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Servir para curar-se: a chama que o Mednesp acendeu em mim

Ainda fecho os olhos e sinto. Consigo voltar para junho de 2025 e reviver a honra e a alegria que transbordavam em meu peito. A minha jornada com o Mednesp não começou agora. Ela teve início em 1991, na primeira edição do congresso, quando meus pais, Luís Carlos e Luizete, me levaram pela mão para ajudar nesse evento. Eles me ensinaram, desde cedo, a lição mais valiosa da minha vida: o bem que servir nos faz. Foi ali, nos corredores dos primeiros Mednesp, que entendi o que é realmente amar a vida e viver por um propósito.

Este ano, ao caminhar entre as 2.100 almas reunidas (presencial e on-line), eu não era apenas um dos aproximadamente 170 voluntários. Eu era um filho daquele movimento, vendo a semente plantada por meus pais florescer em mim. Meu papel era ajudar na organização, mas a verdade é que me senti muito auxiliado e acolhido em cada sorriso, revivendo a essência do que me foi ensinado.

A coerência entre o discurso e a prática sempre me tocou profundamente. Falamos de cura, e a cura começava em nosso impacto no mundo: o crachá que vira planta, a ausência de descartáveis com copos biodegradáveis.  Em 2025, essa consciência se ampliou de maneira tão significativa que se tornou um marco para o Movimento Espírita.

O painel “Diversidade e inclusão na casa espírita”, brilhantemente conduzido pelos amigos Andrei Moreira e Moacyr Camargo, contando com a alegria da presença de Íkaro Kadoshi, proporcionou uma experiência marcante. Ali, mais uma vez, vi o Mednesp fazer história, mostrando a todos que a cura nasce da postura sincera de compreensão, aceitação e amor ao próximo. Essa mesma emoção tomou conta de mim ao testemunhar, pela primeira vez, a tradução para Libras – quebrando barreiras e unindo corações.

Para mim, o coração do Mednesp 2025 bateu também mais forte na exposição dos 30 anos da AME-Brasil. Aquilo não era apenas uma exposição; era o filme da minha vida. Cada painel reavivava momentos, aprendizados e a saudade de corações amados, como o da inesquecível dra. Marlene Nobre. Ali, eu não vi apenas a história de uma entidade; eu revi a minha própria história. Aqueles 30 anos da AME-Brasil eram também 30 anos da minha vida, e pude perceber o quanto cada hora de serviço nos Mednesp foi e é fundamental para a minha própria caminhada.

Ademais, o Mednesp também serve para criar e fortalecer laços, por isso seria impossível não mencionar a gratidão pelo trabalho em conjunto com tantos corações amigos. Não posso deixar de dizer o quanto sou grato por ter contado com a parceria do dr. Marcus Ribeiro, presidente da AME-SP. Ele foi um amigo e parceiro de ideal em tantas horas de dedicação. O Mednesp nos uniu ainda mais, fortalecendo nosso compromisso com o mesmo propósito. Eu disse a ele que depois do evento não havia como largar de sua mão.

Por tudo isso, o Mednesp não terminou. Ele não pode morrer dentro de mim. Ele é um chamado que ecoa há mais de 30 anos. Agora é a nossa vez de pegar aquela semente do crachá – e a semente que carregamos na alma – e fazê-la germinar.

O Mednesp foi, mais uma vez, o grande convite. A nós, cabe agora fazer do “servir para curar-se” a nossa maneira de viver. No fim de tudo, senti com cada fibra do meu ser – desde aquele menino de 1991 até o homem de hoje – que vale a pena viver. Sim, como vale a pena viver.

Conrado Santos é voluntário, coordenador do Mednesp e CEO da Consciência S/A

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