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Documentário resgata vida e legado de Cairbar Schutel

Produção assinada por Zé Henrique Martiniano e Márcia Tamia, estreou no final de setembro, no Cine Center Lupo, em Araraquara (SP), o documentário “Vivi, Vivo e Viverei – Cairbar Schutel”. A obra marca os 120 anos de fundação do primeiro centro espírita e da primeira gráfica espírita da região, ambos criados por Cairbar Schutel, figura histórica de Matão e do Espiritismo no Brasil, e pretende aproximar o público de sua figura humana, sem perder de vista a importância histórica de sua atuação como pioneiro da imprensa espírita e referência para gerações.

A trajetória de Martiniano no audiovisual começou em 2022, quando lançou “Parnaso Cantado – o documentário”, inspirado no livro Parnaso de Além-Túmulo, psicografado por Chico Xavier. O projeto nasceu de uma parceria com o palestrante Orson Peter Carrara. A produção mesclou músicas com poemas do livro e depoimentos de estudiosos, atraindo grande público no Cine Center Lupo.

“Depois desse primeiro passo, vieram outros trabalhos. Em 2023 produzimos ‘Alvorada do Espiritismo na Morada do Sol’, sobre os primeiros centros espíritas de Araraquara. Já em 2024, celebramos o centenário de Wallace Leal, grande artista e continuador da obra de Cairbar Schutel, com um documentário e uma minissérie em 10 capítulos”, recorda Martiniano, que tem Márcia Tamia como companheira no novo projeto. “O artista é o Zé Henrique. Minha parte envolve pesquisas, debates para o roteiro, filmagens e a edição mais bruta. Pesquisei duas biografias e três livros com referências a Schutel, além de ouvir relatos de pessoas ligadas a ele. Nosso objetivo foi trazer uma abordagem mais leve, revelando aspectos íntimos e pessoais dele”, revela.

A dupla entrevistou nomes de peso para compor a narrativa. Entre eles, Orson Peter Carrara, grande divulgador da obra de Cairbar; o jornalista e biógrafo David Liesenberg, autor de “O Imortal Cairbar Schutel”; e Ana Beatriz Perche Baldan, sobrinha-neta de médiuns próximas ao fundador de O Clarim. O ponto alto foi a participação de Dona Ziza, 102 anos, lúcida e entusiasmada, que conviveu diretamente com Schutel e trabalhou na editora fundada por ele.

Público prestigiou lançamento do documentário no Cine Lupo, em Araraquara (SP)

Inspiração e homenagem

Martiniano sua dedicação ao cinema espírita à influência da poesia de Chico Xavier: “Desde 2010, trabalho musicando poemas espíritas. A produção desses documentários nasceu da minha admiração pela obra poética de Chico e pela profundidade do Espiritismo”.

Sobre o novo documentário, Martiniano é enfático: “queremos celebrar esse homem que extrapolou os limites do Espiritismo, mostrando sua humanidade e sua visão de mundo”, conclui. Assista o documentário Vivi, Vivo e Viverei – Cairbar Schutel aqui

Créditos:

Direção
Zé Henrique Martiniano
e Márcia Tamia

Entrevistados
Ana Beatriz Perche B. Baldan
Sobrinha-neta das médiuns de Cairbar
e Educadora

David Liesenberg
Biógrafo de Cairbar Schutel
e Jornalista

Márcia Tamia
Cirurgiã-dentista
e Documentarista

Orson Peter Carrara
Palestrante espírita
e Escritor

Ziza Antunes Rosito
Ex-funcionária de O Clarim
e amiga de Cairbar

Desenho da abertura
Francisco Lopes

Arte da abertura
Pedro Martoli

Animação da abertura
Renato Porfírio

Fotos
Domínio público
Ismael Gobbo
Memorial Cairbar Schutel
Arquivo Histórico
Municipal de Araraquara
Manu Mandeli
Casa Editora O Clarim
Luís Hu Rivas
Danilo Wilke Demétrio Darck

Pesquisa, produção e entrevistas
Zé Henrique Martiniano
e Márcia Tamia

Roteiro, filmagens e edição
Zé Henrique Martiniano
e Márcia Tamia

Captação e edição de áudio
Zé Henrique Martiniano

Tratamento de áudio
Walter Jr.

Trilha Sonora
Zé Henrique Martiniano

Música: Vivi, Vivo e Viverei
(C. Schutel, U. Xavier e Zé Martiniano)
Gravado ao vivo no EAC 2018
Encontro Anual Cairbar Schutel,
em Matão-SP
com o Coral de Cem Vozes

Ficha Técnica
Luiz Piquera: arranjo coral e regência
Zé Henrique Martiniano: violão, guitarra e arranjo
Walter Jr: teclados e captação de áudios
Franco Lorenzon: baixo acústico
Marquinhos Froco: bateria
Renato de Sá: cello
Ronaldo Cordas Oliveira: arranjo de cordas
Daniel Barreto: filmagem do Coral

Música: Saudades de Matão
(Jorge Galatti, A. Silva e R. Torres)
Intérprete: Zé Henrique Martiniano

Revisão
David Liesenberg
Lucas Martiniano

Direção de arte
Pedro Martoli

Agradecimentos
Luiz Piquera
e o Coral de 100 vozes
Moacyr Carlos
e o coral Unimed/Sicredi de Araraquara
D. Nilza, Suzi
e o coral O Consolador de Araraquara
Emílio Carlos, Tânia Polis
e o coral Batuíra de Araraquara
Fernando Arrobas
e o Coral Aníbal Lopes de Jaboticabal
Paula, Renato
e grupo Família c/ Jesus de S. Carlos
Wilson Ortis, Suzana Amyuni
e o Coral Affeto de São Carlos
Danilo Gomes
e o Coro Frater de Matão
Orson Peter Carrara
e Encontro Anual Cairbar Schutel

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