April 16th, 2026

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16/04/2026

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Aprendamos a nos fixar no bem

Não é novidade o quanto nos faz mal nos apegarmos a situações e coisas que, justamente, nos causam sofrimento. Infelizmente, muitas pessoas que conheço – inclusive quem vos escreve –, em maior ou menor grau, acabam se prendendo a situações que incomodam e fazem sofrer. O mais preocupante é que isso acontece, muitas vezes, sem percebermos. Quando menos esperamos, estamos acalentando uma ideia fixa ou um sentimento paralisante que nos impede de seguir adiante. Pode ser um fato infeliz que vivenciamos, algo que alguém nos disse e que nos magoou ou nos deixou inquietos.

Na vivência da Doutrina Espírita, é comum nos depararmos, durante os trabalhos de desenvolvimento mediúnico, com Espíritos desencarnados que permanecem presos a um monoideísmo destrutivo, que os estagna no sofrimento e lhes rouba qualquer perspectiva de renovação. Se não cuidarmos com atenção dos nossos pensamentos e sentimentos, corremos o risco de nos tornarmos vítimas de nós mesmos, sem forças para encontrar o caminho de superação da dor.

Há uma pequena história que ilustra bem esse problema e que também nos mostra o quanto ele é antigo:

Em um reino distante, havia um homem famoso por sua sabedoria. No início, aconselhava apenas parentes e amigos íntimos. No entanto, sua fama cresceu tanto que o próprio soberano passou a consultá-lo com frequência.

Todos os dias, muitas pessoas buscavam seus sábios conselhos. O sábio, no entanto, notou que algumas delas retornavam semanalmente, trazendo sempre os mesmos problemas e ouvindo os mesmos conselhos – que nunca colocavam em prática, transformando o processo em um círculo vicioso.

Um dia, o sábio reuniu esses consulentes e contou-lhes uma piada muito engraçada, que provocou gargalhadas gerais. Depois de algum tempo, contou a mesma piada novamente – desta vez, com risos mais discretos. Ele repetiu a piada várias vezes ao longo de três horas, até que ninguém mais risse. Então, o sábio refletiu: “Se vocês não conseguem rir várias vezes da mesma piada, por que conseguem chorar inúmeras vezes pelo mesmo problema?”

Essa história nos faz pensar: temos enorme facilidade em superestimar a dor e repetir, mentalmente, os acontecimentos dolorosos. Acredito que os queridos profissionais da Psicologia sabem bem disso. Imaginem quantas vezes eles escutam as mesmas histórias e desabafos! E por que será que as coisas boas – como o amor das pessoas queridas, a realização de alguém que estimamos, uma nova descoberta, entre tantas outras bênçãos – não ocupam o mesmo espaço em nossos pensamentos? Faço esta pergunta, antes de tudo, para mim mesma.

Precisamos refletir seriamente sobre isso. Aliás, aqueles que se sentem vítimas de “assédio espiritual” ou enfrentam processos obsessivos deveriam avaliar até que ponto não estão mantendo sua mente presa a ondas repetitivas de dor e ressentimento, atraindo, assim, sintonia com faixas vibratórias mais densas e Espíritos vingativos.

Sim, há momentos em que precisamos de acolhimento. Queremos colo. No entanto, permanecer sempre nessa condição de carência faz com que, inevitavelmente, as pessoas se afastem – não por falta de amor, mas por já não saberem mais como ajudar diante das mesmas histórias repetidas.

Nas lições dos Espíritos superiores, encontramos o remédio: sair de nós mesmos e fazer o bem. Levar o pão, o consolo e a palavra amiga a quem precisa mais do que nós.

Pensemos seriamente nisso.

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