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O que podemos fazer para darmos um novo rumo à nossa existência?

W.A.Cuin

“Não recue diante da luta, se realmente já podes interessar o coração nos climas superiores da vida” (Emmanuel). A humanidade, ante o estágio evolutivo em que se encontra, ainda se agita entre conflitos, incertezas e dificuldades. Assim, sofre o homem todas as espécies de agruras, gemendo no seio dos problemas que cotidianamente os atormenta, derramando-lhe sobre a existência a taça amarga das insatisfações.

Em realidade, estamos ainda muito distantes da compreensão dos verdadeiros valores e das finalidades da vida na Terra, pois a maioria que por aqui moureja não conta com a convicção da continuidade da vida em outros quadrantes do Universo. Para muitos, a vida se prende tão somente a esta efêmera e curta passagem pelo planeta, onde logramos viver alguns anos, e depois, na opinião geral, fica a dúvida, o desconhecido, o medo…

Essa posição desconfortável, nascida da falta de fé e despedida de lógica e razão, tem conduzido a humanidade a comportamentos desajustados, infelizes e equivocados, onde as próprias criaturas são as vítimas dos descuidos que acalentam. Portanto, se já temos interesse em ingressar o nosso coração nos climas superiores da vida, se já conseguimos vislumbrar mais à frente, se já percebemos que ante a justiça, sabedoria e o amor divinos a vida é muito mais que apenas alguns anos enclausurados num corpo físico, será tempo de nos perguntarmos: o que podemos fazer?

Indistintamente, todos nós temos plenas condições de encetar uma direção nova ao rumo da nossa existência, bem como de exemplificar comportamentos, atitudes e procedimentos capazes de ajudar a mudar a rota da humanidade. O que, então, podemos fazer?

Podemos sorrir um pouco mais, mesmo vivendo mergulhados numa atmosfera de sofrimentos e dificuldades, pois o otimista não é aquele que somente colhe flores em seu jardim, mas, acima de tudo, aquele que as semeia nos jardins alheios.

Podemos usar nossas conversações para o cultivo de assuntos edificantes, nobres, salutares, dispensando os comentários vazios, levianos, principalmente sobre a vida alheia, pois o problema do outro realmente é do outro e não nosso, portanto nossa participação deve ser a de ajudar e servir, e não a de julgar.

Podemos dispensar nossas horas vagas em favor de quem está sobrecarregado pelas atribulações do dia a dia ou na direção de pessoas que vivem à margem das oportunidades, caminhando em profundos quadros de sofrimento e aflição.

Podemos nos juntar às instituições que se ergueram na cidade pela força do ideal de muitas criaturas, ajudando a cuidar de crianças abandonadas, órfãs, no firme propósito de formar uma geração comprometida com o bem ou dispensar atividades em favor de idosos que a família esqueceu, aliviando, pelo menos um pouco, as dores que sentem nascidas do frio da indiferença.

Podemos, e isso é uma obrigação, oferecer exemplos de dignidade, honradez e honestidade por onde passamos, para que aqueles que nos observam e, muitas vezes, nos fiscalizam possam também se motivar a uma vida nobre.

Agindo, portanto, de conformidade com os preceitos evangélicos, informaremos à humanidade o roteiro que nos conduzirá à paz e à felicidade, meta que todos buscamos. Certamente a colheita será obtida no tempo, quando nossa intimidade acolher a convicção absoluta de que a vida na Terra é apenas uma etapa, muito curta, da vida total, pois somos Espíritos eternos, para os quais a morte significa tão somente deixar de viver neste mundo para existir no mundo espiritual.

Então, vejamos o que podemos fazer e não percamos tempo, pois a demora representa adiar a colheita da felicidade por tempo indeterminado. Sejamos otimistas, alegres, esperançosos, determinados, confiantes, e o mundo nos responderá com o sorriso da paz.

Source

EMMANUEL. Justiça divina. Psicografado por Francisco C. Xavier.

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