17 de avril de 2026

Sélecteurs génériques
Correspondance exacte
Recherche dans le titre
Rechercher dans le contenu
Sélecteurs de type de message
Recherche dans les éditions
Recherche dans les anciennes éditions
Recherche dans les nouvelles et les podcasts

17/04/2026

Sélecteurs génériques
Correspondance exacte
Recherche dans le titre
Rechercher dans le contenu
Sélecteurs de type de message
Recherche dans les éditions
Recherche dans les anciennes éditions
Recherche dans les nouvelles et les podcasts

Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)

Embora muitos trabalhadores das escolas de evangelização infantojuvenis não tenham a formação de professor, dedicam suas vidas a levar a educação espiritual a crianças, jovens e seus familiares. Constantemente, evangelizadores, coordenadores e diretores dos Departamentos de Infância e Juventude lidam com situações importantes dentro das salas de aula, como, por exemplo, os distúrbios que influenciam a aprendizagem de uma criança e que precisam de tratamento.

Nas edições n. 565 e 572[1] de março e outubro de 2021 da Feuille d'esprit, fizemos importantes observações acerca dos transtornos de aprendizagem e da educação moral na infância e o que esta pode evitar de reincidências negativas do Espírito reencarnante.

Agora, vamos falar sobre o Transtorno Opositor-Desafiador

Todos nós já ouvimos a frase “nossa, que criança birrenta”, pois é, se seu aluno apresenta esse comportamento, o desafia, é desobediente, tem uma irritabilidade excessiva e é “difícil” de lidar, pode apresentar alguns sinais do TOD.

O que é Transtorno Opositivo-Desafiador?

TOD é um transtorno infantil caracterizado por comportamentos desafiadores, antissociais, desobedientes e perturbadores. Dessa forma, o comportamento é visível quando há a presença de figuras autoritárias, como pais e professores. Apesar das atitudes desafiadoras, crianças e adolescentes com TOD não são agressivas com pessoas ou com animais.

É comum que o TOD se desenvolva nos anos pré-escolares, até os 8 anos de idade, e é raro que se desenvolva no início da adolescência. Ademais, antes da adolescência, o transtorno é mais comum em meninos, e durante a puberdade, mais meninas apresentam tal transtorno. As causas do TOD ainda são desconhecidas, mas alguns estudos apontam combinações genéticas e fatores ambientais.

Quais são os sintomas?

Os sintomas e sinais normalmente se manifestam antes dos 8 anos de idade. Além disso, o diagnóstico é feito quando os sintomas e sinais persistem por mais de seis meses e causam problemas em casa e/ou no ambiente escolar. Uma criança com TOD:

  • tem irritabilidade fácil e frequente;
  • irrita as pessoas de propósito e sem motivo específico;
  • tem crises de raiva;
  • perde a paciência com facilidade;
  • tem baixa autoestima;
  • tem dificuldade de se relacionar com outras crianças;
  • é extremamente sensível e tem dificuldade em receber críticas;
  • culpa os outros pelos próprios erros;
  • apresenta comportamento rancoroso e vingativo;
  • é antissocial e ansioso;
  • não aceita ordens e discute frequentemente com adultos ou figuras de autoridade;
  • possui comportamento desafiador e desafia normas e regras;
  • quer tudo do seu jeito e se recusa a realizar atividades escolares;
  • fica facilmente ressentido e perturbado;
  • apresenta sinais de depressão.

O TOD ainda apresenta três níveis de gravidade. Primeiramente, o mais leve é quando a criança com o transtorno apresenta os sinais e sintomas apenas em um ambiente específico, como em casa ou em sala de aula. Já o moderado, a criança com TOD demonstra os sinais e sintomas em dois ambientes. Por conseguinte, o nível grave é quando a criança expressa os sinais e sintomas em três ou mais ambientes e situações.

Como é feito o tratamento?

O tratamento pode ser muito diversificado e passa por promover o treinamento dos pais, com o objetivo de interagirem mais eficazmente com a criança e fazer terapia familiar para dar suporte e apoio à família. Pode ainda ser recomendada a realização de psicoterapia. Tem cura, principalmente se o tratamento for iniciado de forma precoce.

