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Não pense muito, simplesmente aja e tenha algo importante para contar

Lápis de cor e uma lousa
Foto: Banco de imagem

No atropelo do dia a dia, tendo que decidir rapidamente o que fazer, temos, por vezes, uma enorme resistência para dar atenção e decidir sobre algo que foge da nossa programação. Um amigo costuma dizer que estamos sempre no piloto automático. E isto deve ser uma enorme preocupação para todos nós. Sabem por quê? Porque estamos deixando de vivenciar novas experiências e fortalecer relacionamentos importantes para o nosso desenvolvimento espiritual.

Quantas vezes um amigo nos solicita um favor de improviso, deixando-nos sem ação? Com o intuito de voltar ao nosso “mundinho de tarefas”, simplesmente dizemos um “não posso”. Ou damos uma desculpa amarela só para não sair do nosso ritmo, sem ao menos ouvir melhor a solicitação, manifestando algum interesse pelo outro…

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O mais importante em sua vida

Certa vez, li uma mensagem no site Momento Espírita que ilustra bem o que estamos falando. Ela conta que um famoso advogado foi entrevistado. Entre tantas outras perguntas que lhe fizeram, questionaram o que ele havia feito de mais importante em sua vida. Ele falou sobre o trabalho que realizou para as pessoas importantes. No entanto, mais tarde, refletindo sobre o que disse na entrevista, recordou-se de um acontecimento que tirou do fundo do baú e que agora concluía ter sido a coisa mais importante que tinha feito na vida e que havia acontecido em 8 de outubro de 1990. Lembrou-se que estava jogando golfe com um ex-colega e amigo que há muito não via. Conversavam sobre a vida de cada um e seu amigo lhe contou que sua esposa tinha acabado de ter um bebê. Continuavam jogando e conversando, quando o pai do amigo chegou com um motorista e disse que o bebê estava com um problema respiratório e tinha sido levado às pressas para o hospital. O colega largou tudo e saiu apressado entrando no carro do pai em direção ao hospital.

E o nosso amigo advogado ficou ali, sem saber o que fazer. “Seguir o amigo ao hospital?” Pensava. Mas ele não poderia fazer nada pela criança, que já estava sendo cuidada por médicos e enfermeiras. E continuava no diálogo íntimo:

“Talvez pudesse ir até o hospital e oferecer seu apoio moral? Talvez. Mas tanto o amigo como a esposa tinham famílias numerosas. Sem dúvida, eles estariam rodeados de familiares e de muitos amigos a lhes oferecer apoio e conforto, acontecesse o que fosse”, pensou.

E concluiu que sua presença no hospital só iria atrapalhar o andamento das coisas. Assim, decidiu ir embora, mas quando estava entrando no seu carro, no estacionamento do campo de golfe, percebeu que seu amigo, na correria, acabou deixando o seu carro aberto, com a chave na ignição.

E o advogado finalmente decidiu fechar o carro e levar a chave ao amigo no hospital. Como era de se esperar, o casal estava rodeado de amigos e familiares na sala de espera. E ele, sem coragem de interromper, ficou num canto da sala esperando o momento oportuno para se aproximar. Foi quando um médico entrou na sala e deu a triste notícia de que o bebê não havia resistido, morrendo. Perguntou se os pais gostariam de ficar alguns instantes com o filhinho. Foi então que o casal ficou de pé e se dirigiu à porta. Ao ver o advogado, a mãe o abraçou e começou a chorar. E o pai, seu amigo, o abraçou com força e disse: “Muito obrigado por estar aqui!” E o nosso protagonista ficou lá naquele fim de manhã confortando o casal amigo, que segurava o bebê na última despedida.

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Ao fim da recordação, nosso amigo pensou: “Sem dúvida, isso foi o mais importante que já fiz na minha vida”. Quantas vezes deixamos de ser o ombro amigo para alguém que passa por um momento triste? Deixamos de atender a uma necessidade real de alguém que passa pela penúria e a única coisa que quer é algo para comer. Quantas vezes nosso pai ou nossa mãe espera tão somente um tempinho para que os escutemos? São tantas oportunidades de ser útil e até salvar alguém e temos pressa, trabalhamos muito, estudamos demais, enfim… Será mesmo? Será que não podemos prestar mais atenção às rogativas que nos chegam, às vezes no silêncio? Se pensarmos bem, Jesus ouvia a todos e a todos atendia, e Ele foi o homem que mais coisas importantes fez nesta Terra!

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