17 de April de 2026

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17/04/2026

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Desafios, perguntas ao Alto, respostas e lições que ficam

Lívia Bastos

Minha história não começa com “era uma vez”, mas tenho certeza de que o final é com um “felizes para sempre”. Esse é o destino de todos nós. Vivi muitos desafios, busquei respostas e aprendi lições valiosas.

Eu tinha 50 reais para passar vários dias em férias, fiz um carimbo e paguei a passagem para fazer uma entrevista de emprego. Cheguei numa cidade próxima a Belo Horizonte e fui bem-tratada na entrevista, cheguei em postos de saúde e todos me agradavam – achei que estava demais para mim… Como diz o mineiro: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia!” Seria crença de não merecer ou realmente havia algum motivo de todos quererem um médico naquele local? Quando desci do carro, descobri: salário atrasado de seis meses e ninguém queria ir para lá. Fiquei triste. Como começar minha vida? Havia pessoas precisando de um médico. Faltava uma prece.

A caminho do aprendizado

Sentei no ônibus muito preocupada, o dinheiro não deve ser a preocupação central do médico, mas eu precisava pelo menos do básico. Chorei. Olhei a paisagem e, por fim (deveria ser por início), orei. Falei brava com Jesus: “Cansei, Jesus, é com você”. Aquele momento estava recheado de exaustão e falta de esperança. Em pensamento, pedi: “Me ajuda, Bezerra. Me ajuda, Eurípedes”.

Como que numa fração de segundo, ouvi assim no meu ouvido (adoro dizer: não tenho nada de desenvolvimento mediúnico, mas foi extremamente forte a intuição), na energia do amor de Eurípedes: “Vá para minha cidade. Vá para Sacramento”.

Eu tô ficando doida? Será mesmo? Não custa tentar. Sorria e chorava ao mesmo tempo. Cheguei em casa e prontamente mandei e-mail para a Secretaria de Saúde. Fui atendida rapidamente.

– Pode vir, você está contratada.

– Oi? Como assim?

 Eu preferi ir à cidade e olhar mesmo se tinha vacina, se tinha estrutura para que eu pudesse ser instrumento do Pai da maneira que eu acreditava. E mais uma vez, pedi: “Pai, me manda mais um recado se tiver que ser aqui mesmo”.

Cheguei ao posto, e lá havia um recado enorme: “AQUI TEM PRÉ-NATAL COM PARCEIRO” – essa era o meu grande sonho desde estudante em BH, proporcionar que a família toda estivesse presente para receber o bebê.

Para agradecer tudo o que eu estava vivendo, fui ao Colégio Allan Kardec e abri “ao acaso” The Gospel according to Spiritism que estava em cima da mesa, e o próximo recado era: “Não são os sãos que precisam de médico”.

Era a prova viva, eu podia assinar o contrato.

Começar de novo

Começaria ali minha missão, meu terreno fértil para plantar as sementinhas de Jesus – as crianças, as famílias, e nada como começar e sempre permanecer onde há Evangelho.

Ampliei, com a Secretaria de Saúde, de Pré-Natal com o Parceiro para Pré-Natal da Família. Recebemos os bebês com várias cadeiras e afetos dentro do consultório. Era necessário expandir o olhar para trazer os irmãos, tios, avós, padrinhos, e isso me fez repensar profundamente meu conceito interno de reencarnação.

Desafios tiveram e com toda certeza ainda existem, sobretudo na pauta da minha educação do sentimento. Um deles foi ver a necessidade dos pacientes com a hipermedicalização – me doía profundamente o coração ver as listas de remédios e me perguntava quem realmente queria cura, quem queria anestesia. Aprendi que essa resposta não é minha. Lugar onde há crítica demais há amor de menos. Foi então que na Fazenda de Santa Maria vi uma linda foto de Eurípedes com as plantas na mão e resolvi dar início aos meus estudos com a homeopatia.

Aprendo aqui muito mais do que atender às famílias, pois aprendo a recepcioná-las em meu coração. Mais do que isso, receber a minha própria família, ressignificando laços e intensificando a vivência de enxergá-las como Espíritos.

Eurípedes, esse Grande Espírito e grande amigo em minha vida, me ensinou a valorizar a arte, a natureza, a música e o teatro como ferramentas para meu autoconhecimento e uma prática médica mais humanizada e espiritualizada.

Eis aqui a minha maior lição. Ser médica aqui me proporcionou curar a mim mesma, minhas histórias, minha própria vida por meio da minha coragem e do sopro desses amorosos mentores.

Lívia Bastos é médica, atuante na Saúde da Mulher em Sacramento (MG), evangelizadora de bebês e ventre e membro do “Bem-vindo à vida”, da AME-MG.

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