
“Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Marcos 9:35).
Dentro do contexto das nossas expectativas, desejamos sempre um mundo melhor, onde nossos sonhos saiam do plano das ideias para a realização plena. Seria a vida de plenitudes, alegrias, felicidade e paz. Mas a conquista dessa aspiração tão almejada só se concretizará mediante o empenho, a participação e o esforço coletivo.
Portanto, se realmente desejamos um mundo melhor, amemos a nossa família, com toda a nossa força e intensidade, renúncia e dedicação, estruturando-a nos moldes da decência, dignidade, ética e responsabilidade.
Se desejamos um mundo melhor, trabalhemos arduamente, no meio social em que nos situamos, defendendo os valores morais e difundindo exemplos de honradez e fiel cumprimento dos nossos deveres.
Se desejamos um mundo melhor, desenvolvamos ações em favor da velhice solitária e abandonada, oferecendo aos irmãos idosos um pouco de carinho e atenção para que finalizem seus dias na terra com mais respeito e alívio.
Se desejamos um mundo melhor, no âmbito das nossas relações sociais, façamos uso da compreensão e da tolerância, não olvidando que a educação precisa ser a base das nossas ações.
Se desejamos um mundo melhor, não desperdicemos as várias oportunidades de trabalho que surgem no nosso cotidiano e saíamos a cooperar, de algum modo, em benefício da serenidade geral, dardejando gestos de bondade e altruísmo.
Se desejamos um mundo melhor, observemos a quantidade de jovens, adolescentes e crianças que seguem pelas vielas da vida em experiências de aflição e sofrimento, conhecendo todo tipo de carência; a material, a moral, a afetiva e descruzemos os nossos braços em atividades de socorro e esperança.
Se desejamos um mundo melhor, estudemos mais, para que melhores preparados contribuamos para o avanço da tecnologia, buscando conhecer novas formas e meios de facilitar a vida humana.
Se desejamos um mundo melhor, não meçamos esforços para adquirir medicamentos, mesmo em campanhas, para aliviar as dores e os padecimentos que torturam tantas criaturas sem recursos financeiros, que passam seus dias em leitos de angústias e desconforto.
Se desejamos um mundo melhor, cuidemos com zelo e consciência do nosso corpo físico, para que tenhamos mais horas com possibilidades de trabalho e menos tempo para a inércia decorrente de enfermidades e desajustes.
Se desejamos um mundo melhor, entendamos que os recursos financeiros e econômicos circulantes no mundo não existem para atender aos nossos caprichos pessoais, e sim para movimentar o universo das oportunidades para todos. Guardar fortuna em cofres ou em faustosas contas bancárias é prender o progresso e amontoar aflições para nós mesmos.
Se desejamos um mundo melhor, onde estivermos, com quem estivermos e em que condições estivermos, elejamos o bem como prioridade em nossas vidas e cheguemos ao sacrifício, se necessário for, para amar, indistintamente, aqueles que caminham conosco pelas estradas da existência.
Se desejamos um mundo melhor, estudemos com afinco e persistência o Evangelho de Jesus, vivenciando, na prática, cada lição do Cristo, formando o lastro forte da solidariedade entre os homens.
Assim, não esperemos pelas ações e iniciativas dos outros, façamos a nossa parte sem cobrar nada de ninguém. Devemos prestar contas à nossa consciência e pouco importar para o que os outros pensem, mas, sim, sermos agradável a Deus, que sempre tem opiniões diferentes da dos homens.
Let's reflect...