu dinamismo e valor. Sabendo disso, podemos elevar nossos pensamentos às esferas superiores da vida, sem descuidar do serviço à infância desvalida ou órfã, que perambula pelas ruas da indiferença, verdadeiro nascedouro de criaturas desequilibradas e perigosas. Cabe-nos oferecer a esses “pequenos” desorientados uma expectativa de vida calcada nas lentes da esperança, para que vislumbrem possibilidades de soerguimento e direção.

Podemos fazê-lo participando de educandários ou instituições que se dedicam a oferecer aos mais carentes cursos de bordado, pintura em tela ou em tecido, computação, oficinas profissionalizantes, aulas de música, reforço escolar, entre outros. Caso não disponhamos de tempo ou habilidade para tais cometimentos, não estamos impossibilitados de colaborar. É possível promover campanhas para angariar material indispensável ao desenvolvimento dessas atividades ou contribuir financeiramente, pois, via de regra, os grupos que laboram em favor dos desprovidos materialmente enfrentam extremas dificuldades financeiras e estruturais.

Podemos, também, em clima de prece, voltar o olhar à velhice esquecida, onde numerosos irmãos seguem seus dias em profunda solidão, abandonados pela família e ignorados pela sociedade.

A idade avançada, por si só, já acarreta uma série de sofrimentos e aflições, pois, ao influenciar a saúde e limitar os movimentos, impõe à criatura uma existência mais difícil. Quando somados o abandono, a solidão e o descaso dos mais jovens, a vida da pessoa idosa transforma-se em um marasmo de dor e desespero.

Orando sempre, se assim desejarmos, poderemos criar melhores condições para esses irmãos de amargura, unindo-nos a eles na formação de grupos de terceira idade, oferecendo aulas de ginástica, natação, bordado, tricô, crochê, dança, recreação e tantas outras atividades. Ao movimentarmos nossa vontade, encontraremos amigos e companheiros animados pelo mesmo propósito. A união faz a força e gera transformação.

Sejamos fiéis à sintonia com Jesus. Não deixemos de buscar, pelo pensamento e pela reflexão, a proteção de Deus, mas façamos isso praticando todo o bem possível. Assim, nossa prece será mais ampla e seus benefícios mais profundos, pois acrescentaremos o fermento do trabalho, regado por doses sinceras de amor ao próximo. Em verdade, assim agindo, oraremos com ação, chegando, portanto, à definição exata do termo: “oração”.

Pensemos nisso, refletindo sobre o valor e a importância desse banho renovador das energias espirituais, sem olvidar o trabalho metódico em favor dos mais necessitados, numa simbiose perfeita entre a Providência Divina e nós.

Referência

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131. ed. Brasília, DF: FEB, 2019. Disponível em: https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/WEB-O-Evangelho-segundo-o-Espiritismo-Guillon.pdf. Acesso em: 30 jan. 2026.

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