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Les opportunités de la vie ne sourient presque jamais

O tema oportunidades da vida que vamos abordar foi inspirado na lição 46 do livro Agenda chrétien, psychographié par Chico Xavier e de autoria do grande mentor Emmanuel. O título da lição é “Aproveite o ensejo”, ou seja, “Aproveite a oportunidade”.

Homen diante de um labirinto formado com setas
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Numa dessas palestras motivacionais que assisti, há algum tempo, o palestrante explicava que a oportunidade é como uma moça de cabelos longos que passa rápido por nós e que se não ficarmos espertos a perdemos. E que às vezes temos que puxá-la pelos cabelos para ela não escapar. Na época, eu imaginava a oportunidade como uma entidade que sempre se apresentava sorrindo, pois a tendência é ela sempre trazer bons ventos, boas coisas, por isso sua face era risonha, por estar alegre.

Por essa razão, quando se fala em oportunidade, o normal é vê-la com bons olhos, concordam? Porque uma oportunidade nos apresenta uma nova possibilidade que pode nos trazer bons resultados. Entretanto, não é bem assim que acontece.

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Imaginem uma oportunidade de trabalho. Se a aproveitamos, certamente não é de um dia para outro que alcançaremos o resultado que a “oportunidade” promete num primeiro momento. Concordam? Normalmente, existe um caminho a percorrer. Tempo, dedicação, aprendizado constante. Sem falar das dificuldades que surgem ao longo do caminho. Alguns exemplos de dificuldade na vida profissional de uma pessoa: pessoas difíceis, excesso de trabalho, necessidade de humildade para aprender, disciplina, entre outros desafios.

Da mesma forma, ocorre quando surgem as oportunidades de crescimento espiritual que a vida nos oferece. As dificuldades e os embates surgem durante a nossa trajetória para enfrentar e vencer enquanto Espíritos imperfeitos em ascensão à perfeição. Entretanto, tais oportunidades estão longe de nos surpreender num cenário de alegria e diversão.

Mesmo assim, impulsionados pela intuição de que conseguiremos um dia a paz e a felicidade tão almejadas, típicas dos mundos felizes, onde vivem os Espíritos perfeitos, muitos de nós acolhe a oportunidade de cara triste e apreensiva e seguem adiante.

Assim, colocamos a seguir algumas das situações que podemos identificar como oportunidades de elevação espiritual, que Emmanuel descreve na referida lição:

“Não é o companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata. É aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio peito.

Não é o irmão cheio de entendimento evangélico que reclama suas atenções inadiáveis. É aquele que ainda não conseguiu eliminar a víbora da malícia do campo do coração.

Não é o amigo que marcha em paz, na senda do bem, quem solicita seu cuidado insistente. É aquele que se perdeu no cipoal da discórdia e da incompreensão, sem forças para tornar ao caminho reto.

Não é a criatura que respira no trabalho normal que requisita vencer as circunstâncias constrangedoras da experiência humana e se precipitou na zona escura do desequilíbrio.

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É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso. É indiscutível, porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo.”

As grandes oportunidades da vida estão exatamente naquelas situações que nos atingem mais de perto como provas e expiações. São os parentes, amigos e pessoas muito próximas que vão exigir de nós o esforço do bom espírita.

Segundo L'Évangile selon le spiritisme, na lição “Sede perfeitos”, lidar com as divergências, com a diferença, com a loucura do outro e com suas escolhas perturbadoras é a grande oportunidade para nos identificarmos como “verdadeiro espírita”, reconhecido pela transformação moral e, principalmente, pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más; se esforça por desligar-se do horizonte limitado da vida material, mantendo-se na sua vontade firme.

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