17 de April de 2026

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17/04/2026

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Evil: the other person's problem or ours?

Diante de cenas de violência, guerras, abusos e injustiças, a pergunta ressurge com força: de onde vem o mal? E, sobretudo, por que ele ainda parece prevalecer? A resposta confortável seria atribuí-lo a “pessoas más”, como se o problema estivesse sempre do lado de lá. No entanto, a reflexão proposta nesta edição convida a um movimento mais profundo: compreender que a maldade não é criação divina nem destino irreversível. É expressão do uso inadequado do livre-arbítrio em estágios ainda imaturos da evolução espiritual.

A ciência busca entender os mecanismos psíquicos que estruturam comportamentos agressivos ou destrutivos. A psiquiatria identifica padrões, investiga causas e propõe intervenções. Já a visão espírita amplia o horizonte: o Espírito é criado simples e ignorante, destinado ao progresso. O mal não é essência; é ignorância transitória.

Se o mal decorre da ignorância, o progresso intelectual amplia nossa capacidade de discernir e, consequentemente, nossa responsabilidade. Em The Spirits' Book, Allan Kardec registra que o desenvolvimento da inteligência fortalece o livre-arbítrio e aumenta a responsabilidade pelos próprios atos. Quanto mais compreendemos o bem e o mal, menos justificável se torna a omissão.

Quando o bem se manifesta como escolha consciente – seja na política, na ciência ou nas relações cotidianas –, o conhecimento encontra direção. A inteligência pode explicar, estruturar, organizar; mas é a ética que define para que e para quem se constrói. Onde o bem se torna ativo, o progresso deixa de ser apenas técnico e passa a ser verdadeiramente humano.

In The Spirits' Book, ao tratar da Lei Moral, Kardec questiona os Espíritos sobre a predominância do mal na Terra. A resposta é direta e desconfortável: o mal prevalece pela omissão dos bons. Não basta não praticar o mal, é preciso agir em favor do bem. Essa afirmação desloca o eixo da discussão. Se a violência persiste, qual é a nossa parcela de responsabilidade? Quando nos calamos diante da injustiça, quando relativizamos agressões, quando alimentamos discursos de ódio, ainda que sutilmente, não estamos também contribuindo para a manutenção desse cenário?

O Espiritismo ensina que toda ação gera consequência. A Lei de Causa e efeito não opera como punição, mas como mecanismo educativo. A dor que decorre do erro pode se tornar instrumento de transformação, desde que acompanhada de consciência. Sem reflexão, o sofrimento apenas endurece. Com lucidez, pode regenerar. Vivemos em um mundo de provas e expiações, onde o bem ainda não é maioria, mas isso não significa estagnação. A humanidade avançou em direitos, leis, ciência e mecanismos de proteção coletiva. O progresso intelectual é evidente. O desafio permanece no mesmo ponto: converter conhecimento em maturidade moral.

A grande questão é: queremos acelerar esse processo ou apenas assistir? A leitura atenta de The Spirits' Book, especialmente das questões que tratam da Lei Moral, da liberdade e da responsabilidade individual, oferece base sólida para essa reflexão. Ali encontramos não apenas explicações, mas um convite: assumir a própria parcela de transformação. O mal não é eterno. A evolução é inevitável. E o ritmo dessa mudança depende, também, das escolhas que fazemos agora.

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