Muitos dizem por aí que o mundo está perdido. Guerras, ódio, racismo, desigualdade, violência… parece um ciclo sem fim. No entanto, se pararmos para pensar, quem sempre pagou o preço mais alto por tudo isso? As crianças e os jovens. São jovens que vão para os campos de batalha. Jovens que crescem sem oportunidades devido a políticas injustas. Jovens que herdam um planeta devastado por decisões que eles mesmos não tomaram.

Hoje, porém, a chave virou: a nova geração não aceita mais repetir os erros do passado. Não queremos um futuro construído na base do medo ou da força. Queremos diálogo, empatia, justiça e, sobretudo, paz.
Se há algo que a história raramente conheceu por muito tempo foi a paz. Em algum canto do planeta, sempre há um conflito, um ataque, uma resposta violenta. A velha ideia de “olho por olho, dente por dente” ainda parece reger muitas ações humanas, seja entre indivíduos, seja entre nações. Enquanto alguns países defendem punições severas – como a pena de morte – em nome da “justiça”, outros questionam: será que mais violência realmente gera paz?
No Brasil, onde a cultura da não violência e da mediação de conflitos vem ganhando força entre os jovens, movimentos liderados por eles utilizam redes sociais, arte e protestos pacíficos para desafiar a lógica da vingança.
Cristianismo e violência: onde foi parar o amor ao próximo?
Muitos crescem ouvindo sobre amor, perdão e compaixão nas igrejas. Em países em que o cristianismo predomina, esses princípios deveriam orientar decisões pessoais e políticas. Contudo, na prática, nem sempre é o que acontece.
Quando vemos nações inteiras defenderem guerras, armas ou penas cruéis, como a pena de morte, fica difícil identificar o ensinamento cristão do amor ao próximo. Fala-se muito em justiça, mas, em muitos casos, o que se busca é, na verdade, vingança.
É contraditório declarar fidelidade a uma religião baseada no amor enquanto se apoiam atitudes violentas, se exclui quem pensa diferente ou se legitima a força bruta como solução. Essa incoerência não passa despercebida pelos jovens, que têm questionado tanto o sistema político quanto os discursos religiosos que, em alguns casos, parecem ter perdido a sua essência.
A geração atual observa esses dilemas com mais consciência. Percebe que não adianta falar de fé se ela não se traduz em atitudes mais humanas. Que não basta pregar o bem no domingo e aplaudir o ódio na segunda-feira. Que lutar por um mundo mais justo exige ações coerentes com os valores professados.
Enquanto isso, o Brasil se posiciona como mediador em tensões internacionais, impulsionado por uma juventude que pressiona por políticas de diplomacia e ajuda humanitária.
Cultura de paz nas escolas: um compromisso legal desde 2018
Desde 2018, a cultura de paz e a prevenção da violência passaram a integrar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Essa mudança reforça a importância de trabalhar temas como diálogo, democracia e cidadania nas escolas – valores essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida.
A lei não apenas reconhece a necessidade de combater a violência, mas também valoriza a educação para a paz como caminho para melhorar a convivência escolar. Assim, além de ensinar conteúdos como matemática e português, as escolas são chamadas a promover o respeito, a empatia e a resolução pacífica de conflitos.
Em 2025, esse compromisso continua mais atual do que nunca: formar cidadãos conscientes e capazes de construir um futuro mais harmônico.
E você? Acredita que um mundo sem guerra é possível?
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Références
BRASIL. Lei n. 13.663, de 14 de maio de 2018. Disponible à l'adresse suivante https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13663.htm. Acesso em: 28 abr. 2025.
SALLES FILHO, Nei Alberto. Cultura de paz e educação para a paz: olhares a partir da complexidade. Campinas, SP: Papirus Editora, 2020.