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Folha Espírita - maio de 1976

Médium recebe com os pés telas de artistas famosos

Texto de Elsie Dubugras >

Não satisfeitos com a pintura de milhares de magníficas telas usando as mãos do jovem Luiz Antônio Gasparetto, usam agora os artistas desencarnados seus pés e, como fazem com as mãos, empregam ambos indiscriminadamente. Vimos essa extraordinária técnica numa sessão particular em que Monet pintou sua musa em 14 minutos! A técnica empregada é curiosa.

O médium sentou-se num banco alto, ao lado de uma mesa, com uma verdadeira bateria de tintas e bisnagas. Depois de uma curta preparação, escolheu algumas, que jogou no chão, onde já se encontravam duas folhas de papel em branco. Com o pé esquerdo, Luiz Antônio apertou uma das bisnagas para tirar a tinta. Enfiou depois o pé esquerdo naquela tinta e começou a pintar usando o mesmo método adotado pelo artista quando produz quadros com as mãos.

A tela foi iniciada pelo fundo, mas aos poucos, usando outras cores, delineou-se um rosto de mulher, aquele que ele tanto admirava em vida! Um delicado chapeuzinho foi colocado em sua cabeça com flores para enfeitá-lo. O Espírito observou o conjunto e, como que achando que precisava de um arremate, colocou um lacinho de tule na frente do chapéu e um pequeno buquê de flores no ombro.

Pensávamos que o quadro tivesse pronto, mas não! Esboçando um leve gesto de desagrado e com “tch, tch”, enfiou o dedão do pé na tinta branca e consertou, com um rapidíssimo e genial traço, o contorno da face. Agora estava terminado o retrato da sua bela musa – e tudo em 14 minutos.

Luiz Antônio já não é só conhecido na Europa. Os brasileiros também compreendem e apreciam sua extraordinária mediunidade e repetidamente convidam o “Grupo Renoir” a visitar centros espíritas não só na capital, mas no interior de São Paulo e até em outros estados. O último convite partiu de A Casa do Caminho, de Juiz de Fora, Minas Gerais, e para lá seus componentes se dirigiram na Semana Santa. O programa foi muito bem elaborado, e a recepção que o grupo recebeu foi das mais alegres e festivas. Na sexta-feira, o médium fez uma demonstração à imprensa espírita, a um grupo de representantes de centros daquela cidade e de outras vizinhas e aos colaboradores de A Casa do Caminho, produzindo vinte quadros, alguns de singular beleza e particular significado para os presentes. O último foi executado com os pés.

Aqui cabe um detalhe digno de nota. A Casa do Caminho foi fundada há quase vinte anos pela sua atual presidente, Dna. Isabel Salomão de Campos, quando essa médium, que estava gravemente enferma, recuperou sua saúde pela intervenção de um Espírito de elevada hierarquia – Pedro. Escusado dizer que Luiz Antônio desconhecida esse detalhe, mas não os artistas desencarnados que, num gesto de fraternidade, doaram ao centro uma das mais belas telas produzidas até hoje, pintada, na ocasião, por Delacroix: Pedro, o apóstolo!

Tarsila, Goya, Renoir etc.

Tarsila do Amaral, como não podia deixar de ser, prestigiou a reunião, completando duas telas, num total de dez minutos, uma das quais simbolizou o lema do centro – um amor-perfeito –, detalhe que nenhum dos componentes do Grupo Renoir conhecia.

Outros pintores desencarnados que estiveram presentes foram: Goya, com 1 tela feita em 3 minutos; Toulouse Lautrec, com 2 telas; Picasso, 1 tela em 1 minuto; Rembrandt, que em 6 minutos colocou no papel um Cristo de radiante beleza; Portinari, que, usando os dedos do médium mergulhados em tinta, pintou uma em 1 minuto; Van Gogh e Monet, também usando os dedos de Luiz Antônio, reproduziram seus trabalhos. E para dar um toque todo especial àquela reunião, Monet pintou o último quadro usando ambos os pés do médium! A emoção que se apossou dos que presenciaram esse extraordinário show de mediunidade foi indescritível e via-se em muitas faces as lágrimas escorrerem.

A visita a Juiz de Fora encerrou-se com uma palestra nossa sobre a mediunidade de Luiz Antônio, ilustrando-a com um filme mostrando seu trabalho e numerosos slides das telas. Numa apresentação foi ressaltada a importância capital do exercício constante da mediunidade, pois só a abnegação por parte do médium em se reformar intimamente, colocando-se também à disposição dos Espíritos, é que possibilita a produção de obras de vulto no campo espiritual. Um trabalho desse quilate, como o próprio Toulouse Lautrec ressaltou em uma de suas comunicações, não é conseguido de um minuto para o outro. É o fruto de longos anos de paciente cooperação entre o médium e os Espíritos. Sem essa cooperação, o fenômeno jamais aconteceria.

Outro particular salientado é que a finalidade desses pintores não é a de colocar mais alguns quadros no mundo. Esse trabalho é parte de um plano que é de ordem divina e tem por finalidade mostrar que os Espíritos existem, que continuam com todas as características que tinham quando encarnados, que permanecem entre nós e que, concedendo-lhes condições adequadas, comunicam-se conosco. Enfim, que a vida continua!

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