Como diferenciar uma dificuldade comum de um transtorno de aprendizagem?

É importante que pais e professores estejam atentos à persistência desses sinais e direcionem a criança para uma avaliação multidisciplinar. Somente dessa forma os sintomas poderão ser identificados e definidos (ou não) como transtorno de aprendizagem.

Para Telma Pantano, psicopedagoga do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o ambiente em que a criança estuda também deve ser levado em conta. “Problemas de aprendizagem são diferentes de transtornos de aprendizagem. O primeiro pode estar associado a questões pedagógicas como alguma deficiência no sistema de ensino aplicado nas escolas; já os transtornos ocorrem devido aos processos cerebrais das crianças, o que dificulta a assimilação de informações”, destaca.

O diagnóstico de um transtorno de aprendizagem geralmente só ocorre após a criança ingressar na escola. Para ele, é realizada uma avaliação neuropsicológica, que pode ser feita por uma equipe multidisciplinar (neuropediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos, psicólogos, neuropsicólogos e psicopedagogos). São feitas diversas entrevistas com os alunos e os pais, para se observar o comportamento da criança, o histórico familiar e escolar. Não há exames específicos que determinem se a criança tem ou não um transtorno de aprendizagem, por isso a observação do comportamento é um fator determinante para o diagnóstico correto.

Vale destacar que, pelo fato de ser um transtorno (e não uma doença), não há cura, mas há diversas medidas terapêuticas efetivas que são recomendadas de acordo com a condição da criança ou jovem. “O ideal é ter o acompanhamento de um neurologista, psicopedagogo e/ou fonoaudiólogo, além de um psicólogo para trabalhar com as questões emocionais, como lidar com o sentimento de frustração e de incapacidade, por exemplo”, afirma Brandalezi.

Os pais não devem pressionar as crianças para melhorar o desempenho escolar ou diminuir seus esforços e os progressos. Já os professores, que muitas vezes são os primeiros a notar os sintomas, devem comunicar os pais sobre as dificuldades do aluno e orientá-los a procurar ajuda especializada. Durante as aulas, a recomendação é sempre conversar com o aluno de forma individual, para evitar uma exposição desnecessária. “Forçar ou brigar só vai afetar ainda mais a autoestima da criança. É importante que os pais identifiquem a forma que seu filho aprende melhor e utilizem estratégias lúdicas como jogos e brincadeiras para deixar as atividades mais leves e prazerosas”, diz Moura.

Références

COSENZA, R. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2014.

INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (IPQ/HCFMUSP). Accueil. 2023. Disponível em: https://ipqhc.org.br. Acesso em: 31 maio 2023.

PALESTRA – cem anos de evangelização infantil na FEB – Sandra Borba. FEBtv, 5 jun. 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=J8RT31Rv_FI. Acesso em: 31 maio 2023.

PANTANO, T.; ROCCA, C. C. A. (org.). Como se estuda? Como se aprende? São José dos Campos, SP: Pulso Editoria, 2015.

PANTANO, T.; ZORZI, J. L. (org.). Neurociência aplicada à aprendizagem. São José dos Campos, SP: Pulso Editoria, 2009.

RAFAEL Latorraca (psiquiatria e espiritualidade). Lutz Podcast, 9 fev. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dqV6Sc0nWE4&t=10s. Acesso em: 31 maio 2023.

ROCCA, C. C. A.; PANTANO, T.; SERAFIM, A. P. (ed.) Estimulação da atenção de crianças e adolescentes. Barueri, SP: Manole, 2020.


[1] https://folhaespirita.com.br/parece-preguica-mas-pode-ser-transtorno-de-aprendizagem/

https://folhaespirita.com.br/educacao-moral-na-infancia-pode-evitar-reincidencias-do-espirito-reencarnante/

Laisser un commentaire

Votre adresse e-mail ne sera pas publiée. Les champs obligatoires sont indiqués avec *

Profitez de cette offre !

Découvrez les productions d'Editora FE

Assinatura Open Sites