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Humildade, a chave para o nosso equilíbrio

Não fazemos ideia do que a humildade significa para o desenvolvimento do ser humano e o quanto é importante compreendê-la e praticá-la em seu verdadeiro significado. O ser humano dotado de inteligência e dons que lhe permitem realizar tantas maravilhas no ramo da ciência e do conhecimento, capaz de resolver intrincados problemas de Matemática, Física, Química e Ciências, em geral, não consegue solucionar o mais íntimo de seus problemas: a ausência de humildade. Parece que existe um engessamento mental impedindo a criatura de encontrar a chave para todas as suas questões pessoais. Essa trava impeditiva chama-se orgulho.

Você já observou que a natureza, expressão viva de Deus, nos concede lições de humildade em todas as suas nuances? O sol brilha igualmente para todos, até para um pântano pestilento, sem reclamar da sua lama; filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura; e após a grande tempestade, o campo verdejante reaparece a fim de que o homem recomece a lida na terra.

Não resta dúvida de que a falta de humildade tem sido o motivo de muitas doenças e desequilíbrios psíquicos que vêm assolando as criaturas humanas. A cada dia, tenho mais certeza de que a humildade é a chave deixada por Jesus para abrir essa trava mental que afasta o ser humano da felicidade. Por mais que sejamos inteligentes, somente a humildade e a brandura de coração nos levarão a aceitar nossas fraquezas e limitações e a perceber uma força maior que nos conduzirá às respostas além do permitido pelo intelecto comum.

A falta de humildade, conforme citação de Emmanuel (2013, cap. 24) no livro La pensée et la vie, “converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida”. A criatura crê que tudo possui: os títulos, a inteligência, a atenção de outras pessoas, a vida daqueles que ama e assim por diante. Nesse clima mental, a “[…] alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular […]” (Emannuel, 2013, cap. 24).

Ser humilde não é fácil. Estamos tateando nessa área. No entanto, tenho certeza de que vale muito a pena ouvir o nosso eu verdadeiro no qual se concentram os motivos divinos pelos quais fomos criados, sem as roupagens que vestimos para exercer os diversos papéis nesta existência. Assim, perceberemos que não estamos aqui para competir, para sermos reconhecidos, apreciados e respeitados segundo as normas humanas.

A autenticidade e a boa vontade para conosco e para com os nossos semelhantes é um caminho seguro para obtermos o equilíbrio que a humildade é capaz de nos trazer. Só para elucidar o que estou tentando transmitir para você, vou contar um fato que aconteceu a uma amiga há alguns anos.

Maria estava vivenciando uma fase espetacular na sua carreira profissional, ocupava cargo de relevância conseguido pelos seus méritos e sua competência. Entretanto, quando uma nova gestão assumiu a organização em que ela trabalhava, a destituíram do cargo de comando. Maria ficou desnorteada, pois estava empenhada na realização de projetos muito interessantes e inovadores.

Logo foi convidada a trabalhar em outra empresa, que estava em fase de implantação. Nesse novo local, tudo estava por fazer, e Maria, que até então comandava uma equipe, com secretária, assistentes e todas as condições de trabalho, viu-se sem nada disso, nem computador havia disponível para ela. Essa reviravolta feriu o ego de Maria, mas hoje ela afirma, convicta, que o aparente transtorno foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Afinal, teve a grande oportunidade de olhar para dentro de si e descobrir o seu eu verdadeiro, para o qual pouco importavam o status, o título e o poder.

Maria aprendeu o valor do servir e do renovar-se, pois passou a vivenciar com humildade cada oportunidade que teve após o que lhe aconteceu. Percebeu que a dor daquele primeiro momento era vazia porque derivava tão somente do orgulho ferido, não era real. Com certeza, a humildade adquirida a fez crescer em todos os sentidos.

Segundo Emmanuel, ao contrário do que muitos acreditam, “humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do Espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem”.

Référence

EMMANUEL (Esprit). La pensée et la vie. Psychographié par Francisco Cândido Xavier. 19. éd. Brasília, DF : FEB, 2013.

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