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Nuestra sociedad y la necesidad de un propósito en la vida

Sem a pretensão de realizar uma análise mais profunda sobre o vazio existencial que a humanidade vive na atualidade, trago uma reflexão sobre alguns temas bastante emergentes em nossa sociedade: o comportamento de tratar bebês reborn como crianças, a humanização dos pets e a identificação de pessoas como animais – os chamados Therians. Na busca por preencher esse vazio, originado pela falta de sentido ou de um propósito de vida, tem-se recorrido a recompensas materiais, à busca pela juventude eterna e ao prazer em relações efêmeras e imediatistas, entre outros. E onde se está buscando apoio?

A ideia não é igualar esses comportamentos e seus motivos, mas justamente fazer um convite à reflexão: como temos lidado com nossas dores e frustrações? Se pensarmos em situações de perda afetiva ou traumas, esse tipo de comportamento pode, sim, ter um caráter terapêutico, ao amenizar uma dor profunda. No entanto, sua normalização indiscriminada pode ser prejudicial à saúde mental. O lúdico é extremamente importante para o desenvolvimento infantil e para o equilíbrio emocional dos adultos, mas sua função é organizar, equilibrar e oferecer caminhos para lidar melhor com a realidade, e não substituí-la.

O perigo dessas fugas do enfrentamento está em não desenvolvermos os recursos necessários para lidar com frustrações e dores. Ao não acionarmos nossas próprias potencialidades, deixamos de conquistar o fortalecimento necessário para uma aprendizagem eficaz, que nos ampare nos momentos desafiadores da vida. Busca-se, então, respostas para as questões mais profundas em recursos ilusórios de felicidade. Como estou cuidando de mim? Como compreendo e ressignifico o meu sofrimento?

Psicologia e Doutrina Espírita diante dos desafios

Tanto a Psicologia quanto a Doutrina Espírita oferecem diretrizes eficazes para lidar com esses momentos desafiadores. Ambas propõem o acionamento dos recursos internos do ser, possibilitando que ele se fortaleça por meio do aprendizado gerado em situações dolorosas, com o entendimento de que nada é por acaso e de que existe uma Justiça Divina que tudo rege por intermédio do amor maior, trazendo sentido ao sofrimento.

Joanna de Ângelis nos ensina, em diferentes obras, que:

“Não poucas vezes, diante dos grandes desafios para os quais o indivíduo não se sente equipado, por lhe faltarem os recursos hábeis para os arrostar, foge para atitudes levianas e irresponsáveis, como se estivesse agindo de forma correta. […] Toda vez que se tenta evitar esforço e luta, opera-se em sentido contrário às Leis da Vida, que impõem movimento e ação como recursos de crescimento psicológico, moral. Intelectual e espiritual” (Ângelis, 2014a, cap. 1).

 “Fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos da alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga das complicações decorrentes do tempo perdido, pelo contrário, uma atitude corajosa de examiná-lo e enfrentá-lo representa valioso recurso de lucidez, com efeito terapêutico propiciador de paz” (Ângelis, 2014c, cap. 1).

“[…] o fenômeno dos sofrimentos faz parte inevitável da conjuntura existencial, constituindo mecanismo de valorização do equilíbrio interior como diretriz de segurança para a vivência do bem-estar […]” (Ângelis, 2014b, cap. 8).

É fundamental destacar que enfrentar o sofrimento não significa lidar com a angústia e a dor sozinho. Buscar ajuda especializada com profissionais da saúde mental é essencial nesse processo. Psicólogos e psiquiatras podem oferecer o suporte necessário para que esse enfrentamento ocorra de forma saudável e eficaz.

Além disso, o acolhimento e o olhar amoroso ao próximo são sempre ferramentas poderosas de auxílio. Um gesto de empatia, uma escuta atenta ou uma presença acolhedora podem fazer grande diferença na vida de quem atravessa momentos difíceis.

Celi Mareuse é psicóloga clínica, especialista junguiana

Referencias

ÂNGELIS, Joanna de (Espíritu). Conflitos existenciais. Psicografado por Divaldo Franco. Salvador: Leal, 2014a. (Série Psicológica Joanna de Ângelis, 13).

ÂNGELIS, Joanna de (Espíritu). Em busca da verdade. Psicografado por Divaldo Franco. Salvador: Leal, 2014b. (Série Psicológica Joanna de Ângelis, 15).

ÂNGELIS, Joanna de (Espíritu). Plenitude. Psicografado por Divaldo Franco. Salvador: Leal, 2014c. (Série Psicológica Joanna de Ângelis, 3).

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