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O homem de bem: por que justiça, amor e caridade ainda são um desafio urgente

“O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza” (questão n. 918, de El libro de los espíritus, Allan Kardec).

Praticar a Lei de Justiça, de Amor e de Caridade na completa pureza certamente não se trata de tarefa fácil, mas urgente e imprescindível, se realmente desejamos construir o mundo de paz dos nossos sonhos.

A justiça plena, exercida pelos cidadãos, permitirá que cada qual tenha seus direitos respeitados, não tendo, portanto, nenhuma necessidade de reivindicá-los, visto que eles estariam assegurados. O amor, na sua essência máxima, daria à humanidade a condição de fraternidade entre seus membros, com respeitabilidade e companheirismo, criando a ambiência devida para que cada qual possa viver com prazer e segurança. A caridade, exercitada com frequência, proporcionaria a todos o clima de união, em que o mais rico pudesse olhar pelo mais pobre, o mais forte socorrer o mais fraco e o mais inteligente amparar o menos dotado de intelectualidade.

Portanto, vivenciar tais virtudes seria, acima de tudo, edificar as colunas mestras do mundo de felicidade que todos ansiamos por erigir. E não tenhamos nenhuma dúvida: se ainda não conseguimos lograr êxito em nossa convivência social, em que se destacam fatos e acontecimentos que mancham o contexto das nossas relações, esparramando dores e sofrimentos por todos os lados, é porque não tomamos consciência de como devemos agir para que sejamos homens de bem.

A paz e a felicidade que buscamos insistentemente ainda não chegaram, uma vez que pouco ou quase nada estamos fazendo no campo do bem, pois a completa harmonia no âmbito social em que vivemos só poderá ser instalada quando todos os membros da sociedade estiverem em paz e felizes. Se apenas alguns conseguem tais conquistas, elas acabam não durando, porque deparam com a insegurança, a insatisfação e o desconforto de outros.

Entendendo tal realidade, começamos a perceber a inconveniência do egoísmo e do orgulho, essas terríveis chagas que maculam, ferem e entristecem os nossos corações, esparramando reflexos negativos e prejudiciais em todos os quadrantes da Terra. Em verdade, ninguém conseguirá ser feliz sozinho. Essa é a grande e inquestionável realidade. A nossa alegria só poderá nascer se plantarmos a alegria nos corações alheios. Qualquer outro tipo de vida ou quaisquer outras tentativas serão infrutíferas e inócuas, apenas adiando o momento de conquistar a serenidade que queremos.

Assim sendo, analisemos nossos comportamentos, atitudes e modo de vida, para verificar se nos enquadramos no rol dos homens de bem, aqueles que praticam a Lei de Justiça, de Amor e de Caridade em sua mais completa pureza. Caso ainda estejamos vivendo de forma diferente, não percamos mais tempo: tomemos novos rumos e cuidemos de direcionar a nossa vida pelos caminhos promissores do bem.

Temos familiares que aguardam o nosso socorro, crianças esquecidas que precisam da nossa proteção, famílias sofridas que esperam a nossa solidariedade, jovens aturdidos esperando que lhes apontemos direções seguras, desempregados desejando que os ajudemos a encontrar uma ocupação, pessoas idosas abandonadas suplicando que os amparemos; enfim, um pequeno olhar ao nosso redor nos mostrará o quanto ainda temos por fazer, para que a Lei de Justiça, de Amor e de Caridade seja plenamente exercida.

Não importa se os outros não a praticam intensamente; comecemos a vivenciá-la, e o nosso exemplo de perseverança e dedicação, aos poucos, contagiará aqueles que nos observam. Lentamente, a humanidade toda entenderá que não existe outra saída: somente o bem, sempre o bem… sem pedir nada em troca ou esperar qualquer recompensa.

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